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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/07/2017

25 de Julho de 2017

Pastoral do Menor forma mais de 60 jovens aprendizes

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Pastoral do Menor forma mais de 60 jovens aprendizes

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07/07/2017 00:00 - Atualizado em 14/07/2017 15:08
Por: Giselle Martello e Priscila Xavier

Pastoral do Menor forma mais de 60 jovens aprendizes 0

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A Pastoral do Menor formou 61 jovens no Curso de Qualificação Profissional em Auxiliar de Escritório, através do programa “Jovem Aprendiz”. As cerimônias de colação foram divididas em duas datas: a primeira, no dia 29 de junho, aconteceu no Centro de Convenções do Barra Shopping, na Barra da Tijuca, e a segunda, no dia 30 de junho, no Edifício João Paulo II, na Glória.

O programa “Jovem Aprendiz” é a segunda fase do programa “Pleitear”, da Pastoral do Menor, e tem como objetivo oferecer aos jovens que vivem em situação de vulnerabilidade social uma formação para o mercado de trabalho, além da primeira experiência com carteira assinada. Para isso, a pastoral conta com empresas conveniadas que oferecem vagas de trabalho para esses jovens, além de psicólogos e assistentes sociais que auxiliam os jovens e as empresas.

De acordo com o assessor eclesiástico adjunto, padre Gilvan André da Silva, a primeira etapa da vida desses jovens já foi concluída. “É com grande alegria que neste momento o sonho de um adolescente se torna realidade. Diante de uma sociedade repleta de problemas, vemos que ainda tem jeito e, primeiramente, graças a Deus e a também as empresas parceiras e forças militares, que têm nos auxiliado de forma imprescindível. Hoje, eles concluíram a primeira etapa de suas vidas. Que eles sejam exemplo também para os demais que precisam ser resgatados. O desejo da pastoral é para que esses jovens tenham dignidade em todas as instâncias da vida”, completou.

O caminho até o jovem aprendiz

O programa “Pleitear” começa em unidades de ensino militares como, por exemplo, o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro. Para esta primeira etapa, as paróquias indicam jovens acima de 10 anos de comunidades carentes para vagas nessas unidades.

Para a primeiro-tenente Fernanda dos Santos Guedes, em pouco tempo é possível perceber a mudança no comportamento dos adolescentes que chegam ao CPOR/RJ. “Em seis meses, a mudança é nítida, porque eles entram de uma forma, alguns até são agressivos, mas depois se transformam. A forma como conduzimos o projeto ajuda nessa mudança, pois realizamos atividades militares, mostrando hierarquia e disciplina, sobretudo por conta do esporte que tem esses pilares, no qual, através do projeto “Detecção de Talentos”, investimos na descoberta de uma criança que tem habilidade para determinado esporte. Algumas delas, hoje, são atletas de alto rendimento”, finalizou.

O major do Exército Mario Silvério Rodrigues de Miranda Neto destacou que os alunos são acompanhados por profissionais desde a infância até a adolescência. “O programa ‘Força do Esporte’ tem a Pastoral do Menor como primeira grande parceira. A partir disso, desenvolvemos um ciclo, no qual, inicialmente, a pastoral recruta e cadastra esses jovens que são incluídos em nosso programa. Praticamente toda a sua infância e adolescência é acompanhada de perto pelos nossos profissionais”, ressaltou.

A segunda etapa é o programa “Jovem Aprendiz”. Nessa, aqueles jovens da primeira etapa passam por uma seleção e depois recebem uma formação, que ocorre em concomitância com o trabalho em uma das empresas conveniadas. É o que reitera o capitão de Mar-e-Guerra, fuzileiro naval da reserva, José Firmeza Simões dos Reis. “Assim que o aluno está próximo de completar a idade máxima para o projeto, ele ingressa no programa “Jovem Aprendiz”, no qual temos parceria com a Arquidiocese do Rio de Janeiro”, explicou.

O capitão de Mar-e-Guerra José Ferreira Monteiro também explicou outro projeto que se tornou uma das bases do “Jovem Aprendiz”. “O Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (CIAMPA) forma 90% dos fuzileiros navais e os outros 10% são formados em Brasília. Desde 1993, o projeto “Força no Esporte” vem dando frutos e, a partir dele, no ano passado, conseguimos incluir tanto meninos quanto meninas para atuarem como fuzileiros navais, o que deu muito certo. Muitos disseram que não funcionaria, pois essa é uma população masculina, mas percebemos o quanto as meninas estão motivadas. Esse projeto é uma base do “Jovem Aprendiz”, contou.

Gratidão

Segundo Mateus Correia Timóteo da Silva, de 18 anos, o “Jovem Aprendiz” foi uma oportunidade para amadurecer e conhecer melhor o mercado de trabalho. “Foi uma oportunidade muito boa, uma experiência que vou levar para o resto da vida. O projeto me ajudou a dar um passo, a conhecer melhor o mercado de trabalho. E vou sair daqui muito mais maduro do que quando entrei”, afirmou.

Já para a mãe de Matheus, Fernanda Correia dos Santos, a iniciativa é fundamental, principalmente para os jovens que atravessam um período de dificuldades na busca por um emprego. “Esse projeto é muito importante, especialmente nesse período em que o jovem encontra muitas dificuldades na inserção ao mercado de trabalho. Para o meu filho, ter a oportunidade de começar como jovem aprendiz foi fundamental. Ele mudou nesse período, aprendeu a noção do que é ser adulto. Melhorou no comportamento e com relação à responsabilidade”, destacou. 

Mariana da Silva Jorge Veloso, de 18 anos, contou que: “tive a chance de crescer, de ter mais responsabilidade e alcançar meus objetivos. Eu encontrei emprego assim que terminei do curso. Acho que essa iniciativa é muito boa porque a gente aprende muito”, sublinhou.

Enquanto Matheus de Oliveira Salustiano, de 19 anos, já conseguiu um emprego e atualmente tem a oportunidade de ajudar em casa. “Ingressei no projeto aos 13 anos e aprendi muitas coisas. Aos 16 anos, participei de uma entrevista de emprego e passei. Existe um Matheus antes e depois do CIAMPA. Antes eu queria brincar e agora eu sou responsável, trabalho e ajudo em casa”, ressaltou.

A vida de Andressa Michele Barbosa, de 22 anos, mudou completamente após o ingresso no projeto. Se antes ela foi selecionada para participar da iniciativa, hoje é ela quem recruta os jovens. “Comecei como aprendiz, e a experiência foi muito boa. Entrei numa empresa e logo depois comecei a fazer faculdade de psicologia. Sem essa oportunidade seria mais difícil começar porque eu não tinha nenhuma experiência. A Pastoral do Menor foi o local que abriu portas para que eu apresentasse o meu trabalho. Hoje, atuo na área de recrutamento e seleção, o que para mim é uma alegria, pois me vejo do outro lado”, completou.

Andressa ainda deixou uma mensagem aos jovens que ainda estão sem perspectivas e buscam uma oportunidade: “nunca desistam dos seus sonhos, mesmo com todas as dificuldades, porque eles são os grandes motivadores. Precisamos mostrar o nosso potencial, nossa maturidade”, finalizo

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Fotos: Giselle Martello

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