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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/09/2017

23 de Setembro de 2017

Criada a Paróquia São Miguel Arcanjo, no Mandela

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23 de Setembro de 2017

Criada a Paróquia São Miguel Arcanjo, no Mandela

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08/09/2017 11:16 - Atualizado em 08/09/2017 14:09
Por: Priscila Xavier / Symone Matias

Criada a Paróquia São Miguel Arcanjo, no Mandela 0

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Depois de 21 anos de preparação, a então Capela São Miguel Arcanjo, situada na comunidade Nelson Mandela, no Complexo de Manguinhos, tornou-se, no dia 1º de setembro, a 268ª paróquia da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Na celebração, presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta, foi empossado como primeiro pároco, o padre Rogério Pereira da Silva, ordenado no dia 7 de novembro de 2015.

Foi um dia de festa. Ainda na entrada da comunidade, o arcebispo do Rio foi recebido pelo clero e por fiéis, e junto à imagem do padroeiro, São Miguel Arcanjo, seguiram em procissão até a igreja. No inicio da celebração, foi lido o decreto de criação da paróquia e a provisão de nomeação do pároco, seguida da profissão de fé e do juramento de fidelidade. A missa contou com a presença de diversos sacerdotes do Vicariato Leopoldina, onde está situada a nova paróquia.

“Que o nascimento da nova paróquia possa aumentar, ainda mais, o trabalho de evangelização que já vem sendo realizado. Que todas as pessoas sejam acolhidas, tenham a oportunidade de participar da catequese e possam receber os sacramentos da Iniciação Cristã. Que o templo seja uma referência, um local do encontro das famílias com Deus. A igreja não são somente paredes, mas é formada por pessoas que têm fé. Onde houver um missionário, a Igreja estará presente”, pontuou o arcebispo.

‘Um planta, outro colhe, mas é Deus quem faz crescer’

A antiga Capela São Miguel Arcanjo pertencia ao território da Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma, em Bonsucesso. Por um bom tempo, ela ficou sob os cuidados do padre Jorge Luiz de Assis Costa, falecido em janeiro de 2015.

De acordo com o pároco anterior, padre Thiago Azevedo, as demandas populacional e demográfica eram tão grandes, que a presença constante de um sacerdote na região foi fundamental. Foi então que padre Rogério Pereira chegou à comunidade, ainda como diácono.

“Hoje, vejo, com emoção, a Palavra de Deus se refletir nesta história: ‘um planta, outro colhe, mas é Deus quem faz crescer’ (ICor 3,6). Além de mim, tantos outros passaram pela região, anunciando a Boa Nova. Essa pregação foi a semente plantada na terra e gerou frutos. Tudo isso é fruto do trabalho de muitos padres e das Irmãs de Calcutá”, disse padre Thiago.

Nomeado primeiro pároco, padre Rogério destacou a confiança dos fiéis em Deus mesmo diante de um cenário de violência. “Enfrentamos esse momento de dificuldade com esperança, colocando nossa confiança em Cristo. Esperamos e confiamos no Senhor”, pontuou.

Segundo o pároco, novos projetos já são pensados para a nova comunidade paroquial. “Apesar de todos os acontecimentos em nosso estado, nos reunimos para rezar e celebrar a Eucaristia. Um de meus objetivos, pensando no bem do povo, é fazer com que a Clínica da Família possa atender à nossa região. Além disso, no dia 25 de setembro, faremos atendimento aos moradores com cortes de cabelo e demais atividades. Um grupo de capoeira também vai dar aulas num espaço paroquial. Outro objetivo é implementar o pré-vestibular na paróquia”, completou.

‘São Miguel, defensor da comunidade do Mandela’

Filha de uma das benfeitoras da comunidade, Avani Barbosa da Silva, hoje ministra da Sagrada Comunhão e agente da Pastoral do Batismo, recordou, com emoção, o início dos trabalhos de evangelização. “Tudo começou com a visita das irmãs Missionárias da Caridade na comunidade que ainda estava se formando. Elas começaram a visitar as famílias, e perceberam que muitas não tinham uma direção espiritual”, recordou.

Como não havia igrejas católicas na região, os fiéis deslocavam-se para bairros vizinhos para participar da missa. No início do processo de evangelização das famílias, as Irmãs de Calcutá contaram com o apoio daqueles que já tinham a semente da fé. “Como não tínhamos espaço paroquial, as catequeses, a Oração do Terço de Nossa Senhora e as celebrações eram realizadas nas casas do bairro. As religiosas eram a presença da Igreja Católica na comunidade, e buscaram auxílio junto aos padres para construir, inicialmente, um galpão onde pudéssemos nos reunir”, lembrou Avani.

Para a construção da estrutura do templo, a comunidade contou com uma doação vinda dos católicos alemães. Os demais serviços foram realizados com os esforços e dedicação dos fiéis que sonhavam com um local para as celebrações.

Segundo Avani, a comunidade é como uma filha que ela viu nascer. “Minha mãe esteve sempre presente, desde o início, junto a muitos outros benfeitores. É emocionante recordar o trabalho dela e dos demais. A comunidade é como se fosse uma filha que vi nascer e crescer, e, agora, vejo se tornar uma grande paróquia”, completou.

‘Cheiro das ovelhas’

A Capela São Miguel Arcanjo foi, ao longo dos tempos, atendida por diversos sacerdotes dedicados, que tudo fizeram para servir bem o povo de Deus. Além do auxílio das religiosas da Congregação das Missionárias da Caridade que por lá passaram, também a presença de diversos seminaristas. Um deles, o seminarista Brendo Pais da Silva, que trabalha na comunidade há quase um ano.

“Desde minha chegada, tornou-se perceptível o quanto é importante a presença da Igreja nesta terra, que hoje também é meu lar. Trata-se de uma comunidade muito assolada por situações difíceis, porém vive sedenta por Deus. O fato se expressa por situações cotidianas: no olhar das crianças que, ao verem o padre ou o seminarista, correm - e chegam a pular os muros - para pedir a bênção ou simplesmente consultarem o horário da missa. É uma grande graça me dedicar a essa comunidade e aprender que os sonhos de Deus nascem do primeiro ‘sim’ confiante e feliz à Sua vontade”, sublinhou

Ele ainda acrescentou: “como seminarista, também não há como não lembrar das palavras do Papa Francisco que pede aos pastores para que tenham o ‘cheiro de suas ovelhas’. Trata-se de um pedido muito especial, pois, ao anunciarmos Jesus Cristo, tocamos e nos deixamos ser tocados em meio às diversas situações cotidianas. Por fim, rogo para que essa missão evangelizadora do povo acolhedor, sedento e aberto às inspirações do Espírito Santo, continue a crescer e a alcançar os corações de todos aqueles que Deus confiou às nossas mãos. Que São Miguel, defensor da comunidade do Mandela, caminhe sempre à nossa frente”, intercedeu o seminarista.

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Fotos: Pascom / Divulgação

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