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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 17/01/2018

17 de Janeiro de 2018

Dom Orani celebra missa na abertura da Trezena de São Sebastião

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Dom Orani celebra missa na abertura da Trezena de São Sebastião

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07/01/2018 00:00 - Atualizado em 08/01/2018 16:28
Por: Giselle Martello e Nathalia Cardoso

Dom Orani celebra missa na abertura da Trezena de São Sebastião 0

Dom Orani celebra missa na abertura da Trezena de São Sebastião / Arqrio

O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, iniciou as atividades da 8ª Trezena de São Sebastião neste domingo, dia 7 de janeiro, com uma missa na Basílica Santuário de São Sebastião (dos Frades Capuchinhos), na Tijuca.

“A Trezena de São Sebastião é uma grande missão popular. Vamos a paróquias, capelas, espaços culturais, sociais, governamentais, locais de tratamento de saúde e institutos educacionais levando a imagem peregrina de São Sebastião, réplica daquela que está aqui no Santuário, trazida por Estácio de Sá quando fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. É um convite para que vivamos este início de ano evangelizando e sendo evangelizados, aprendendo com São Sebastião a superar tudo com amor, para que os cristãos leigos, especialmente neste ano, sejam testemunhas como São Sebastião, que foi um cristão leigo fiel a Jesus Cristo”, exortou o cardeal.

Este ano, a Trezena tem como tema “São Sebastião superou tudo com amor”, e o subtema do primeiro dia foi “Cristão leigo, sujeito na Igreja e no mundo: esperanças e angústias”, sobre o qual o cardeal versou em todas as visitas do período.

“Esse tema nos chama atenção porque estamos no Ano do Laicato e porque São Sebastião superou tudo com amor. Para nós, cristãos e católicos, e principalmente para o laicato, trabalhar essa questão de superação é nos assemelhar a São Sebastião neste momento difícil pelo qual a cidade do Rio tem passado. Vamos começar o ano com oração para que seja um ano de muita paz e muita prosperidade”, exortou o pároco da basílica, Frei Arles de Jesus.

Ele explicou que a Trezena se inicia no santuário porque ele é a “casa do padroeiro”. É onde se encontra a imagem histórica de São Sebastião, trazida para o Rio em 1563 (século 16), por Estácio de Sá, o fundador da cidade. Nesses 13 dias de preparação para a festa do padroeiro, a imagem estará exposta no santuário.

“E essa abertura, hoje, aqui, é um momento de muita alegria para todos nós, cariocas, porque estamos fazendo aquilo que o Papa Francisco nos pede, sendo uma Igreja em saída, em missão”, pontuou.

A paroquiana da Basílica de Santa Teresinha do Menino Jesus, na Tijuca, Alcileia Felipe Pinto de Oliveira, participou da missa no santuário e contou que sua devoção ao padroeiro foi resultado de uma promessa da mãe: “Eu nasci com bronquite e tive complicações. Minha mãe fez, então, uma promessa de que todos os anos ela me levaria à procissão de São Sebastião. Eu usava aquele shortinho vermelho e a fita vermelha atravessada e ia descalça. Minha mãe já é falecida, mas conservei essa devoção, hoje, para dar exemplo da minha fé à minha família. Para que eles também se fortaleçam, eu preciso ser exemplo”, pontuou.

Além da basílica, no primeiro dia a imagem e a comitiva do padroeiro estiveram no Hospital Mário Kroeff, na Penha Circular, na sede do Cacique de Ramos, em Olaria, na Paróquia Jesus Ressuscitado, na Vila da Penha, na Paróquia São Sebastião, em Quintino, e finalizaram as visitas do dia na Paróquia Imaculada Conceição e São Sebastião, no Engenho de Dentro.

Nesta edição, serão visitados, ao todo, 105 lugares, incluindo hospitais, locais de detenção, paróquias, cemitérios e locais de culto.

Periferias humanas

O Papa Francisco, quando fala que a Igreja deve alcançar as periferias humanas, refere-se àquelas pessoas que, por um motivo ou por outro, não estão bem inseridas no convívio social. São Sebastião, durante a Trezena, visita muitos locais em que se encontram pessoas “isoladas”. Os hospitais e locais de detenção são exemplos desses locais.

A especialidade do Hospital Mario Kroeff é o tratamento de câncer. Mario Kroeff Filho, o filho do fundador da instituição explicou que o pai resolveu abrir um local de acolhida para pessoas com câncer por indignação pelo mau tratamento que o estado dava a eles. Primeiro, foi um asilo, depois se tornou hospital para o tratamento da doença.

“Essa instituição foi criada devido à indignação com o que estava errado. Se conseguíssemos nos indignar com tudo o que está errado no mundo hoje, ele seria um lugar melhor. Agradecemos hoje pela visita de São Sebastião e pedimos para que continue olhando por nós”, disse.

A tesoureira, Sônia Maria Antônia de Melo França, contou que neste último ano, foram feitas melhorias no setor de pediatria. Segundo ela, Dom Orani pôde acompanhar essas melhorias porque sempre faz questão de visitar o setor.

“Que São Sebastião nos abençoe sempre mais. Essa é uma visita muito importante para todos nós, é um carinho para com os nossos pacientes. Isso os ajuda a renovar sua fé. Que nosso hospital melhore, dia após dia, com as bênçãos de Deus”, pediu.

Segundo o padre Alberto Gonzaga, vigário episcopal do Vicariato Leopoldina, onde se encontra o hospital, a visita é uma maneira de levar a imagem e, através dela, a força da fé de São Sebastião aos doentes.

“É evangelizar através da imagem de São Sebastião, pois nela tem-se o Cristo que, pelo testemunho de São Sebastião, é o grande vitorioso”, pontuou.

A diretora geral de enfermagem do hospital, Severina Gonçalves Da Silva Oliveira, contou que após a visita do padroeiro e do cardeal, é possível ver ressurgir o brilho nos olhos dos pacientes.

“A presença espiritual da fé traz ânimo. Até mesmo para aqueles que aqui trabalham e assistem ao sofrimento de tantas pessoas. Mas após essas visitas, há uma renovação de forças, algo que vem do fundo da alma”, contou.

Celebração

A Paróquia Jesus Ressuscitado, na Vila da Penha, recebeu a visita do padroeiro pela primeira vez em 2018 porque neste ano celebra seu jubileu de ouro, no dia 19 de agosto.

“O testemunho dos santos fortalece a fé dos cristãos de hoje, porque eles passaram por momentos difíceis nas suas vidas, mas não esmoreceram na sua fé e permaneceram fiéis até o final, ao ponto de aceitar o martírio. Isso nos dá a dimensão de que a vida não acaba com a morte, ela continua diante de Deus, com certeza. A esperança da vida eterna faz com que os cristãos aceitem passar pelo martírio, porque sabem que a vida não termina com a morte”, afirmou o pároco, padre José Rosa.


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