Arquidiocese do Rio de Janeiro

32º 21º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/09/2018

23 de Setembro de 2018

Casa de Saúde São José completa 95 anos

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

23 de Setembro de 2018

Casa de Saúde São José completa 95 anos

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

11/04/2018 13:55 - Atualizado em 11/04/2018 13:55
Por: Priscila Xavier / Symone Matias

Casa de Saúde São José completa 95 anos 0

Considerado um dos mais renomados hospitais do país, a Casa de Saúde São José, no Humaitá, completou 95 anos de fundação, justamente, na data em que a Igreja celebrou a Solenidade de São José, no dia 19 de março. 

Na ocasião, o Cardeal Orani João Tempesta presidiu missa em ação de graças, na capela da instituição. Na homilia, o arcebispo enfatizou a missão do padroeiro. “Ele é considerado o padroeiro da boa morte, porque morreu tendo, de um lado, Maria, e, do outro, Jesus. É assim que todos nós queremos que aconteça conosco. Além disso, ele é o protetor da Sagrada Família, porque cuidou de Jesus, como pai, e de Maria, como esposo, de maneira pura e, ao mesmo tempo, responsável. Dessa forma, por ter cuidado deles, São José também cuida da Igreja. Precisou sustentar a família e, por isso, intercede por todos os trabalhadores. Celebramos realmente este homem de Deus, que nos aponta Jesus”, ressaltou.

O arcebispo também fez uma associação entre as irmãs da Congregação de Santa Catarina de Alexandria Virgem e Mártir – responsáveis pela instituição – e o exemplo de São José. “Vemos esta ligação com São José através da espiritualidade das irmãs e naqueles que são chamados para trabalhar na área da saúde. Em meio a tantos problemas e situações, a presença cristã, junto com os enfermos, familiares e médicos, faz toda a diferença numa casa de saúde católica. Ao longo desses 95 anos, vemos quantas situações a instituição superou. Por isso, olhando para São José, percebemos que, mesmo fazendo a vontade de Deus, com seu ‘sim’, ele também passou pelas vicissitudes. Porém, tudo se cumpriu em nome do Senhor”, finalizou.

O início

Os primeiros passos da Casa de Saúde São José foram dados a partir da chegada de quatro irmãs ao Brasil, no dia 16 de junho de 1897. Todas elas pertenciam à Congregação de Santa Catarina de Alexandria Virgem e Mártir, fundada pela jovem Madre Regina Protmann, em 1571, na Alemanha, que deixou as comodidades da família para assistir aos doentes e necessitados. Essa foi a primeira congregação com a vida ativa na Igreja, uma vez que, naquele período, os conventos eram todos de clausura. 

Além da obra de assistência aos doentes, a educação também faz parte do carisma da instituição. Dessa forma, as quatro irmãs se instalaram em Petrópolis e fundaram o Colégio Santa Catarina.

Formadas em enfermagem, as irmãs seguiram para o Rio de Janeiro, em 1915, e atuaram durante seis anos no Hospital São Francisco de Paula. Em seguida, decidiram alugar uma casa para atender aos pobres. Já em 1922, visando melhorar as condições de atendimento, criaram a própria casa de saúde.

Em 1923, foi fundada a Casa de Saúde São José, concebida com o objetivo inicial de dar abrigo a idosos e doentes graves, colocando-os sob a proteção do padroeiro das famílias. “As irmãs colocaram essa obra sob a proteção dele, porque São José é estimado por todos da congregação, desde o tempo em que a fundadora recebeu uma graça num momento difícil. Então, temos essa devoção, e muitas graças temos recebido por seu intermédio”, comentou irmã Clementina Bach, diretora geral da Casa de Saúde São José.

Segundo ela, “é uma grande alegria celebrar esses 95 anos de vida, porque a vida é sagrada, desde a sua concepção até pós-morte. Por isso, estamos num processo de transformação para melhor cuidar da vida de todos nós. São José é o nosso patrono, como filhas e filhos de Deus, e é com amor que celebramos esse dia”, acrescentou.

Colaboradores

Capelão e diretor espiritual da instituição, padre Ginival Lídio explicou sobre as ações que realiza junto com membros da Pastoral da Saúde. “Temos como missão não apenas assistir ao doente, dando os sacramentos da Unção dos Enfermos e a Confissão. Muitas vezes atendemos e estendemos nossa assistência para os familiares e qualquer pessoa da comunidade que nos procura. Comemorar esses 95 anos é participar dessa história, dessa missão querida por Deus. Eu permito que Deus, na minha vida, faça com que Sua graça que cura, salva e perdoa  chegue aos pacientes que ficam sob nossos cuidados”, esclareceu.

Pároco da Igreja Nossa Senhora da Esperança, em Botafogo – cuja área paroquial abrange a casa de saúde, padre Márcio Queiroz, que também já foi paciente da unidade, destacou sua gratidão. “Resumo esse momento em duas palavras: muito obrigado. Digo não somente como padre responsável pela região, mas como um daqueles que recuperou a vida nesta casa de saúde. Louvo e agradeço a Deus pelo trabalho e por tudo aquilo que essa casa representa, e que, hoje, nestes 95 anos, eu também faço parte como um daqueles que sobreviveram. O Senhor me concedeu mais uma oportunidade de continuar a minha vida, dedicando-me ao serviço e procurando cada vez mais fazer parte desta corrente de amor”, sublinhou.

Diretor executivo da unidade, Néllison Espírito Santo afirmou que os 95 anos refletem o tamanho da missão da instituição. “Dia após dia, orações após orações, nós completamos 95 anos, dos quais cinco deles eu vivi intensamente na instituição. A casa de saúde se entrelaça e se confunde com as nossas vidas porque viveu seus momentos de tristeza, alegria, chegadas, partidas, mas, também, de esperança, amor e de fé, assim como as pessoas que passaram por aqui. Alguns podem dizer que 95 anos é muito tempo, mas é apenas uma amostra do tamanho de nossa missão. O nosso desafio de amar ao próximo como a nós mesmos, e, fora isso, o papel de cada um precisa ser integrado, pois isso é uma engrenagem do bem, e é exatamente assim que a nossa entidade ganha vida”, completou.


Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.