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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 15/12/2017

15 de Dezembro de 2017

50 anos de devoção a Nossa Senhora de Nazaré

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50 anos de devoção a Nossa Senhora de Nazaré

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12/05/2017 00:00 - Atualizado em 19/05/2017 15:03
Por: Priscila Xavier

50 anos de devoção a Nossa Senhora de Nazaré 0

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Uma comunidade que sempre nutriu a devoção e depositou a esperança nas mãos da Virgem Maria. Talvez seja assim que se possa definir a história da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré e Santos Mártires Ugandenses, em Acari, que também comemora os 50 anos de criação no dia 13 de maio.

Neste dia, a comunidade celebrará missa em ação de graças, seguida de confraternização. Na ocasião, também terá início a Semana Jubilar, que no dia 21 de maio vai receber a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, e ainda haverá a celebração de Dedicação da Igreja e do Altar, presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta.

História

Nem mesmo o nome do bairro deixou de homenagear Nossa Senhora: Vila de Nazaré – modificado para Acari em 1981. A devoção popular a Mãe de Deus se deve à grande migração de nortistas e nordestinos, além de muitos portugueses, que chegaram à região.

Em 1965, padre Abílio Ferreira foi nomeado pároco da Paróquia São Jerônimo, em Coelho Neto, e recebeu a missão de fundar uma igreja em Acari, cujo terreno havia sido doado por uma senhora que vislumbrava a construção de um templo em honra a Nossa Senhora de Nazaré, onde hoje está a atual matriz.

Nesse mesmo ano era realizado o Concílio Vaticano II e, durante uma das seções, foi lido o martirológico de 22 mártires ugandenses, o qual narrava o sacrifício e os milagres que aconteceram sob a intercessão deles e suas relíquias na Uganda.

Impactado pelo testemunho, ao retornar do Concílio, o então arcebispo do Rio, Cardeal Jaime de Barros Câmara, tomou duas decisões: a primeira foi escrever uma biografia intitulada “Ugandenses campeões da fé”, a fim de difundir a devoção. Já a segunda, foi prometer a si mesmo que fundaria uma paróquia em honra aos mártires.

Dois anos depois, Dom Jaime cumpriu a sua promessa e fundou a Paróquia Santos Mártires Ugandenses, em Vila Nazaré, no dia 13 de maio de 1967 – exatamente no ano em que se completou os 50 anos das Aparições de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal. Mais um regalo da Mãe de Deus para seus filhos devotos.

Porém, não demorou muito para que os fiéis fizessem um apelo ao arcebispo em 1978, sendo, desta vez, o Cardeal Eugenio Sales, por um novo padroeiro, desejando que a comunidade também fosse dedicada a Nossa Senhora de Nazaré. Foi então que Dom Eugenio acrescentou mais um título, ficando denominada de Paróquia Santos Mártires Ugandenses e Nossa Senhora de Nazaré. Nesse período, as Irmãs Salesianas passaram a administrar a igreja.

Trinta e nove anos depois, agora no governo do Cardeal Orani João Tempesta, mais um apelo da comunidade paroquial foi atendido e a igreja, no dia 17 de abril de 2017, passou a se chamar Paróquia Nossa Senhora de Nazaré e Santos Mártires Ugandenses.

Pároco da comunidade há pouco mais de dois anos, padre Sidnei Guimarães Correia Junior explicou os motivos que levaram a comunidade a formalizar o pedido, recentemente, ao arcebispo. “Foram vários os motivos para a alteração, desde a forte devoção mariana, a raiz do nome do bairro, que se chamava Vila de Nazaré. Além da celebração do Ano Mariano no Brasil e, ainda, por Acari encerrar, anualmente, o Círio de Nazaré”, explicou.

Evangelizar até os confins do mundo

De acordo com o ranking divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, o Rio de Janeiro ocupa a segunda colocação como o estado que possui o maior número de favelas, perdendo apenas para São Paulo.

As realidades que constituem as comunidades não são muito diferentes de uma para outras. Todas carregam os mesmo problemas, preocupações, esperanças e a fé de que sempre se pode fazer o bem.

A paróquia abrange todo o bairro de Acari, que pode ser dividido em três setores principais: as favelas de Acari, onde estão localizadas a matriz e suas capelas: Maria Mãe da Igreja, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora Auxiliadora, São Judas Tadeu e Senhor do Bonfim, além das comunidades Parmalat e Beira Mar.

Para padre Sidnei, o bairro não deve ser conhecido pelas más notícias veiculadas, mas sim, pelas boas obras que acontecem na região. “Nossa comunidade é marcada por muitas situações de dor e sofrimento. É necessário levar o nome de Jesus a Acari e mostrar que aqui não há somente os problemas voltados para a violência e o tráfico. Costumo dizer que nosso bairro não deve ser conhecido apenas pelas bocas que falam maldições sobre as dificuldades que vivemos, mas sim pelas ‘bocas de profetas’, que oram e intercedem por este lugar”, afirmou.

Com o intuito de disseminar esse pensamento e, também, atender a um apelo feito pelo Papa Francisco, a comunidade paroquial fez da rua seu alvo de evangelização, uma igreja em saída, indo ao encontro das periferias existenciais e humanas.

Segundo padre Sidnei, a rua se transforma em altar e o céu em telhado do santuário de oração formado no bairro. “O que temos realizado com frequência é a ‘Missa na favela’. Durante uma semana, as missas acontecem em meio aos becos e vielas. As celebrações são muito animadas e chamam atenção nas ruas. Imagine um beco de favela numa penumbra com mais de cem pessoas celebrando a missa e adorando ao Santíssimo Sacramento? Fechamos a rua, improvisamos um altar e transformamos o céu no telhado do grande santuário que se levanta em Acari. É surpreendente”, exclamou.

Além da evangelização, é realizado um trabalho voluntário com 20 voluntários que atendem, em média, cem famílias numa área de extrema carência, com doações de alimentos, roupas e móveis. Também é feito um trabalho voltado para crianças, organizado por uma paroquiana que também é ministra da Eucaristia, a qual os encaminha para a prática de esportes no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan).

Padre Sidnei também destacou uma novidade para a comunidade. “Neste mês de maio, fechamos um comodato com a comunidade dos Padres de Foucauld, sob a orientação do padre Giuseppe Piero. Eles farão um trabalho de atendimento aos mais necessitados, principalmente na região da Parmalat. Eles chegaram no 1º  de maio como um grande presente nesse jubileu de nossa comunidade”, disse.

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Fotos: Arquivo Paroquial / Carlos Moioli

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