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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/05/2017

25 de Maio de 2017

Carta aberta pelo Dia 1º de maio de 2017 aos trabalhadores do Rio de Janeiro

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25 de Maio de 2017

Carta aberta pelo Dia 1º de maio de 2017 aos trabalhadores do Rio de Janeiro

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25/04/2017 15:56 - Atualizado em 25/04/2017 17:01
Por: Vicariato Episcopal Para Caridade Social

Carta aberta pelo Dia 1º de maio de 2017 aos trabalhadores do Rio de Janeiro 0

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Neste 1º de maio, em meio às comemorações pelo Ano Nacional Mariano e Ano Arquidiocesano da Família, queremos saudar, na festa de São José Operário, a todos os trabalhadores e trabalhadoras, que lutam por dignidade e vida em abundância.

Esta data é o momento oportuno que empregados, empresas e governos têm para refletir sobre a legislação trabalhista, normatizações e demais regras que tratam da realidade do mundo do trabalho. O foco deve ser sempre o bem comum e não os interesses mesquinhos de grupos que só querem ganhar dinheiro.

Esta é a data em que recordamos as lutas dos trabalhadores por melhores condições de vida no mundo do trabalho. Foi graças à coragem e persistência de muitos trabalhadores que os direitos e benefícios foram conquistados.

Na missão de anunciar a urgência de um mundo mais justo e fraterno, continuamos a denunciar os problemas que afetam toda a nossa sociedade e, de modo particular, o mundo do trabalho.

Como negar os desequilíbrios sociais e a distribuição desigual e injusta dos meios econômicos que continuam a gerar violência sem fim em todos os lugares: da cidade ao campo, do asfalto às periferias, da guerra entre povos à violência doméstica?

Como negar o contingente de pessoas que migram de suas terras em busca de refúgio por questões políticas, econômicas e violência da guerra muitas vezes perdendo a vida?

Como negar a quantidade de pessoas que perdem seus empregos, o direito à moradia, à saúde, à educação por conta do desmando das classes governantes e da corrupção que corrói a vida e a esperança de multidões?

Parece que as estruturas econômicas, apesar de gerarem imensa riqueza, são incapazes de fazer com que todos os seres humanos sejam beneficiados por essa mesma riqueza. Só a partilha- e não apenas o aumento da riqueza- é capaz de fazer com que as pessoas e povos gozem de forma mais plena de uma qualidade de vida fruto da riqueza gerada.

Em lugar disto, imensas multidões, povos inteiros, continentes, vivendo à mingua devido à ganância que se vai enraizando no coração humano. A ganância de poucos, manifestação da dureza de coração, que concentra a riqueza é a causa da miséria de muitos.

Em nosso país não é diferente. A ganância, a ambição, a corrupção e a compra da consciência das pessoas fazem com que aqueles que deveriam proteger a população e legislar em favor do bem comum acabem, muitas vezes, ajudando a perpetuar e fortalecer uma sociedade com estruturas injustas e desumanas que corroem e destroem a vida das famílias. Aqueles que não zelaram pela saúde da economia da nação querem agora que a sociedade pague pelos seus desmandos com a perda das garantias de seus direitos.

Precisamos acreditar que através da nossa união, fé, amor, oração, coragem, comprometimento, diálogo, comunhão e revisão da realidade conseguiremos mudar toda esta situação.

Nós cristãos, não podemos e nem devemos ficar à margem da luta pela justiça. Ao contrário, devemos nos empenhar na edificação da paz neste nosso mundo marcado por muitas violências e guerras, e, hoje de modo particular, pelo terrorismo, a corrupção econômica e a exploração sexual (Bento XVI Exortação Apostólica pós sinodal Sacramento da Caridade ,78-88). Busquemos unir forças para que juntos lutemos contra a injustiça, a impunidade, o grande descaso com a saúde, a educação, a política, a economia, o trabalho.

Como cristãos, portanto, precisamos nos empenhar no anúncio e construção do Reino de Deus, que começa já aqui, com a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. É na partilha e no amor fraterno, propostos por Jesus, que encontraremos saída rumo às mudanças necessárias para realizar o plano de Deus, onde o ser humano recupere a dignidade do ser imagem e semelhança de Deus e corresponsável na condução de toda Criação (cf. Laudato Si 14).

Por tudo isso, celebrar a Festa de são José Operário neste dia 1o de maio é, para nós da Pastoral do Trabalhador, Pastorais Sociais e toda a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, a reafirmação de nosso compromisso com a Dignidade do trabalhador, a Grandeza do trabalho e com todos os que lutam em favor da dignidade humana.


*Assina esta carta o Vicariato Episcopal Para Caridade Social, juntamente com as Pastorais Sociais da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

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