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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 14/12/2017

14 de Dezembro de 2017

Dom Orani participa de ação social na cracolândia

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Dom Orani participa de ação social na cracolândia

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18/11/2017 12:51 - Atualizado em 18/11/2017 12:53
Por: Nathalia Cardoso

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Dom Orani participa de ação social na cracolândia / Arqrio

O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, presidiu a missa O Rio Celebra na Capela São Sebastião, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Del Castilho. O entorno do local é marcado pela pobreza e pelo tráfico de drogas. Após a celebração, o cardeal seguiu para uma cracolândia próxima, situada numa região chamada Bandeira Dois, popularmente conhecida como B2, onde concedeu uma bênção às pessoas que fazem do local a sua moradia. Houve ainda uma ação social com atendimento espiritual, distribuição de lanches e cortes de cabelo.

O momento fez parte da chamada “Semana da Solidariedade” da arquidiocese. Essa é a semana que precede o dia instituído pelo Papa Francisco como o Dia Mundial dos Pobres, o 33º Domingo do Tempo Comum. Este ano, a celebração será no dia 19 de novembro, amanhã.

Estiveram presentes na celebração, além do cardeal, o bispo referencial para a Caridade Social, Dom Joel Portella Amado, o vigário episcopal para a Caridade Social, Cônego Manuel de Oliveira Manangão, o pároco da Nossa Senhora do Rosário, padre Benedito Jales Dantas, e membros da Fraternidade Toca de Assis, da Fraternidade O Caminho, as Irmãs Missionárias da Caridade, as Irmãs da Comunidade Sementes do Verbo, membros do Movimento Contemplativo Missionário Padre de Foucauld, entre outras comunidades e pastorais que atuam junto aos pobres.

Segundo Dom Orani, a proposta da ação social foi incrementar o trabalho junto aos pobres, que já existe, e incentivar para que cresça ainda mais enquanto for necessário. “A ação traz à tona a ideia de que o país que a Igreja quer não é o atual, e sim um mais justo e fraterno. Mas enquanto essa realidade não chega, é possível fazer a diferença amando o próximo e tendo gestos de carinho para com ele”, afirmou o cardeal.

Resgatar a sensibilidade

Dom Joel lembrou, durante a celebração, que o Papa Francisco, com o gesto de instituir uma data para incentivar um olhar mais carinhoso para os pobres, busca combater a chamada “Globalização da indiferença”: “Nosso tempo é profundamente marcado pela indiferença. Parece que o número de pobres é tão grande que já nos acostumamos a olhar e não ver. Esse é o tempo de renovarmos nossas forças e unirmos forças para lutar contra isso. Se todos os dias são dias de encontrarmos pobres, então que sejamos revigorados todos os dias pela lembrança desse Dia Mundial dos Pobres e isso faça crescer e florescer em nós o nosso lado mais humano e fraterno”, exortou.

Cônego Manangão contou que o trabalho realizado ao longo da “Semana da Solidariedade” teve ainda o apoio de outras denominações religiosas. Segundo ele, todas elas, independente de suas particularidades, têm muito a fazer juntas. “Parece-me que isso é um dos chamados do Santo Padre”, afirmou.

Para ele, a celebração de hoje foi um convite a olhar mais de perto a pobreza humana, que se faz visível no “mais real dos mundos”: “São pessoas desempregadas, pessoas envolvidas com drogas... Às vezes, esse trabalho pode parecer muito pequeno, mas é uma ruptura com a estagnação com a qual estamos acostumados a viver. E o que eu quero dizer com isso? Nós nos acostumamos com o pobre. Provavelmente, muitos de nós já passamos por aqui e nem percebemos essa presença. E o resultado disso é perdermos a sensibilidade. E a beleza do chamado do Santo Padre, ao instituir um Dia Mundial dos Pobres, é que ele está dizendo: ‘Não percam a sensibilidade’”, pontuou o sacerdote.

A mensagem para as pessoas do local foi a de que as portas estão abertas para elas saírem da situação de exclusão em que se encontram, basta que digam seu “sim”.

“O que queremos dizer a eles é que existe esperança. Primeiro mostrar que a vida não é só o que eles estão vivendo: há algo mais a ser buscado e conquistado. Mas é um processo. Não dá para resolver essas situações com um estalar de dedos. No entanto, estamos aqui para mostrar a eles que se quiserem, é possível mudar essa realidade. Isso é a solidariedade fraterna. Temos muitos grupos trabalhando em rede para que ela aconteça”, explicou.

O irmão Rafael do Imaculado Coração de Maria, da Fraternidade Toca de Assis, atua nesse e em demais locais marcados pela pobreza. Segundo ele, o trabalho dos grupos que atuam junto aos pobres é, além de dar um alívio para o corpo, levá-los a um encontro com o amor de Deus.

“Os meios que encontramos para chegar até eles passam pelos atos concretos: levar um alimento, uma palavra, o amor de forma palpável. Mas acho que o principal é sentar com eles e escutá-los. Nós consideramos isso uma das ações mais importantes: dar atenção”, disse.

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