Arquidiocese do Rio de Janeiro

32º 21º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 26/04/2018

26 de Abril de 2018

Retiro Canônico marca início do ano letivo no Seminário São José

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26 de Abril de 2018

Retiro Canônico marca início do ano letivo no Seminário São José

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02/03/2018 14:23 - Atualizado em 02/03/2018 14:24
Por: Priscila Xavier

Retiro Canônico marca início do ano letivo no Seminário São José 0

Durante o mês de fevereiro, foi realizado no Centro de Estudos e Formação do Sumaré, no Rio Comprido, o Retiro Canônico 2018, que marca o início do ano letivo para os seminaristas do Seminário Arquidiocesano de São José.

O pregador dos dois retiros foi o padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, professor, escritor e apresentador do programa “Oitavo Dia”, transmitido pela Rede Canção Nova de Televisão.

Devido ao grande número de vocacionados, o retiro foi realizado em dois períodos: de 3 a 8 de fevereiro para os seminaristas e quartanistas da Arquidiocese do Rio. Já o segundo grupo – formado por seminaristas das dioceses de Nova Friburgo, Itaguaí, Itabuna e Teixeira de Freitas, sendo os dois últimos municípios pertencentes ao Estado da Bahia; de Rubiataba-Mozarlândia, diocese do Estado de Goiás, além de parte dos quartanistas do Rio –, participou entre os dias 25 de fevereiro e 1º de março.

“A meta de toda vida cristã é a santidade. Há muito o que se preocupar em como iremos alcançar este fim. Todo caminho vocacional que prescindir deste objetivo é fracassado. Torna-se um plano de carreira e não um serviço que implica dar a vida pelo outro. Todo apostolado que não contempla este fim é desprovido da mística da qual depende para ter razão de ser. Dou graças a Deus pelos inúmeros bons testemunhos que tenho ouvido e visto na vida dos nossos seminaristas. Que nunca percam a capacidade de sonhar e de ter esperança. Deus lhes conserve!”, disse o reitor do Seminário Arquidiocesano de São José, cônego Leandro Câmara.

Chamado universal à santidade

“Senhor, não sabemos para aonde vais. Como podemos conhecer o caminho?” (Jo 14,5). Com essa pergunta, São Tomé lembra-nos que nenhuma jornada deve ser iniciada sem se saber aonde se pretende chegar. Assim, o ano de 2018 começou para os seminaristas com uma pergunta: aonde vais?

O padre Paulo Ricardo iniciou o retiro canônico questionando os seminaristas aonde cada um pretendia chegar ao entrar no seminário. Ao sacerdócio? Não há dúvidas. Mas, e depois? Cristo nos chama a segui-Lo (Mc 10, 21), mas Ele está no céu (At 1, 11). O lugar de chegada do padre é, então, o céu. Mas, para isso, deve haver esforço: ‘Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. Pois eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão’ (Lc 13,24).

Isto mostra que a santidade é um chamado concreto, é o fim da vida cristã. Todo cristão tem a vocação à santidade, como ensina definitivamente a Constituição “Lumen Gentium” (LG 5). Esta vocação universal à santidade é importantíssima, pois é a chegada conclusiva de um longo percurso espiritual da Igreja Católica. “Sede, portanto, perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). O chamado à perfeição é para todos, mas ressoa especialmente aos ouvidos do presbitério, coroa espiritual da ordem episcopal (LG 41). E, para ser perfeito, há que se fazer mais do que a lei obriga, há que se doar, há que se imolar. Para realizar a perfeita configuração do padre a Cristo, ele deve ser mais do que sacerdote, ele deve ser vítima. “O padre – afirmava padre Paulo Ricardo – não é só um homem, é o sacrifício de um homem”.

A face da Igreja não se conhece narrando a biografia de Judas, mas os atos de Cristo nos seus Santos Apóstolos: o padre santo será, então, aquele que refletirá a verdadeira fisionomia da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. O celibato sacerdotal é o privilegiado meio de santificação, porque é o ato de amor pelo qual se oferta a Nosso Senhor o sacrifício do matrimônio e da família. E este é um sacrifício agradável à medida que o matrimônio tem valor: é o grande mistério (Ef 5,32) que se oferta Nosso Senhor.

Como a santidade é concreta, é preciso saber em que ela consiste. E, para isso, padre Paulo Ricardo recordou que, no Batismo, o homem recebe uma vida sobrenatural, que é a própria vida de Deus. Esta participação na vida divina, a qual se chama graça habitual, se intensifica na medida em que o homem está em comunhão com o Autor da Graça: Jesus Cristo. Por isso, é fundamental que se façam boas comunhões sacramentais e estas comunhões sejam renovadas, constantemente, com a oração. Só em união a Nosso Senhor Jesus Cristo é possível ser santo, pois a santidade não é um mero esforço humano, mas uma ação divina.

O sacerdócio é tão amado por Nosso Senhor que, quando quis entregar Maria Santíssima à humanidade, Ele olhou do alto da cruz e a confiou ao único sacerdote ordenado que encontrou (Jo 19, 26). Este amor especial de Cristo deve ser respondido com um amor especial do padre por Jesus.

Com estes dias de retiro ministrados pelo padre Paulo Ricardo, acrescidos de mais cinco dias de formação de afetividade e outros cinco de ascética e mística, os seminaristas do Seminário São José principiam com novo ânimo esse ano formativo, a fim de responderem com amor ao amor de Deus.

Santidade

Durante as pregações, padre Paulo Ricardo levou os seminaristas a refletirem sobre a temática da santidade. Para o seminarista Gleiciano Freitas, as palavras do pregador fizeram com que o jovem percebesse que a santidade não é algo distante. “Neste ano, padre Paulo Ricardo pregou sobre um assunto muito importante para qualquer cristão: a santidade. O que me marcou, sem dúvida, foi a forma como ele apresentou o tema, visando o sacerdócio. ‘O que nos santifica é o amor’. Com essas palavras, ele nos apresentou que a santidade não é impossível para nós e que podemos buscá-la a cada dia. Existe um caminho a ser percorrido, e devemos seguir fielmente o que Deus quer de nós”, afirmou.

Seguir a Cristo

Segundo o seminarista Lacton Lucas Carvalho, duas frases o marcaram durante o encontro. “Acredito que todos os momentos do retiro foram importantes, mas duas frases me tocaram profundamente. A primeira foi quando padre Paulo Ricardo falou sobre o ato de fé exercida que ‘ilumina a inteligência e move a vontade’, e a outra foi ‘crer naquilo que crer e ensina a Santa Igreja’. Com isso creio que é preciso conhecer a Santa Igreja, instituída por Nosso Senhor Jesus, para que conhecendo, a ame, e, amando melhor, a sirva. Seguir a Cristo vale mais que a pena, vale a vida”, exclamou.

Cristo é a esperança

O seminarista Bruno Tomaz Nogueira Junior recordou que as etapas da vida de Santa Teresa de Jesus foram mencionadas nas pregações. “Durante o retiro, apresentaram-nos as moradas que Santa Teresa de Jesus mencionou no livro “Castelo Interior ou Moradas”, e também o caminho da santidade dentro do nosso contexto de vida. Uma frase muito marcante para todos nós foi: ‘o sacerdote é o sacrifício de um homem”, mostrando-nos que no dia a dia, pelas batalhas e sacrifícios, buscamos progredir na vida espiritual, sabendo, ainda, que dentro deste caminho, Cristo é a esperança que, mesmo diante das quedas, nos faz prosseguir decididamente”, salientou.

O chamado de Deus

A partir do retiro, Hygo do Nascimento, que vive o primeiro ano como seminarista, refletiu sobre a própria vocação. “Um momento que muito me marcou foi quando o padre Paulo Ricardo afirmou que ‘o padre não é um homem, é o sacrifício de um homem’. Ao dizer isso, ele me levou a fazer uma longa reflexão acerca do meu chamado, por meio da qual pude perceber que o sacerdote, de fato, é aquele que Deus chamou para agir na pessoa do seu filho, Jesus Cristo. Deus não olha para as fraquezas e limitações do homem, mas para a capacidade de viver com Ele, para Ele e por Ele. Ser santo não é uma utopia, mas uma realidade”, disse.

Abertura de coração

O seminarista Felipe Augusto Moreno da Silva acredita que “o diferencial de um retiro não esteja em simplesmente aprender coisas novas, mas sim, em abrir o coração para ouvir de uma maneira nova as coisas que já ouvimos antes. Saímos do retiro reavivados, na certeza de que a vida de santidade a que Deus nos chama é possível, e nós testemunhamos essa graça. Talvez nós já tenhamos escutado isso antes, mas agora nós ouvimos de fato. Particularmente, meu coração está transbordante desse desejo de ser santo na vida a que Deus me chama, me fazendo sacrifício pelos outros”, completou.

Reavivamento da vocação

Para alguns seminaristas, como Álef Bragança Monteiro, o encontro também foi um reavivamento da vocação. “Cheguei neste retiro um tanto abatido. Estava vivendo muitas tribulações, mas, por graça de nosso Senhor Jesus Cristo, tivemos esse retiro. Em cada palestra e momentos de deserto e oração, senti-me, de fato, sendo reconstruído. Como foi bom ao longo do retiro redescobrir-me amado pelo Senhor. Ele veio reinar mais uma vez em meu coração, e eu me permiti deixar ser governado por Ele. Depois desses dias de graça, no retiro canônico decidi amar ainda mais a Jesus. Sigo como um apaixonado que redescobriu o sentido vivo de seu chamado e, assim, me entrego”, finalizou.

Vida íntima com Deus

De acordo com o diácono Celso Lima, “o pregador nos iluminou, mostrando como um padre diocesano pode viver uma vida íntima com Deus. Algo que muito me chamou a atenção foi a exemplificação de como acontece a purificação passiva na vida de um padre diocesano. De acordo com padre Paulo Ricardo, ‘existe a purificação ativa, que são aquelas que escolhemos, mas existe também a passiva, que são os fracassos pastorais, injúrias e doenças. Essas situações devem ser acolhidas como uma visita de Nosso Senhor, que nos quer puros e santos’”.

 

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