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19 de Dezembro de 2018

Tráfico humano: Francisco pede a conversão dos traficantes

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07/02/2018 08:44 - Atualizado em 07/02/2018 08:44
Por: Rádio Vaticano

Tráfico humano: Francisco pede a conversão dos traficantes 0

O Papa fez um apelo em vista do Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico Humano, no dia em que a Igreja celebra Santa Josefina Bakhita.

Um apelo contra o tráfico: na Audiência Geral, o Papa Francisco recordou a memória litúrgica da Santa Josefina Bakhita, no dia 8 de fevereiro, em que se celebra também o Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico Humano.

O tema deste ano é “Migração sem Tráfico. Sim à liberdade! Não ao Tráfico!”.

Diante das poucas possibilidades de canais regulares, afirmou o Papa na Audiência, muitos migrantes decidem aventurar-se por outras vias, onde com frequência os aguardam abusos de todo tipo, exploração e escravidão.

As organizações criminosas, que se dedicam ao tráfico de pessoas, usam essas rotas migratórias para esconder as próprias vítimas entre os migrantes e os refugiados.

“Portanto, convido todos, cidadãos e instituições, a unir as forças para prevenir o tráfico e garantir proteção e assistência às vítimas. Rezemos para que o Senhor converta o coração dos traficantes - que palavra feia 'traficante de pessoa' - e dê esperança de reconquistar a liberdade a quem sofre por esta chaga vergonhosa.”

A primeira edição do Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico Humano foi celebrada em 8 de fevereiro de 2015, a pedido do Papa Francisco.

O Pontífice encarregou a União Internacional das Superioras e dos Superiores Gerais de promover este evento e desde o início Talitha Kum, a rede mundial da vida consagrada que luta contra o tráfico de pessoas, assumiu a coordenação.

Santa Josefina Bakhita nasceu 1869 em Darfur, no Sudão. Mais conhecida como "Mãe Moretta" (nossa Mãe Morena), carregou 144 cicatrizes físicas ao longo de sua vida, que foram recebidas depois que ela foi sequestrada aos nove anos e vendida como escrava. Ela morreu em 8 de fevereiro de 1947 na Itália. Foi canonizada por S. João Paulo II em 1º  de outubro de 2000.

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