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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/09/2020

23 de Setembro de 2020

Arquidiocese do Rio ganha novos Ministros da Consolação e Esperança

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23 de Setembro de 2020

Arquidiocese do Rio ganha novos Ministros da Consolação e Esperança

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16/06/2013 15:44 - Atualizado em 17/06/2013 14:22
Por: Raquel Araujo

Arquidiocese do Rio ganha novos Ministros da Consolação e Esperança 0

Arquidiocese do Rio ganha novos Ministros da Consolação e Esperança / Arqrio

Na manhã deste sábado, 15 de junho, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, conferiu a investidura para 30 novos agentes do Ministério da Consolação e Esperança, durante Celebração Eucarística realizada na  Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Nas palavras de acolhida, o Arcebispo ressaltou que, com o anúncio da Ressurreição, a Igreja realiza a sua missão de acender a chama da esperança da vida eterna no coração daqueles que estão de luto.

É através do Ministério da Consolação e Esperança que se torna possível propagar o Evangelho, levando uma mensagem de fé e consolo àqueles que sofrem a perda de um ente querido, seja ou não católico.

O trabalho deste Ministério  teve início na Arquidiocese do Rio de Janeiro em 1984, com a ação de leigos nos cemitérios São João Batista e Inhaúma. Em 1988, a ação foi estendida ao plano diocesano, passando a abranger, então, todos os cemitérios da cidade. Mas foi em 1999 que o então Arcebispo Metropolitano,  Cardeal Dom Eugenio Sales, investiu os primeiros ministros da Pastoral da Esperança. Já em 2002, sob o governo arquidiocesano de Dom Eusébio Schied, o nome  da Pastoral foi corrigido para: Ministério da Consolação e Esperança, que é o que permanece até agora.

À luz do Evangelho, Dom Orani ressaltou a importância do Ministério da Consolação e Esperança, que representa a ação da Igreja nos cemitérios, capelas mortuárias, velórios, etc.

- Este Ministério é a presença da Igreja junto às famíias daqueles que partiram de volta para a Casa do Pai. Através da oração por estes falecidos, o Ministério da Consolação e Esperança também anuncia a Palavra de Deus aos presentes e procura acompanhar as famílias enlutadas para que a confiança em Deus continue em seus corações.

E acrescentou:

- (O Ministério da) Consolação e Esperança é importantissimo dentro do trabalho de evangelização e cateseque no mundo de hoje. No mundo de hoje, muitas vezes, as pessoas não tem consciência de que a vida que começa nesse mundo desabrocha na eternidade e dura para sempre diante de Deus. É muito importante suscitar esse olhar para o Senhor, um Deus de amor que nos acolhe.

De acordo com o rito, após a Homilia,  uma vez interrogados por Dom Orani, os candidatos ao ministério da Consolação e Esperança fizeram o firme propósito para bem desempenhar o ministério. Impondo as mãos sobre eles, o Arcebispo fez a oração de confirmação, e, após a benção, entregou as insígnias aos novos ministros.

Para Jorge Eduardo Crespo,  que ingressou no Ministério da Consolação e Esperança neste sábado, é importante levar a Palavra de Deus no momento de dor e perda, para que as pessoas percebam que a morte é apenas o começo para a vida eterna:

- O que mais me motivou a querer entrar para este Ministério foi o fato de, através do meu trabalho, ir até aquelas pessoas que estão enlutadas, que estão necessitando da Luz de Deus neste momento tão triste da vida delas, e levar a Palavra a quem necesista e a quem mais precisa, disse.

Há um ano atuando como Ministra da Consolação e Esperança, Maria do Carmo Ferreira contou como sentiu o chamado de Deus para ingressar nesse Ministério:

- Varias vezes fui chamada. Já atuei na Igreja de várias formas, fui catequista, fui da Pastoral da Saúde, mas sempre dizia que não tinha tempo para o Ministério da Consolação e Esperança. Mas ter tempo é questão de preferência, e Deus dá o tempo para a gente. Então, um dia, passei no cemitério para o enterro de um amigo e, quando cheguei lá, uma outra amiga minha me chamou e disse “vamos fazer o curso de Ministro da Consolação e Esperança”. Eu falei que tinha que trabalhar e saí correndo, mas Deus tinha algo à frente para mim, porque Ele é magnifico. Naquele sábado eu, que sou manicure, fiquei sem freguesa nenhuma. Senti isso como um sinal de que deveria fazer o curso e fiz.  Adorei. Fico boba de ver como as pessoas na nossa Igreja perdem esse lindo ministério. Nele, pegarmos a nossa dor e colocarmos no bolso para podermos ajudar o nosso irmão e, assim, a Graça de Deus nos envolve. O que já aconteceu comigo daria para escrever um livro. Através do Ministério da Consolação e Esperança e de tudo o que vivenciei no cemitério da Cucuia, na Ilha, Deus foi fechando no meu coração a saudade da minha mãe, concluiu.


* Fotos: Gustavo de Oliveira

 *Fotos:  Carlos Moioli

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