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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/07/2017

25 de Julho de 2017

Meio Ambiente e espiritualidade

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13/07/2017 19:19 - Atualizado em 14/07/2017 15:00
Por: Priscila Xavier

Meio Ambiente e espiritualidade 0

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Ao meio dia, teve início a terceira conferência que tratou do tema “Como obter água de alta qualidade em cidades em desenvolvimento”, presidida pelo observador permanente adjunto da ordem de Malta, junto a UNESCO, e ex-diretor geral adjunto de Ciências Naturais da UNESCO, Maurizio Laccarino.

Na palestra, Laccarino destacou a expansão demográfica em locais com escassez de água como consequência das doenças do fluído. “Dados da Organização das Nações Unidas afirmam que há 7,6 bilhões de pessoas no planeta. Essa expansão demográfica pode ser bem-vinda em locais onde há água abundante, porém, prejudicial para áreas onde há escassez de água. Além disso, o crescimento demográfico também implica no surgimento de doenças da água, como dengue, hepatite c e malária. Por isso, a falta de tratamento da água pode ter um impacto direto na economia de um país”, completou.

Ele ainda acrescentou que: “A água é um direito humano universal, ela deve ser pública, não privada. Como muitos governos não possuem condições nem estrutura para o tratamento, eles privatizam a água. As cidades deveriam cuidar da água, promover discussões sobre o tema e auxiliar o governo. Algo pode ser feito, mas é preciso começar do início. Precisamos cuidar desse bem, mesmo que para isso seja preciso ir contra as empresas”, sublinhou.

Logo após a conferência, teve início o diálogo com a assembleia, a qual teve a oportunidade de expor suas opiniões e questionamentos acerca da temática. Depois, foi realizada a mesa redonda que contou com a presença dos líderes religiosos Cardeal Orani João Tempesta, representando o cristianismo, e o Rabino Abraham Skorka, que atuou junto ao Papa Francisco no diálogo inter-religioso, quando o Pontífice era bispo na Argentina.

De acordo com o Rabino: “A falta de contato direto da humanidade com a natureza levou Antoni Gaudi a construir obras arquitetônicas com o objetivo de retornarmos a ela. A desumanização junto a depredação do meio ambiente é uma constante há tempos. A encíclica Laudato Si’ chama a atenção para uma humanidade que usa e abusa do planeta para seu próprio prazer”, pontuou.

O Sheikh Omar Ahmed Abdoud, que também atuou junto ao Papa Francisco e ao Rabino Abraham Skorka, não pôde comparecer ao evento, mas enviou uma carta aos congressistas e participantes. Na mensagem, ele diz: “Um dos sinais dos tempos atuais é a questão de não conseguir pensar no outro como o próximo. Precisamos entender que quem senta à mesa do diálogo não vai modificar seus princípios, mas sim, aumentar seu conhecimento. A Laudato Si’ é o documento mais importante e inteligente que surgiu neste século”, pontuou.

Para o professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Miguel Serpa Pereira, que presidiu a mesa redonda, o congresso traz à tona muitos problemas e questões que vão persistir durante anos. Ele acredita que a Arquidiocese do Rio de Janeiro dará continuidade ao trabalho que já vem sendo desenvolvido nas bases - paróquias, pastorais, movimentos e comunidades - em função da dedicação e do compromisso de Dom Orani João Tempesta. "Eu vejo esse congresso como um encontro de abordagem de consciência. Acho que ele tem um objetivo muito importante que inclui trabalhar a Laudato Si’, do ponto de vista das suas propostas porque ela é um guia. Um congresso que tem a Laudato Si’ como base e tem essa diversidade de temas de ecologia, é fundamental hoje para a consciência de todos. E embora sendo um congresso que trouxe pessoas inclusive de outros países, a maioria é de brasileiros, não só daqui do Rio como de outras dioceses. Eu diria que esse congresso trouxe à tona muitos problemas e questões que acredito que vão perdurar. O que cabe a nós, é tentar de alguma maneira construir o novo. Não adianta esperar. Nós, como cidadãos, temos que ter a cidadania plena. E a cidadania plena engloba o “eu”, o "outro", e a “natureza”. Não tem como esquecer a natureza porque ela é um ente igual a nós e se não cuidarmos, ela faz com que nós desapareçamos. Portanto, é fundamental essa tríade e acredito que a arquidiocese vai dar continuidade a esse congresso de uma maneira mais segmentária, mas vai dar porque Dom Orani é uma pessoa empenhada nisso", ressaltou Professor Miguel Pereira.

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Fotos: Gustavo de Oliveira

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