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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 17/07/2018

17 de Julho de 2018

Seminaristas aproveitam as férias para fortalecer a formação vocacional

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Seminaristas aproveitam as férias para fortalecer a formação vocacional

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16/03/2018 11:20 - Atualizado em 16/03/2018 11:20
Por: Nathalia Cardoso / Symone Matias

Seminaristas aproveitam as férias para fortalecer a formação vocacional 0

Os 173 estudantes do Seminário Maior participaram, na segunda quinzena do mês de fevereiro, de atividades de formação e interação. A tradicional Convivência, que ocorre todo início de ano na Fazenda São Joaquim das Arcas, em Itaipava, aconteceu entre 15 e 23 de fevereiro. Os seminaristas foram divididos em dois grupos: comunidades do prédio São Paulo e do prédio São Pedro. Eles revezaram-se nas atividades, devido ao número de quartos da fazenda.

No mesmo período, houve o Curso de Férias, durante o convívio em Itaipava, e a Comunidade Sementes do Verbo ofereceu a eles formação sobre afetividade e sexualidade, na Casa de Retiro São Francisco de Sales, no bairro do Riachuelo.

O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, presidiu a missa com Oração das Vésperas no dia 15 de fevereiro no Riachuelo, e no dia 18 de fevereiro em Itaipava. Concelebrando, estiveram o bispo animador das vocações, Dom Roque Costa Souza, e o reitor do Seminário São José, cônego Leandro Câmara.

Curso de Férias

O Curso de Férias foi conduzido pelo padre Wagner Augusto Moraes dos Santos e teve como tema: “Ascética e Mística”. O objetivo foi oferecer aos seminaristas informações para amadurecerem e melhor compreenderem suas vidas espirituais.

Segundo o cônego Leandro, o curso foi um período em que os seminaristas puderam refletir sobre a dimensão ascética e mística de todo o processo formativo que fazem desde que iniciam os estudos no seminário. Entretanto, ele afirmou que, se essa dimensão não for vista sob a ótica da vivência e da experimentação, a formação será apenas um conjunto de normas, de deveres, obrigações e direitos que o seminarista tem.

“Reduzir o processo formativo a isso – um conjunto de normas sem a vivência – seria uma superficialidade; e o padre tem que ser o homem na mística. Então, tivemos todo o desdobramento do curso, objetivando mostrar a eles, os seminaristas, a dimensão mística e ascética da caminhada formativa deles”, pontuou o cônego Leandro.

Padre Wagner explicou que o tema, “Ascética e Mística”, trata, dentro da teologia espiritual, da relação entre a vida ascética e a vida mística. Ou seja, os exercícios espirituais que são feitos, e, também, como isso tem consequências na vida espiritual dos seminaristas.

“Dentre as muitas coisas que estudamos, está também o estudo sobre a estrutura do seminário, e o quanto ela está vinculada às práticas que a tradição da Igreja sempre recomendou, para a vida espiritual, para os exercícios espirituais necessários para atingir a santidade”, afirmou o novo sacerdote.

A relevância do tema do curso se baseia, segundo ele, no documento “Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis”, lançado pela Congregação para o Clero, em 2016. Ele trata da formação dos sacerdotes, e sugere que seja feita com uma consideração especial pela vida espiritual e importância que essa tem para os seminaristas.

“Para que eles possam entender melhor o processo de formação e até mesmo as propostas que estão presentes nessa nova lei dos seminários, é importante entender como se dão os exercícios espirituais, chamados ‘ascéticos’. Esses exercícios se vinculam à vida mística”, detalhou.

Ascética

O objetivo da teologia espiritual, ou ascética e mística, é a descoberta dos meios indicados na Bíblia, nas experiências dos padres e dos santos para se alcançar a santidade.

Convívio

Para o seminarista Thiago Tavares, neste momento de retorno aos estudos no seminário, a convivência é um tempo especial para a formação, por propiciar o estreitamento de laços de fraternidade e amizade.

Os prefeitos de disciplina são seminaristas ou diáconos responsáveis por acompanhar mais de perto o processo formativo dos aspirantes ao sacerdócio. Um desses prefeitos atualmente é o diácono Cristiano Siqueira de Lima. De acordo com ele, o curso em Itaipava foi muito importante para os seminaristas porque o padre Wagner conseguiu descobrir os anseios dos rapazes, que buscam uma vida de mais união com Deus e de mais oração.

“Esse era realmente o anseio de muitos. Os temas estavam bem conexos. Acredito que todos eles estejam muito felizes. Vemos, pela forma que eles comentam sobre essa formação, que estão animados para viver uma vida de oração e entrega total de suas vidas”, contou.

Formação

A formação oferecida pela Comunidade Sementes do Verbo teve como tema: “Recria-me! Identidade, Afetividade e Sexualidade”, e foi ministrada pela irmã Maria Sarah e pelo padre João Machado, diretor espiritual da comunidade.

O sacerdote atendeu confissões e fez aconselhamento diariamente com os jovens.

Cônego Leandro afirmou que o sacerdote é um homem integrador tanto na relação que estabelece com as pessoas quanto na das pessoas com Deus. E, para integrar, ele precisa estar integrado. Para estar integrado, ele precisa ter ordenadas sua sexualidade e afetividade.

“Se o sacerdote conseguir ser integrado em sua afetividade, vai se perceber muito amado por Deus, e isso fará toda a diferença no seu apostolado. Na sexualidade, ele experimenta a força de Deus que o impulsiona a exercer o ministério de paternidade fecunda na vida dos fiéis”, apontou.

Ele explicou que uma sexualidade ordenada permite que o sacerdote canalize toda a sua energia no serviço e entrega aos fiéis, as ovelhas do Senhor.

“Afetividade e sexualidade constituem a identidade do sacerdote e do vocacionado. São realidades imprescindíveis a serem tratadas, formadas e aperfeiçoadas no caminho formativo”, disse.

O diácono Jadilson Ferreira da Silva, que também é prefeito de disciplina, contou que, na formação, os seminaristas tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais a respeito da própria Humanidade.

“Muitas vezes, essa Humanidade está ferida em diversas dimensões, desintegrada e debilitada, mas não perdida ou fadada ao fracasso: as feridas da nossa Humanidade, todas elas, podem ser curadas pela graça de Deus, pela ação d’Ele em nossas vidas”, disse ele. “A própria pregadora do retiro, a irmã Maria Sara, apresentando o raio-x de nossa Humanidade, propôs-nos, com base nos fundamentos da Sagrada Escritura e da doutrina da Igreja, caminhos seguros para curarmos as nossas feridas em nossa identidade, afetividade e sexualidade, para que vivamos uma humanidade integral, na busca do caminho de santidade e de perfeição na vida de todo vocacionado”, completou.

 

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