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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/11/2017

23 de Novembro de 2017

‘Deus não nos tira nada, Ele nos dá tudo’

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‘Deus não nos tira nada, Ele nos dá tudo’

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29/10/2017 00:00 - Atualizado em 02/11/2017 14:33
Por: Nathalia Cardoso

‘Deus não nos tira nada, Ele nos dá tudo’ 0

Na manhã do dia 15 de outubro, a Igreja ganhou dois novos diáconos transitórios: Cristiano Siqueira de Lima, de 30 anos, e Wallace Evangelista do Prado, de 27 anos. Os lemas escolhidos para as ordenações foram, respectivamente, “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6, 8) e “Me santifico por eles” (Jo 17, 19).

O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, presidiu a celebração, que contou com a presença de familiares e amigos dos dois diáconos, ambos “filhos” da paróquia onde ocorreu a celebração, São Lourenço, em Bangu.

Jose Cícero de Lima e Maria Dolores Cunha de Lima, pais de Cristiano, e Pedro do Prado e Maria Cristina Evangelista do Prado, pais de Wallace, conduziram as vestes diaconais – chamadas dalmáticas – até o altar. Os ordenados contaram que a celebração foi um momento muito bonito. “Fiquei muito feliz de poder, com o rito da ordenação, concretizar e receber a confirmação da minha vocação”, afirmou Wallace.

Descoberta vocacional

Cristiano contou que demorou um tempo a discernir a vocação. Tudo começou com uma Trezena de Santo Antônio, momento em que ele começou a perceber o “incômodo” que o chamado vocacional gera.

“Eu resisti um pouco a isso, não queria aceitar essa história de ser padre porque tinha outros objetivos. Queria casar e ter filhos. Mas aos poucos fui aceitando e disse ‘sim’ a Deus”, contou.

Começou a pesquisar sobre o assunto e chegou a desistir no meio do processo. “Mas o chamado vocacional sempre me ‘incomodou’. Tanto que, durante esse período em que estava fugindo da vocação, não queria ouvir falar sobre, mas estava sempre lendo as tirinhas da revista “Mensageiro”, do Apostolado da Oração, sobre vocação”, destacou ele, que tinha menos de 20 anos à época.

Chegou a se inscrever e ser aceito para o encontro vocacional no Seminário Nossa Senhora do Sião, em São Paulo, mas não quis ir. Depois, entrou para o Mosteiro de São Bento, onde ficou por quatro anos discernindo a vocação.

Durante esse período, ficou em dúvida se deveria seguir a vida monástica ou tornar-se padre diocesano. Foi então que, após participar de um encontro do Grupo Vocacional Arquidiocesano (GVA), em Itaipava, decidiu, de vez, que queria ser sacerdote e diocesano. “Desci de Itaipava sabendo”, relembrou.

Para Wallace, a história foi um pouco diferente: ele recebeu o chamado quando  ainda era criança. Embora os pais não fossem católicos praticantes, aos cinco anos de idade pediu para receber o Sacramento do Batismo e escolheu quem seria sua madrinha, que foi a pessoa que o orientou no início da caminhada na Igreja.

“Eu fiz um encontro pessoal com Jesus na Primeira Eucaristia quando tinha 11 anos. E a partir desse encontro, foi crescendo cada vez mais meu amor e zelo pela Eucaristia, inclusive no serviço como coroinha. Assim cresceu também o desejo de ser padre”, contou.

Os pais de ambos os futuros sacerdotes, embora tenham estranhado a ideia a princípio, deram apoio à escolha deles.

Vida paroquial

Na paróquia, ambos foram coroinhas e participaram do grupo jovem. Wallace coordenava o trabalho pastoral da Capela São Pedro e Santa Águeda, em Bangu, pertencente à paróquia de origem deles. Os dois citaram o padre Marcelo Batista, que foi pároco, como um exemplo e inspiração à vida sacerdotal.

Seminário

Cristiano entrou para o seminário aos 22 anos e Wallace aos 20 anos. Para Wallace, o tempo que passou lá foi uma experiência de estar mais próximo de Jesus.

“Estar no seminário é ser formado diretamente por Ele. É uma formação que ultrapassa os estudos e na qual o próprio Deus vai construindo em nosso coração o ‘ser padre’”, pontuou.

Para Cristiano, o mais marcante foi aprender mais sobre o valor da amizade.

“Aprendi muito sobre a vida comunitária, e isso foi muito interessante. Aprendi o valor de fazer as coisas juntos”, afirmou ele, que participou da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013) como cerimoniário.

Diaconato

Para Cristiano, a missão do diácono é fazer cumprir a vontade de Deus em primeiro lugar e ajudar às pessoas a caminharem numa vida de amor a Ele. “Isso para mim é o essencial: fazer com que as pessoas amem a Deus”, disse.

Segundo Wallace, a diaconia é a graça, concedida por Deus, de se inserir de forma mais direta no serviço que a Igreja presta ao mundo, e levar Deus a todos. “O padre não deixa de ser diácono. Então espero viver bem esse tempo como diácono para que possa levar para a minha vida sacerdotal essa experiência de Cristo servidor”, pontuou.

Ser padre

Cristiano definiu o sacerdócio como “algo maravilhoso e grandioso, e também um trabalho santo”: “devemos cumprir, com grande zelo e amor, essa missão. Ser padre é cuidar das almas, cuidar das pessoas para que elas possam encontrar a salvação; é um auxílio que Deus dá ao mundo. E não podemos descuidar das almas. Estou me preparando, cada vez mais, para essa tarefa, mas sempre devemos estar em constante formação”, frisou.

Segundo Wallace, o padre é um instrumento de Deus num mundo tão sedento d’Ele, em que as pessoas estão vazias, buscando sentido para a vida. “O padre é a seta que aponta pra Deus. É a ponte que liga as pessoas a Deus. Eu sinto que Deus espera que eu seja essa ponte, e quero responder, a cada dia, com generosidade a esse chamado para ser um instrumento de salvação no mundo”, afirmou.

Eles ressaltaram o contato com um padre apaixonado por Jesus, padre Marcelo, e a função de coroinhas que tiveram na liturgia como essenciais para o discernimento da vocação.

“Deus não nos tira nada, Ele nos dá tudo. Não tive medo de corresponder a essa vocação, e hoje sou o homem mais feliz do mundo por estar vivendo os sonhos de Deus”, afirmou Wallace.

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