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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/09/2017

25 de Setembro de 2017

Padre Francisco César celebra 50 anos de sacerdócio

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Padre Francisco César celebra 50 anos de sacerdócio

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14/07/2017 18:04 - Atualizado em 14/07/2017 18:04
Por: Symone Matias / Priscila Xavier

Padre Francisco César celebra 50 anos de sacerdócio 0

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No dia 2 de julho, o padre Francisco César dos Santos completou 50 anos de sacerdócio. A data foi marcada com duas celebrações. No mesmo dia, na Paróquia Santa Teresinha, em Botafogo, e no dia 4, na Paróquia Santo Antônio, no Cachambi, com a presença do Cardeal Orani João Tempesta.

A vocação sempre surge de maneira singular na vida de cada pessoa. Deus, através de Sua infinita misericórdia, utiliza os mais diversos métodos, nas mais diversas situações, para fazer com que Seu chamado chegue aos corações dos Seus escolhidos, daqueles que foram separados para dedicar a vida em prol do Evangelho. A história do padre Francisco César é um exemplo.

Descendente de portugueses, Francisco César dos Santos nasceu na cidade de Canindé, região norte do Ceará, no dia 29 de setembro de 1938, data em que a Igreja celebra a festa dos três arcanjos: Miguel, Gabriel e Rafael.

Apesar de não ter o nome dos arcanjos, carrega o nome do patrono da cidade: São Francisco de Assis, mais conhecido na região como São Francisco das Chagas. Além disso, a cidade de Canindé possui o segundo maior santuário, fora de Assis, dedicado ao santo padroeiro dos pobres e dos animais.

Sendo o quarto dos 11 filhos do casal, João Augusto dos Santos e Vicência Maciel Santos, a religiosidade sempre foi fundamental na vida da família, principalmente por conta da avó materna, Maria Joaquina Maciel Teixeira.

Foi com ela que Francisco passou a maior parte da infância, em Fortaleza, onde, junto à outra tia, que inclusive foi sua catequista, aprendeu a amar a Deus. A avó era membro da Ordem Terceira dos Franciscanos, o que permitiu que sua vida fosse marcada pela espiritualidade. Tinha como foco os conselhos evangélicos: pobreza, castidade e obediência.

O contato com a religiosidade fez crescer no menino o desejo de estar próximo à casa do Pai. “Não precisava nem me mandar ir à missa, já era vocação mesmo. A Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, em Fortaleza, era distante da casa de minha avó. Por isso, durantes anos continuei vestindo a roupinha da Primeira Comunhão, porque, quando as pessoas me viam com essa vestimenta, me davam carona até a paróquia”, recordou.

O primeiro passo

Apesar do gosto e da perceptível inclinação para a vocação sacerdotal, foi o pai de Francisco, João Augusto, quem deu o primeiro passo. Ao matricular uma das filhas no Colégio Imaculada Conceição, pertencente às irmãs vicentinas, ele aproveitou e matriculou o filho no Seminário Preparatório dos Padres Salvatorianos, na cidade de Pacoti.

Mas uma situação deixou o menino um tanto quanto incomodado. “Antes de ser matriculado no seminário, estava aborrecido porque um de meus tios, chamado Chico, sempre apelidava as pessoas, e resolveu me dar o apelido de ‘padre capelão’. Todos passaram a me chamar assim e, aborrecido, dizia que não queria mais ser padre. Assim dei meu primeiro passo há 50 anos”, contou, entre risos.

O ingresso no seminário aconteceu em maio de 1948, antes de completar 10 anos de idade. Mas, em 1950, dois anos depois, Francisco foi enviado para os salvatorianos da Diocese de São Carlos, em São Paulo, onde recebeu formação e foi ordenado diácono no dia 1º de janeiro de 1967.

Porém, seis meses depois, em julho do mesmo ano, ele tornou-se sacerdote pela imposição das mãos do então arcebispo, Dom Ruy Serra. “Fui ordenado junto a outros cinco diáconos cearenses. Acabei não sendo religioso, mas sim, padre secular, porém, com formação em religioso. Muitos dizem: ‘o senhor é diferente dos outros’. O que faz a diferença é a formação”, completou.

Logo após a ordenação, padre Francisco assumiu como cooperador na Matriz de São José, em Novo Horizonte, onde tornou-se pároco logo depois. “Neste período, celebrava cinco missas aos domingos, sendo três na cidade e duas em capelas, para atingir mensalmente todas as comunidades. Ainda assim, celebrava também nos bairros da zona rural, para que todos pudessem participar da missa”, relatou.

Em 1990, padre Francisco chegou à Arquidiocese do Rio de Janeiro junto a demais sacerdotes residentes. Porém, como a arquidiocese necessitava de padres, tanto ele quanto os demais foram chamados para servir no Rio. Ele aceitou prontamente. “Nem todos puderam ficar. Fui chamado para voltar à Diocese de São Carlos, mas não aceitei, pois já tinha 52 anos. Ainda assim, minha incardinação só aconteceu 17 anos depois de eu já estar atuando na arquidiocese, no dia 6 de setembro de 2005”, destacou.

No Rio de Janeiro, o sacerdote atuou como vigário cooperador da Paróquia São Francisco Xavier e da Basílica Santuário de Nossa Senhora da Penha, vigário ecônomo e administrador paroquial da Paróquia Santo Antônio de Pádua e Nossa Senhora da Boa Vista, no Cachambi, capelão da Divisão Anfíbia do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha do Governador; capelão do Hospital Federal dos Servidores do Estado.

O Jubileu

Durante esses 50 anos servindo a Deus na simplicidade, padre Francisco destaca seu maior aprendizado. “O que mais entendo desses 50 anos de sacerdócio é a ação da Divina Providência. Percebo que muita coisa que parecia não ter sentido nenhum, sempre tem uma finalidade. Às vezes, a gente pensa: ‘Como é que vai ser daqui para a frente?’. Mas aí, sempre vinha no pensamento: ‘Vou continuar a ser padre’”, finalizou.

Mesmo assim, o sacerdote afirma que não faria tudo outra vez. “Eu não faria tudo de novo, porque isso é algo impossível. Mesmo nas mais terríveis dificuldades, nunca pensei em desistir. Eu era sustentado por uma decisão feita. Sofria tentações, como qualquer pessoa, mas tudo passa. Deus sempre me ajudou muito. Olho para trás e vejo a Providência Divina naqueles momentos mais difíceis que passei na vida”, sublinhou.

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Fotos: Danielle Castro / Arquivo Pessoal 

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