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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 17/07/2018

17 de Julho de 2018

Candidatos ao diaconato permanente recebem leitorato

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Candidatos ao diaconato permanente recebem leitorato

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01/04/2018 00:00 - Atualizado em 06/04/2018 13:27
Por: Priscila Xavier / Symone Matias

Candidatos ao diaconato permanente recebem leitorato 0

A palavra diácono, do grego diakonia, significa ‘serviço’. E é justamente para servir a Deus e à Igreja que 39 candidatos ao diaconato permanente da Escola Diaconal Santo Efrém receberam o Ministério do Leitorato, através das bênçãos do Cardeal Orani João Tempesta, na Paróquia São José, no Conjunto Miécimo, em Santa Cruz, no dia 17 de março.

O Cardeal Orani iniciou a homilia acolhendo os candidatos. “É com alegria que acolho esses nossos irmãos, homens com suas responsabilidades familiares e profissionais, e que experimentam o chamado para servir a Igreja como diáconos permanentes. Esse é o primeiro passo dessa caminhada que, futuramente, os tornará diáconos. Que possamos bendizer ao Senhor pelo dom da própria vida, pela vocação, pelo chamado e pela missão que já exercem na Igreja, em suas comunidades”, rogou.

O arcebispo ainda disse que “existe um motivo para que cada um seja chamado ao sacerdócio, ao diaconato permanente. Tudo fazemos centrados na razão de nossa vida: Jesus Cristo, nosso Senhor. É por Ele que caminhamos e buscamos corresponder, cada dia mais, no seguimento de Jesus, a nossa vocação, cada um na diversidade dos chamados do Senhor”, pontuou.

De acordo com o diretor da diaconal, padre Jorge André Pimentel Gouvêia, a missão do diácono permanente tem sido reduzida somente ao serviço ao altar e aos sacramentos. “Esse é um sinal da unidade da Igreja, não só na atividade litúrgica, mas também social. Porque o diácono está ligado à vida social da Igreja, como a visita aos doentes, aos encarcerados, aos abandonados. Ao longo do tempo, percebemos que a visão do diaconato tem sido reduzida, que se resume a Altar, batizado e casamento. Vai muito mais além do que as paredes do templo, mas sim, é a Igreja como um todo, indo ao encontro dos filhos necessitados, os quais muitos se encontram à margem, sem saber como se aproximar”, finalizou.

São José e Santo Antônio

Os diáconos, que receberam o ministério sob o tema: “Eles ouviram as Palavras de Jesus” (Jo 7,40), pertenciam a duas turmas, sendo 15 deles pertencentes ao 2º ano de teologia – Turma São José, e outros 24 do 3º ano de teologia – turma Santo Antônio. 

Casado há 35 anos com Consuelo, pai, avô, médico e, futuramente, diácono, Gerson Lauro Pinto disse que receber o leitorato foi um renovar das forças. “Para nós, foi uma bênção. A jornada é muito longa. Aos 60 anos, voltar ao banco da escola para estudar, e estudar com a intensidade que o curso requer, mina as nossas forças. O leitorato é um estímulo muito grande; mergulhamos num bálsamo e nos sentimos renovados. Queremos servir, e esse é o primeiro passo. Esses degraus nos dão o ânimo necessário nessa caminhada”, afirmou.

Já Frederico Morato Nery, que atua na Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso, em Bonsucesso, destacou que “foi muito gratificante. É uma responsabilidade receber essa incumbência de anunciar a Palavra de Deus ao povo que precisa se alimentar dessa Palavra que nutre a Igreja e as comunidades. É um passo importante, porque, quando estamos de joelhos, com a mão no Evangelho, nos damos conta de que estamos subindo mais um degrau. Esse é o nosso primeiro degrau para que possamos agir, de fato, em nossa paróquia”, acrescentou.

De acordo com Anderson da Silva Moura, o diaconato é um complemento à vocação matrimonial. “Não se trata de uma escolha nossa, mas uma escolha do Senhor. Particularmente, o diaconato permanente não se trata de uma dupla sacramentalidade. Entretanto, é uma complementariedade do sacramento, ou seja, só recebo o Sacramento da Ordem se eu tiver recebido o Sacramento do Matrimônio. Por isso se trata de uma vocação muito específica”, esclareceu. 

Leonardo Ramos Coelho, membro da Paróquia Maria Mãe da Igreja e São Judas Tadeu, em Padre Miguel, contou sobre a experiência do chamado ao diaconato permanente. “Foi um momento muito aguardado, esperado em meu coração. Já caminhamos na escola há três anos, então, é algo gerado em nosso coração. Minha vocação surgiu a partir do meu pároco, padre Cláudio Santana, que passou a trabalhar a missão do diaconato em nossa comunidade, através do diácono Melquisedec. Nisso, comecei a sentir esse desejo. Percebendo isso em mim, o padre me pediu para estudar a vocação e, em seguida, chamou a mim e a minha esposa, Gabriela, para nos preparar para esse chamado. Durante dois anos, minha esposa e eu participamos de direções espirituais com ele, e só depois desse período ele me concedeu a carta para a Escola Santo Efrém”, disse.

 

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