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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 15/12/2017

15 de Dezembro de 2017

‘Somos todos irmãos em Cristo’

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‘Somos todos irmãos em Cristo’

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15/06/2017 15:48 - Atualizado em 15/06/2017 17:45
Por: Flávia Muniz e Priscila Xavier

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‘Somos todos irmãos em Cristo’  / Arqrio

Após 500 anos desde a Reforma Protestante, as mais diversas denominações cristãs se reuniram durante a tradicional Vigília de Pentecostes, para o encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, realizado na Paróquia Nossa Senhora de Copacabana e Santa Rosa de Lima, em Copacabana, no dia 3 de junho.

Tendo sido o tema retirado da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios, “Reconciliação: é o amor de Cristo que nos move” (2 Cor 5, 14-20), líderes das mais diversas Igrejas Cristãs uniram-se ao povo de Deus, em só coração e com uma mesma súplica: clamar pela vinda do Espírito Santo, da mesma forma que aconteceu com os discípulos e a Virgem Maria, os quais estavam reunidos no Cenáculo.

Anfitrião, o Cardeal Orani João Tempesta destacou, durante a saudação inicial que: “É uma alegria encontrar irmãos de das diversas denominações cristãs que caminham juntos, na vida ecumênica e, ao mesmo tempo, rezam pela unidade. Nesta semana, em todo o hemisfério sul, foram realizados encontros nas mais diversas Igrejas sobre a reconciliação, pelos 500 anos da reforma”, lembrou.

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que no Brasil passou a ser denominada de Semana de Oração pela Unidade Cristã, foi celebrada entre os dias 28 de maio a 4 de junho, porém, muitas comunidades também realizaram uma programação própria. Marcada por celebrações nas Igrejas participantes do Conselho das Igrejas Cristãs do Rio de Janeiro (Conic-Rio), o encontro teve como objetivo promover a convivência entre os fiéis e a diversidade religiosa.

Presenças
Os fiéis e os lideres religiosos também foram acolhidos pelo presidente do Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro (Conic-Rio), e coordenador da Comissão Arquidiocesana de Ecumenismo, padre Fábio Luiz de Souza, e pelo bispo auxiliar e animador do ecumenismo na Arquidiocese do Rio, Dom Roque Costa Souza.
Entre as lideranças religiosas estavam: do Ministério Apostólico Grande Colheita, Marco Antônio de Sá, Estevão de Sá e Nanci Costa; da Igreja Presbiteriana Unida, Luiz Evaristo dos Santos, José Roberto Cavalcante e Luciano Fuly; Igreja Presbiteriana do Brasil, Marco Batista, o qual também é representante da Sociedade Bíblica do Brasil.
Além também dos líderes da Comunidade Filhos do Rei, Luiz Antônio Albuquerque; da Igreja Palavra Viva, Eurico Nunes e José Vicente; da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, José Kovalska e Mozar Noronha, e do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, padre Henrique Cairus.
Encontro
Cada um dos representantes fez uso da palavra. O pastor Marco Antônio de Sá, ao citar um trecho do livro de Isaías (Is 64,4), afirmou: “O que me impactou foi pensar que Deus trabalha por mim, sem que eu espere nEle. Ele não tem apenas o conteúdo, mas a forma e o tempo. Por vezes, queremos acelerar o processo do Senhor e estragamos aquilo que Ele queria fazer em nossas vidas. O meu e o teu chamado é: depender de Deus”, destacou.

Já o pastor Marcos Batista destacou que a unidade é um mandamento de Deus. “A oração sacerdotal de Jesus diz ‘Pai, eu rogo por eles’. E o que o Senhor rogava era ‘que eles sejam um para que o mundo creia que me enviaste’. A unidade não é uma opção, mas uma ordem, um mandamento do Senhor. Precisamos aprender a construir pontes e não muros. Não somos algumas igrejas, mas sim a Igreja de Cristo neste Altar, e embaixadores do Evangelho”, sublinhou.

O pastor José Kovalska ressaltou a necessidade de uma comunhão eucarística. “Já é tempo de celebrarmos ao redor do Altar. Se isso não for possível a nós, que estamos aqui, que Espírito Santo guie pessoas para a unidade na Eucaristia. Se o Senhor já realizou milagres e permitiu que as pessoas se reconhecessem como filhas de Deus, certamente, Seu amor fará com que nossa reconciliação chegue até a mesa eucarística”, frisou.

Enquanto padre Henrique Cairus defendeu que o testemunho da fé é capaz de unir os cristãos. “A unidade da fé não vem de discursos acadêmicos, teológicos ou filosóficos, mas do batismo, do sangue dos mártires há dois mil anos e aqueles do nosso tempo, que deram a vida pela fé cristã. Ao dizer isso, não falamos em católicos, ortodoxos ou protestantes, mas cristãos. Somente esse testemunho de fé pode nos unir, tal como um incenso de oração que sobre aos céus”, acrescentou.

Para o pastor Luciano Fuly, na mensagem da reconciliação, Deus agrega o eu povo. “Somos como pequenas brasas espalhadas pela face da terra. Sempre que separamos uma brasa da fogueira, ela permanece incandescente, mas logo se apaga. Quando a trazemos para junto da fogueira, ela acende e logo a luz clareia. Esta é a mensagem da reconciliação: Deus, congregando seu povo, reunindo seus escolhidos”, completou.

O pastor Eurico Nunes ressaltou que, a partir da reconciliação, todos podem apreciar a comunhão entre os filhos de Deus. “O amor de Cristo nos impele. O amor do Senhor fez com que essa barreira entre nós e Ele fosse retirada. Nós, que estávamos distantes de Cristo, fomos trazidos à comunhão com nosso Pai. O pecado, que criou esse obstáculo, foi removido na cruz e a inimizade foi desfeita. Reconciliação significa efetuar uma mudança para agora podermos desfrutar dessa comunhão”, finalizou.

Na conclusão da celebração, Dom Orani recordou que a memória dos 500 anos da Reforma é um tempo propicio para a reconciliação, de viver um tempo novo que leve a todos a conviver como irmãos. Ele relatou sua experiência de jovem que foi sempre de muito diálogo na convivência com os irmãos de tantas denominações diferentes, na escola, no trabalho, no dia a dia, sem as críticas, sem as divisões que as teologias já colocaram no decorrer dos séculos.

“Embora possamos ter tradições, maneiras de rezar e fazer diferente, precisamos entender que há um mundo novo a ser construído por causa das feridas do passado. Somos chamados a sentar juntos, sem barreiras, porque somos todos irmãos em Cristo”, disse.

Dom Orani destacou ainda que “A história vai nos cobrar, não sobre nossa posição partidária ou ideológica, mas sim, evangélica. Nossa posição, diante da Palavra de Deus, do Evangelho que nos faz amar ao próximo, nos leva a reconstrução da nação, de um mundo tão dividido. Que nós, cristãos, possamos levar a Boa Notícia, para que todos tenham vida e enxerguem o futuro com esperança e confiança”, assegurou.

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