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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/10/2017

20 de Outubro de 2017

Paróquia Nossa Senhora de Fátima Rainha de Todos os Santos: da padroeira ao Jubileu dos 50 anos

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20 de Outubro de 2017

Paróquia Nossa Senhora de Fátima Rainha de Todos os Santos: da padroeira ao Jubileu dos 50 anos

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12/05/2017 00:00 - Atualizado em 19/05/2017 15:22
Por: Priscila Xavier

Paróquia Nossa Senhora de Fátima Rainha de Todos os Santos: da padroeira ao Jubileu dos 50 anos 0

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Neste ano, o mês de maio traz uma celebração especial: o Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima. Porém, além de celebrar a padroeira, a Paróquia Nossa Senhora de Fátima Rainha de Todos os Santos, em Todos os Santos, também vai comemorar o Jubileu de Ouro de fundação no dia 28 de maio.

No dia 13, dedicado a Virgem Maria, a comunidade realizará a santa missa, seguida da Procissão Luminosa, com a imagem peregrina de Fátima, pelas ruas do bairro, às 18h30.

O INÍCIO

A história tem início no ano de 1943, quando chegaram duas imagens de Nossa Senhora de Fátima, vindas de Portugal, para a Paróquia Cristo Rei, em Curitiba. Nessa igreja estava hospedado padre Luiz João Cordioli que, no ano anterior, sofrera uma ruptura na garganta, sendo afastado de todos os trabalhos que exigissem esforço vocálico.

Padre Luiz rezava todos os dias diante da imagem e, perante ela, fez um voto: compraria a réplica e, se a Virgem Maria o curasse da enfermidade, construiria um templo em honra a Mãe de Deus. Porém, ele mesmo não sabia nem quando nem onde a promessa seria cumprida. Apenas acreditou.

Em 1945, padre Luiz chegou ao Rio de Janeiro para a realização de tratamento que durou cinco anos. Durante esse período, o silêncio, tal como o de Maria, sempre o acompanhou junto aos terços que rezava diariamente. Enquanto isso, o então arcebispo, Cardeal Jaime de Barros Câmara, seu antigo amigo, o designou para exercer a função de capelão do Convento da Santíssima Trindade, em Todos os Santos, e, assim que retornou a falar, iniciou os trabalhos na Capela de Nossa Senhora das Dores e na Escola Municipal Acre.

Somente em 1956 é que viria o início do cumprimento da promessa. Foi neste ano que Dom Jaime convidou padre Luiz para iniciar a formação de uma nova paróquia, a qual teria como padroeira Nossa Senhora de Fátima. A imagem comprada pelo sacerdote foi trazida de Curitiba. O terreno comprado para a construção do templo ficava na Rua Adriano, nº 158. Mesmo local em que está a atual matriz.

Padre Luiz dedicou sua vida em prol da comunidade, mas, assim como Moisés, não entrou na “Terra Prometida”. No dia 10 de dezembro de 1966, após celebrar a missa de Primeira Comunhão dos alunos da Escola Municipal Iva Gomes Ribeiro, em Campo Grande, sofreu um acidente de carro e morreu.

De acordo com o atual pároco, padre Antônio José Afonso da Costa, o corpo do sacerdote foi enterrado junto à paróquia onde se cumpriria a promessa. “A sepultura fica aos pés do sacrário, na Capela do Santíssimo Sacramento. Os paroquianos mais antigos se recordam dele como um sacerdote doado ao serviço e ao povo. Ele deixou uma boa lembrança no bairro. É uma pessoa cuja memória tem me ajudado a desenvolver o ministério sacerdotal doado realmente ao povo”, contou.

No dia 28 de maio de 1967, quando se completou 22 anos desde a chegada de padre Luiz no bairro, foi oficialmente criada a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima Rainha de Todos os Santos, tendo como primeiro pároco João Rodrigues Garcia. Passaram ainda pela comunidade os sacerdotes Joaquim Marques Pascoal e José Marques.

Em 1999, padre Antônio José Afonso da Costa assumiu a comunidade. Ele ressaltou a importância dos antigos sacerdotes e os frutos que ainda são colhidos hoje. “Quando cheguei à comunidade, o trabalho estava todo feito. Os padres que passaram antes de mim foram muito santos. Os fiéis já tinham um espírito de oração entranhado por conta desses sacerdotes que deixaram uma marca muito profunda no coração das pessoas, além de uma vida cristã sólida e de uma devoção a Nossa Senhora. Os frutos que colhemos hoje são resultado do trabalho desses sacerdotes”, enfatizou.

Padre Antônio José contou que ainda hoje uma das celebrações instituídas pelo padre José ainda é reconhecida e celebrada na comunidade. “Todo primeiro sábado de cada mês, padre José realizava a celebração em reparação ao Imaculado Coração de Maria junto à oração pelos enfermos, a qual temos até hoje; ela é um retrato da paróquia. Muitas pessoas, vindas de diversos lugares, conhecem a paróquia por conta da celebração”, relatou.

Mesmo com o passar do tempo, a gratidão dos fiéis ainda se mistura entre aqueles que já possuem um maior tempo de caminhada, adquirindo, assim, sabedoria e discernimento com os mais novos, que trazem o frescor da juventude e o desejo de servir a Deus sempre mais.

Paroquiana há 20 anos, Maria de Fátima Cruz Lima, que é ministra da Sagrada Comunhão e integrante dos Círculos Bíblicos e do Grupo de Oração, afirma que o jubileu representa um marco na história da comunidade. “Quero louvar e agradecer ao Senhor por fazer parte desta paróquia, onde encontrei amigos e sacerdotes que me fizeram viver e conhecer Jesus em sua plenitude. Estou muito feliz por fazer parte deste momento; ele representa o marco histórico de nossa jornada na edificação desta Igreja  e de tudo o que ela representa para a nossa comunidade”, destacou.

Já para a jovem Ana Paula Abreu de Avellar Lima, catequista e membro do Grupo Jovem Aliança, o momento é de surpresas e conhecimento. “É maravilhoso conhecer a história da comunidade, tudo o que aconteceu até os dias de hoje. Devido à exposição que será realizada em outubro, tenho a oportunidade de ver as fotos do início da paróquia, conhecer pessoas dessa época e grupos que eu nem imaginava que existiam. Agradeço a Deus e a todos aqueles que vieram antes de mim e estiveram abertos a tudo, pois preparam um pedaço do céu para que eu pudesse participar hoje”, afirmou.

A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Além do Jubileu de 50 anos, a paróquia celebra ainda o Centenário das Aparições de Fátima. Mesmo após um século, padre Antônio José destacou que a mensagem da Virgem Maria aos pastores continua sendo atual. “Nossa Senhora apresentou aos pastorinhos uma mensagem de paz. Tendo em curso a Primeira Guerra Mundial, ela pede para que eles rezem o terço. É como se a Virgem Maria dissesse para o mundo, daquele tempo e de hoje, que a paz não é fruto de acordos ou projetos humanos, mas sim da comunhão com Deus”, destacou.

Para celebrar as datas, o sacerdote lançou o livro “Fátima, as lições de Maria”, no qual desvenda cada passo das aparições de Nossa Senhora. “O objetivo é que a nossa devoção não seja apenas afetiva, mas sim que realizemos aquilo que a mensagem de Fátima propõe para a Igreja e cada cristão. Envolvemos toda a comunidade nesse aprofundamento, pois é preciso sustentar a oração. Durante este mês, teremos um ambiente paroquial mais propício ao cumprimento da mensagem de Nossa Senhora”, completou.

COMUNHÃO ENTRE CRISTÃOS

Cinquenta anos se passaram desde a fundação da paróquia e, ainda assim, os trabalhos de evangelização permanecem fortes na comunidade. Entre eles destacam-se as ações em prol da unidade entre os cristãos.

A Igreja é o Corpo de Cristo no qual cada fiel é chamado a ser membro. Se um sofre, todos sofrem. Porém, nele também há uma espécie de “espinha dorsal”, que sustenta toda estrutura. É a unidade do Corpo Místico de Cristo que faz com que a Igreja, mesmo nas diferenças, se complete.

Trabalhar pela unidade entre os fiéis cristãos também é viver em sintonia com Deus. Essa é uma das propostas do ecumenismo, o qual a Paróquia Nossa Senhora de Fátima Rainha de Todos os Santos vivencia.  “Acredito que essa seja uma forma de quebrar preconceitos. O trabalho ecumênico muda a maneira de pensar e enxergar o outro. Isso é benéfico para o cristão, não só na questão religiosa, mas no âmbito geral da vida. Isso contribui tanto para percebermos o quanto podemos ajudar o outro, aprender, crescer juntos na fé em Cristo, mas também a lidar com quem é diferente nas mais diversas situações”, destacou padre Antônio José.

Além da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, toda penúltima quarta-feira do mês acontece na paróquia o encontro de oração, reunindo católicos e evangélicos. O próximo está programado para o dia 24 de maio, às 20h.

Participam dos encontros o pastor da Nova Igreja, na Barra da Tijuca, Bené Gomes, o pastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, em Parque Acari, José Roberto Cavalcanti, além dos irmãos da Igreja Palavra Viva, em Niterói, Ministério A Grande Colheita, em Piedade, e de outras comunidades e pastores.

Outro trabalho realizado na comunidade é o curso Alpha, que acontece quatro vezes ao ano. Padre Antônio José explicou que o método tem auxiliado pessoas que estavam distantes da fé. “A formação é um método de evangelização kerigmática utilizado pela Igreja Católica e algumas igrejas protestantes. Temos alcançado muitas pessoas que, através de convites de amigos, encontram no Alpha uma porta de entrada para o reencontro com Deus”, explicou.

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Fotos: Arquivo Paroquial / Giselle Martello

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