Arquidiocese do Rio de Janeiro

36º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 14/12/2018

14 de Dezembro de 2018

"Mortos por ódio à fé", relatam sobreviventes do ataque no Egito

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

14 de Dezembro de 2018

"Mortos por ódio à fé", relatam sobreviventes do ataque no Egito

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

30/05/2017 12:14 - Atualizado em 31/05/2017 16:18
Por: Rádio Vaticano

"Mortos por ódio à fé", relatam sobreviventes do ataque no Egito 0

temp_titleAP3998195_Articolo_30052017121353“Homens com o rosto coberto ordenaram às pessoas para renegarem sua fé. Todos recusaram e então foram mortos com um tiro na cabeça”.

Ouça a reportagem na íntegra:

É o que relata um dos sobreviventes do ataque de sexta-feira, dia 26 de maio, contra um grupo de cristãos que viajava de ônibus para o Mosteiro de São Samuel, a cerca de 200 km do Cairo.

O atentado – que provocou 29 mortes, entre as quais crianças, foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico. O governo egípcio confirmou que 13 feridos permanecem internados em estado grave no Cairo e em Minya.

Não abjuraram da fé

Esta versão foi confirmada por outros sobreviventes, que revelaram como os atacantes ordenaram aos viajantes para descerem do ônibus, afirmando a eles que teriam suas vidas poupadas caso se convertessem ao Islã. Mas os cristãos – afirmam as testemunhas – “preferiram morrer, dizendo-se orgulhosos em se manterem fiéis à própria fé”.

Antes de abrir fogo – contou uma jovem hospitalizada – os terroristas, que vestiam uniformes militares, obrigaram todas as mulheres a entregarem seus pertences.

Também uma criança de seis anos falou daqueles trágicos momentos, em que a jovem mãe, para salvá-lo, o escondeu embaixo de um banco, cobrindo-o com um saco.

Papa Francisco

Ao se solidarizar com o Patriarca Tawadros II e o povo egípcio após a oração do Regina Coeli no último domingo, o Papa Francisco referiu-se às vítimas do ataque como “mártires”: “Que Deus acolha na paz estas testemunhas corajosas, esses mártires, e converta os corações dos terroristas”, afirmou.

Os funerais de algumas das vítimas foram celebrados na Catedral de Minya, localidade nas proximidades  de onde ocorreu o ataque.

Aviação egípcia bombardeou campos de treinamento na Líbia

Os autores do ataque ao ônibus – dizem as autoridades – haviam sido treinados na Líbia. Como represália, a força aérea egícia bombardeou campos jihadistas próximos à Derna, nas horas que se seguiram ao atentado.

“O Egito não hesitará em bombardear campos de treinamento de terroristas, onde quer que se encontrem”, afirmou o Presidente do Egito, Abd al-Fattāḥ al-Sīsī.

Há meses que o braço egípcio do EI passou a atacar a minoria cristã copta, também com atentados suicidas, como aconteceu no Domingo de Ramos, quando dois terroristas se explodiram em igrejas em Tanta e Alexandria.

Foto: AP

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.