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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 26/04/2018

26 de Abril de 2018

Guaratiba ganha nova paróquia dedicada a Nossa Senhora de Fátima

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Guaratiba ganha nova paróquia dedicada a Nossa Senhora de Fátima

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08/02/2018 14:35 - Atualizado em 08/02/2018 14:35
Por: Carlos Moioli / Priscila Xavier

Guaratiba ganha nova paróquia dedicada a Nossa Senhora de Fátima 0

Desmembrada da Paróquia Santa Clara, em Guaratiba, a Capela Nossa Senhora de Fátima, no Jardim Maravilha, foi elevada à condição de paróquia, durante missa presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta, na tarde do dia 3 de fevereiro. Essa é a 270ª paróquia da Arquidiocese do Rio e a 19ª erigida no governo pastoral de Dom Orani.

No início da celebração, antes de fazer a leitura do decreto de criação da nova paróquia, o pároco da Paróquia Santa Clara, padre Felipe Xavier de Moraes, manifestou sua alegria pelo acontecimento e agradeceu o empenho de todos.

“Faz sete anos que estou aqui. O trabalho foi, desde o início, muito intenso. Mas valeu a pena todo esforço. A Paróquia Santa Clara é um lugar onde me permitiu realizar todos os sonhos, os possíveis e aqueles que achava impossíveis. Sempre fui apoiado e, por isso, procuro retribuir o carinho. Um dos sonhos foi a criação dessa paróquia, minha ‘filha’. Sei que estou entregando para um bom ‘noivo’. Vejo também como um dia de ‘parto’. Por tudo isso, sinto uma parcela de tristeza, mas por outro lado, de intensa alegria”, disse padre Felipe.

Em seguida, o vigário episcopal do Vicariato Santa Cruz, padre Luiz Carlos Pereira, fez a leitura da provisão do primeiro pároco, padre Marcelo Batista Salvador, ordenado no dia 2 de abril de 2016.

Diante do altar, conforme determina a disciplina da Igreja aos que são chamados para exercer um cargo em nome da Igreja, o novo pároco fez a profissão de fé e o juramento de fidelidade, segundo a fórmula aprovada pela Sé Apostólica.

Antes da proclamação do Evangelho, padre Marcelo Salvador foi revestido, por Dom Orani, com a estola – símbolo do poder sacerdotal, e com a casula – símbolo da dignidade dos atos litúrgicos que deve presidir. Depois, ele recebeu o Evangeliário e proclamou a Palavra de Deus.

Homilia

Na homilia, Dom Orani explicou o sentido da celebração e incentivou os fiéis a exercer com criatividade, junto com o novo pároco, a missão própria dos leigos, como sal da terra e luz do mundo.

“A celebração está repleta de sinais. É a fé que professamos, que vem dos apóstolos. Desde o início, vivemos em comunhão, numa mesma fé. Somos servidores do Evangelho. A criação de uma paróquia não significa divisão, mas a possibilidade de dinamizar ainda mais a região com o anúncio do Evangelho. Nessa nova realidade, peço o empenho de todos para um mútuo conhecimento com o novo pároco, um caminhar juntos. Que todos possam ser uma ‘Igreja em saída’, que o anuncio do Reino de Deus possa contagiar a todos. Estamos no Ano do Lacaito, uma boa oportunidade para viver a missão como luz do mundo e sal da terra. Ao padre Marcelo, desejo muitas luzes para seu pastoreio. Que o Senhor abençoe sua missão”, disse o arcebispo. 

Após a homilia, padre Marcelo recebeu, das mãos do arcebispo, diversos instrumentos para bem desempenhar sua missão de pároco: as chaves da igreja, do sacrário, o batistério e o confessionário.

Na conclusão da celebração, padre Marcelo Salvador tomou posse da ‘cátedra’, e deu a benção aos fiéis a ele confiados. Por fim, o novo pároco fez uso da palavra, fez vários agradecimentos, inclusive ao padre Felipe e ao povo de Deus da Paróquia Santa Clara. Também, conclamou os fiéis para a missão.

“Junto com outros irmãos, fomos ordenados no Ano da Misericórdia, e por isso somos chamados os padres da misericórdia. Somos um grupo de padres que se reúnem, partilham e vivem em fraternidade. Eles também, muitos aqui presentes, sonharam comigo esse momento. Estou feliz com a nova missão. Já coloquei no coração de Deus que essa nova paróquia será uma casa de misericórdia. Que cada pessoa, comunidade ou família, ou nos cemitérios e hospitais, possa, através de nossa presença e evangelização, fazer a experiência da misericórdia de Deus”, disse padre Marcelo.

Histórico

Uma dentre as 11 comunidades pertencentes à Paróquia Santa Clara, em Guaratiba, a então Capela de Nossa Senhora de Fátima, no Jardim Maravilha, foi erguida no fim da década de 1960, através da contribuição de muitos portugueses que viviam na região, com destaque para dois casais: Celestino Leandro da Silva e Aurora Teixeira Bruce da Silva; e Joaquim e Maria da Conceição.

Desde o primeiro pároco da Igreja de Santa Clara, padre José Melchiori, até o atual, padre Felipe Xavier de Moraes, a então capela sempre foi vista com a possibilidade de se tornar uma matriz independente. “Por vários momentos, essa ideia foi frustrada. Mas esse desejo, junto ao trabalho dos paroquianos, possibilitou chegarmos ao patamar em que estamos agora. Dividiremos as comunidades e cada matriz ficará com cinco, na intenção de atender as novas demandas que surgem”, contou padre Felipe.

A nova paróquia ficará responsável pelas comunidades Divino Espírito Santo, Santa Rita, São Sebastião, São José e Nossa Senhora Aparecida, situadas no bairro Jardim Maravilha.

Atualmente, a nova matriz já conta com nove núcleos de catequese, crisma, grupos de oração e visitação, ministério de música, coroinhas, cerimoniários, as pastorais da criança, saúde e batismo e a Escola de Evangelização Santo André.

Durante a semana, as atividades são voltadas para os círculos bíblicos, oração do Terço de Nossa Senhora, encontros de catequese e a celebração da Palavra.

De acordo com padre Felipe, o principal desafio nessa nova etapa será a construção de uma identidade própria da comunidade. “O desafio do novo pároco será unificar o território paroquial e formar uma nova identidade, cortando, assim, o ‘cordão umbilical’ que está muito bem amarrado, haja vista que ainda existe uma dependência da Paróquia Santa Clara”, enfatizou.

O templo possui 201m² e comporta, pelo menos, 230 pessoas. A nova matriz conta, também, com um terreno, totalizando 936,1m², com a possibilidade de ser construído um prédio pastoral ou, até mesmo, transferir a igreja de local.

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