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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/09/2018

23 de Setembro de 2018

Conselho para a Liberdade Religiosa se reúne na Glória

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15/03/2018 16:28 - Atualizado em 15/03/2018 16:28
Por: Priscila Xavier / Raphael Freire

Conselho para a Liberdade Religiosa se reúne na Glória 0

A Arquidiocese do Rio de Janeiro recebeu o secretário estadual de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres e Idosos, Átila Alexandre Nunes, além de diversos representantes de denominações religiosas, para a primeira reunião do Conselho Estadual de Defesa e Promoção da Liberdade Religiosa, realizada no Edifício João Paulo II, na Glória, no dia 14 de março.

Criado em janeiro deste ano, através de um decreto do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, o conselho tem como objetivo auxiliar na elaboração e desenvolvimento de políticas públicas acerca do tema da intolerância religiosa. A comissão – subordinada à Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres e Idosos, é fruto do Grupo de Trabalho pela Liberdade Religiosa, que atua desde 2011.

De acordo com Átila Nunes, esse é o primeiro conselho voltado para a intolerância religiosa no país. “Esse é o primeiro do país e, inclusive, um dos primeiros. Num estado que já passou por diversos episódios infelizes de intolerância religiosa, num patamar de violência dificilmente visto em outros estados, o conselho é fundamental. Pois, ele não vem como política de governo, mas sim, como política de estado. Então, é um trabalho que, tenho certeza, vai mostrar sua importância, não só nos próximos anos, mas nas próximas décadas”, destacou.

O secretário ainda explicou a finalidade principal da comissão. “A ideia fundamental é a de que possamos estender a solidariedade a todos os segmentos religiosos que, dentro do seu princípio mais básico de liberdade religiosa, seja atacado ou desrespeitado. Tenho certeza de que isso irá reforçar, primeiramente, todos os pleitos, perante todos os órgãos públicos e, segundo, passará uma mensagem fundamental a todos os moradores do estado do Rio de Janeiro, de que não é essa a concepção de nossa sociedade, e que nenhuma religião tem esse pensamento. Saio daqui, realmente, muito feliz e otimista de que, para cada situação negativa, possamos fazer um ato positivo que venha a ser muito superior àquele ato infeliz”, esclareceu.

Secretário da Comissão Arquidiocesana de Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso, diácono Nelson Águia, contou como se dará o processo na comissão. “É um espaço para dialogarmos sobre os problemas e, juntos, encontrarmos soluções. Não fazemos frentes individuais, uma vez que juntos nós seremos mais fortes, unidos e determinados. Quanto aos casos de intolerância que chegarão ao conselho, na medida do possível, dentro do estado, tomaremos as providências necessárias, considerando os autores, local do ato, quem foi a vítima e como aconteceu. O conselho poderá, então, cobrar das instituições públicas uma resposta aos casos de intolerância. Possivelmente, vamos também propor à Assembleia Legislativa do Rio uma lei sobre a intolerância e a liberdade religiosa. São essas as frentes em que o Conselho deverá atuar, e, com ele, a arquidiocese”, disse.

Ainda segundo o diácono, apesar dos pequenos passos dados, ainda há uma longa estrada a ser percorrida. “Temos uma longa caminhada pela frente, mas a expectativa é a melhor possível, para que, juntos, possamos dialogar, num fórum oficial, contando com o apoio das Secretarias de Educação, de Saúde, Penitenciária, Segurança, para vencermos os casos de intolerância e termos um espaço de diálogo. O saldo foi altamente positivo e louvável”, completou.

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