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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/02/2018

23 de Fevereiro de 2018

Presença de paz na Terra Santa

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Presença de paz na Terra Santa

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05/02/2018 11:03 - Atualizado em 05/02/2018 11:03
Por: Flávia Muniz / Nathalia Cardoso

Presença de paz na Terra Santa 0

O frei Francisco Paton, da Ordem dos Frades Menores (OFM), ministrou a palestra “Oito séculos de presença pela paz” em dois momentos na Arquidiocese do Rio de Janeiro. É a primeira vez que um responsável pela Custódia da Terra Santa visita o Brasil. No dia 24 de janeiro, palestrou no 27º Curso Anual para os Bispos, realizado no Centro de Estudos do Sumaré, no Rio Comprido e, no dia seguinte, dia 25, na sede da Arquidiocese do Rio (Mitra), na Glória. Nos dois momentos, ele esteve acompanhado do guardião da Basílica da Anunciação, em Nazaré, no norte de Israel, frei Bruno Varriano.

Um dos motivos pelos quais frei Francisco achou importante falar sobre a missão da Custódia foi o fato de o Brasil ser o quarto país que mais realiza peregrinações na Terra Santa.

Segundo ele, o retorno financeiro dessas peregrinações é revertido em apoio aos cristãos que residem na Terra Santa, um local de conflitos políticos e religiosos que lida com guerras.

“As peregrinações do Brasil são de grande importância para a Terra Santa. Segundo os dados do nosso centro, Christian Information Center, os peregrinos brasileiros ocupam o quarto lugar no número dos peregrinos que visitam a Terra Santa. No ano de 2017, 30.545 peregrinos brasileiros celebraram a Eucaristia nos nossos santuários; certamente em um número ainda maior visitaram os lugares santos”, afirmou.

Frei Paton fez um panorama das ações dos franciscanos na Terra Santa, e contou um pouco sobre a história da chegada e permanência dos franciscanos no local. Em 2017 completaram-se 800 anos que a ordem (franciscanos) foi aberta para a dimensão missionária e universal.

“Naquela ocasião, decidiu-se enviar frades pelo mundo inteiro, e enviá-los como testemunhas de fraternidade e paz. Um grupo de irmãos foi então enviado ao Ultramar, liderado por frei Elias de Cortona, para fundar uma província franciscana, inicialmente chamada de Ultramar, Província da Síria ou Província da Terra Santa. Depois se tornou a Custódia da Terra Santa”, contou frei Paton.

Conferência na Mitra

Na palestra realizada na sede da arquidiocese, o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta fez a abertura e o coordenador arquidiocesano de pastoral, cônego Cláudio dos Santos, fez a acolhida aos participantes.

“É uma alegria receber, acolher e aprender sobre a atual realidade da Terra Santa, que é um lugar de conflito. Mas é bom saber que os freis ainda hoje doam suas vidas junto ao povo, sendo instrumentos de paz”, afirmou o cardeal.

Frei Paton contou que as comunidades franciscanas estão, atualmente, em Israel, na Palestina, na Jordânia, no Líbano, na Síria, em Chipre, em Rodes e no Egito. Há também grupos na Itália, em Washington (EUA) e em Buenos Aires (Argentina). “A Custódia é uma realidade internacional. Somos, de fato, cerca de 270 frades de mais de 42 nacionalidades diferentes”, disse.

Ele explicou o trabalho da Ordem dos Frades Menores na Terra Santa, especialmente em Alepo, na Síria, onde muitas famílias são assistidas. Essas pessoas recebem apoio dos franciscanos para desde o pagamento de dívidas até o abastecimento de água potável.

“Mas o serviço mais importante que nossos frades desenvolvem em Alepo é manter viva a esperança nas pessoas e ajudar todos a manter o coração livre do ódio e aberto ao perdão e reconciliação”, frisou.

Diálogo ecumênico e interreligioso

Frei Paton explicou a importância do diálogo ecumênico e interreligioso na Terra Santa, uma vez que pessoas de diversas confissões religiosas convivem no local. Cristãos, judeus e muçulmanos compartilham o espaço, que tem um significado específico em cada uma das religiões.

Segundo ele, Não há problemas de convivência entre as Igrejas Católica Latina, Ortodoxa Armênia e Ortodoxa Grega e demais denominações cristãs no local.

“Muitos dos nossos próprios funcionários pertencem a outras confissões. Vários deles são muçulmanos e judeus. Portanto, o diálogo entre religiões acontece diariamente e de maneira formal e informal”, explicou.

Ele falou ainda sobre a coleta anual para a Terra Santa, que ajuda a financiar as atividades pastorais realizadas no local, juntamente com os proventos das peregrinações.

“Uma peregrinação programada e bem preparada é uma oportunidade para os peregrinos fazerem uma experiência de fé. Peregrinar significa colocar-se em caminho, fazendo uma viagem física e, ao mesmo tempo, um caminho espiritual. Não é uma viagem como as outras: ir até a Terra Santa significa encontrar Cristo”, pontuou.

O custódio contou que em Israel e na Palestina realizam um trabalho não só espiritual como social, especialmente através das escolas: a Custódia da Terra Santa tem 15 escolas e mais de 10 mil estudantes.

“Nossas escolas são um lugar de convivência, de diálogo, porque a maioria dos nossos estudantes não é cristã: é muçulmana. Entretanto, quando chegam às nossas escolas, iniciam um caminho de diálogo que, para eles, é um caminho de moderação. É muito importante esse tipo de trabalho social”, afirmou.

Medalha

Ao final da conferência, Dom Orani ratificou a importância das peregrinações, não como passeio, mas como encontro com Jesus Cristo nos lugares santos. Ressaltou, ainda, a relevância da coleta e do apoio da Arquidiocese do Rio na ajuda, com a preservação e manutenção dos santuários e locais sagrados e toda a obra realizada pela Custódia.

Dom Orani recebeu a medalha comemorativa dos 800 anos da presença franciscana na Terra Santa, em agradecimento pelo carinho e promoção da aproximação da Arquidiocese do Rio com a Custódia através do retiro anual do clero e envio de seminaristas. Segundo frei Paton, isso ajuda a motivar outros bispos e dioceses a fazerem o mesmo.

O reitor do Seminário Arquidiocesano de São José, cônego Leandro Câmara, também recebeu a medalha dos 800 anos, devido à promoção da ida dos seminaristas e viabilização da permanência deles em Nazaré. Cônego Cláudio recebeu a medalha e uma cruz com as relíquias de todos os lugares sagrados da Terra Santa, devido à acolhida “carinhosa e maternal, como a de Maria, demonstrando o quanto a Terra Santa é realmente presente em sua vida sacerdotal”, de acordo com frei Paton.

Dom Orani presenteou o custódio com uma imagem do Cristo Redentor.

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