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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/11/2017

19 de Novembro de 2017

Vigília Pascal: ‘luz que ilumina as trevas’

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19 de Novembro de 2017

Vigília Pascal: ‘luz que ilumina as trevas’

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17/04/2017 17:06 - Atualizado em 17/04/2017 17:06
Por: Priscila Xavier / Giselle Martello / Symone Matias

Vigília Pascal: ‘luz que ilumina as trevas’ 0

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Depois de quarenta dias em jejum, oração e abstinência, a Igreja, enfim, bradou: “Aleluia, Jesus ressuscitou”. Na Arquidiocese do Rio, a celebração da Vigília Pascal, mãe de todas as vigílias, aconteceu na Catedral de São Sebastião, na noite do Sábado Santo, no dia 15 de abril.

A solenidade foi presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta e concelebrada pelos bispos auxiliares pelos bispos auxiliares Dom Antônio Augusto Dias Duarte, Dom Luiz Henrique da Silva Brito, Dom Roque Costa Souza, Dom Joel Portella Amado, Dom Paulo Alves Romão; o bispo auxiliar emérito, Dom Assis Lopes e pelo Vigário Episcopal para a Vida Consagrada, Dom Roberto Lopes.

“Eis a luz de cristo”

Mantendo viva a chama da ressurreição, a liturgia teve início, ainda do lado de fora da Catedral, com o rito da luz, no qual o Círio Pascal recebeu os cravos e foi aceso no fogo novo. A partir dele, os fiéis acenderam as velas e, só então, o cardeal adentrou ao templo, entoando por três vezes “Eis a luz de Cristo”, enquanto os fiéis respondiam “Demos graças a Deus”. Em seguida, foi cantada a Proclamação da Páscoa que anuncia a vitória de Cristo, novo Adão, sobre o pecado e a morte.

Logo depois, teve início a Liturgia da Palavra, na qual a Igreja percorre a História da Salvação através das sete leituras e salmos, do Antigo Testamento, e da Carta de São Paulo aos Romanos e o Evangelho de São Mateus, do Novo Testamento. Foi justamente neste momento que a Igreja entoou o “Glória” e o “Aleluia”, após quarenta dias.

Na homilia, o cardeal ressaltou a importância dos fiéis que tiveram um experiência com o Senhor também se tornarem pequenas velas para iluminar o mundo.

“Aleluia, o Senhor ressuscitou. Este é o grande anúncio dessa noite. Ele é a luz que ilumina as trevas do mundo. Quando acendemos nossas velas, à mesma luz do círio, recebemos a missão de, ao nos encontramos Cristo ressuscitado, luz do mundo, além de nos deixarmos iluminar, também devemos ser pequenas velas que anunciam a luz de Jesus no mundo de hoje, em trevas”, enfatizou.

O cardeal ainda destacou a alegria dos cristãos em celebrar a Páscoa do Senhor e que todos foram escolhidos para serem testemunhas do quanto Deus amou o mundo, a ponto de entregar Seu Filho pela humanidade.

“Essa é a noite mais solene da igreja, momento em que anunciamos ao mundo nossa grande alegria. Nossos corações precisam estar como que explodindo por celebrar a Páscoa do Senhor. Aquele que foi prometido, o Messias, veio ao mundo, deu sua vida por nós, pagou por nossos pecados e está ressuscitado. O que o ser humano mais deseja é compreender a própria vida, ser alguém novo, e isso se cumpre em Jesus Cristo. Somos escolhidos, fomos batizados, para sermos suas testemunhas, para proclamar o quanto Deus amou o mundo que nos enviou seu próprio Filho. Hoje, nos prostramos diante dEle para dizer, tal como os discípulos, ‘eu creio, Senhor’”, acrescentou.

“Da escuridão para a luz”

Após a Liturgia Eucarística, teve início a Liturgia Batismal, na qual foi cantada a Ladainha de Todos os Santos. O cardeal abençoou a água e toda a comunidade renovou suas promessas batismais. Em seguida, a jovem Camile Jennifer, que foi acompanhada pela equipe de Iniciação Cristã da Catedral,recebeu o Sacramento do Batismo, e tornou-se parte do Corpo Místico de Cristo, a Igreja. Na ocasião, Camile recebeu ainda mais dois sacramentos: o do Crisma e o da Comunhão.

O pároco da Catedral, cônego Cláudio dos Santos afirmou que um dos momentos que mais o marcou foi durante o “Glória”, entoado pela comunidade.

“Um dos momentos marcantes foi, justamente, quando a Igreja entoou o ‘Glória’. Essa presença de Cristo ressuscitado trouxe alegria ao coração que, durante 40 dias viveu momentos de reflexão, introspecção. Agora, temos a oportunidade de receber a presença de Jesus, vivo no meio de nós. Foi um momento de muita alegria e fé exultante”, afirmou.

De acordo com o doutor em Teologia Bíblica, padre Pedro Paulo Alves dos Santos as trevas são vencidas na Vigília Pascal e que, na Páscoa, a Igreja se encontra diante do túmulo vazio.

“Entramos na igreja nas condições dos judeus: da escuridão para a luz, conduzidos pelo Círio Pascal, a grande vela, que carrega consigo grandes sinais, sendo o principal ‘Cristo alfa e ômega’. Essa é a marca do tempo litúrgico. Na celebração, o horror das trevas da Sexta-feira Santa foram vencidas. No dia da Páscoa, Cristo não aparece. Encontramos a Igreja diante do túmulo vazio. Somente na Oitava da Páscoa é que Jesus entra no Cenáculo e se mostra aos apóstolos, ainda incrédulos”, explicou.

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Fotos: Gustavo de Oliveira

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