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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/09/2017

22 de Setembro de 2017

Secretaria de Serviço Social propõe parceria com a arquidiocese

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Secretaria de Serviço Social propõe parceria com a arquidiocese

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08/06/2017 13:33 - Atualizado em 08/06/2017 13:33
Por: Nathalia Cardoso

Secretaria de Serviço Social propõe parceria com a arquidiocese 0

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A preocupação com a população em situação de rua da cidade do Rio de Janeiro, estimada em cerca de 15 mil pessoas, foi o que uniu o vigário episcopal para a Caridade Social, cônego Manuel de Oliveira Manangão, e a secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, Tereza Bergher, no dia 30 de maio, na sede da Mitra Arquidiocesana.

A secretária já havia feito proposta de uma parceria com a Arquidiocese do Rio, mas só poderia estabelecê-la de fato após o aval da prefeitura. Enquanto isso não acontece, conversou com o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, que a encaminhou para uma conversa com o cônego Manangão, a fim de estabelecer que tipo de apoio a arquidiocese pode oferecer estando no projeto. “Havia no mandato passado da secretária uma proposta que vinha sendo trabalhada: de se ter no centro da cidade um espaço cuja gestão seria da Igreja Católica, mas que seria aberto para o acolhimento de outras instituições e grupos que trabalham com a população de rua para que pudéssemos dar assistência a essas pessoas”, explicou o vigário.

Segundo ele, este local já existe e pertence à prefeitura. É chamado de “Centro Pop” e tem capacidade para atendimento de cerca de 200 pessoas por vez, mas se encontra inativo. Caso a parceria seja firmada, a proposta é de que seja um espaço para prestar serviços de higiene e saúde. Teria também distribuição de roupas, alimentos, e encaminhamento para órgãos que podem ajudar essas pessoas de alguma forma. “Quando a prefeitura diz que quer fazer alguma coisa para auxiliar a população de rua e pede a ajuda à Igreja, é a abertura de uma porta para que se faça um trabalho mais completo voltado à população de rua. E a arquidiocese está disposta a trabalhar junto, como sempre esteve”, explicou o sacerdote.

Centro Pop

Presente em outros municípios, o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) é um local de referência para pessoas em situação de rua. O da cidade do Rio funcionava perto da Catedral Metropolitana, no Centro, mas está atualmente desativado.

Neles – Centros Pop – são oferecidos serviços de necessidade básica como refeições diárias, banhos e espaço para descanso. Alguns deles possuem ainda oficinas de estudo, com equipe formada por educadores sociais e técnicos. Muitas vezes, as pessoas que procuram os centros são encaminhadas para os albergues da prefeitura da cidade em que vivem. “Caso esse convênio aconteça, poderão ser atendidas duas mil pessoas em situação de rua. Uma proposta é trabalhar em conjunto com a Comunidade Maranathá, que faz um trabalho de resgate das pessoas viciadas em drogas. Infelizmente, sabemos que cerca de 80% da população de rua passa por isso”, pontuou.

Pastoral da População de Rua

Segundo o cônego Manangão, todos os grupos da arquidiocese que lidam com pessoas em situação de rua poderão indicar membros para compor esse trabalho. A Pastoral da População de Rua, por exemplo, poderá disponibilizar assistentes sociais.

Segundo o vigário, hoje o Rio tem mais de 1.200 favelas. O fato contrasta com a época em que ele assumiu o vicariato, quando só existiam cerca de cem. “O que vemos é uma população em plena expansão e sem atendimento, realidades em que o cidadão nem mesmo é considerado como um cidadão. E a Arquidiocese do Rio estará sempre disponível para conversar e encontrar caminhos para lidar com essas realidades”, finalizou.

Foto: Gustavo de Oliveira

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