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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/09/2017

20 de Setembro de 2017

Sexta-feira Santa: ‘Por Suas chagas, nós somos curados’

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20 de Setembro de 2017

Sexta-feira Santa: ‘Por Suas chagas, nós somos curados’

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14/04/2017 16:31 - Atualizado em 18/04/2017 16:49
Por: Priscila Xavier

Sexta-feira Santa: ‘Por Suas chagas, nós somos curados’ 0

Sexta-feira Santa: ‘Por Suas chagas, nós somos curados’ / Arqrio

Na Sexta-feira Santa, 14 de abril, não houve celebração de missas, nem administração de sacramentos. Durante todo o dia, as igrejas permaneceram em clima de silêncio, com os altares despidos: sem cruz, castiçais ou toalhas. Às 15h, aconteceu a celebração da Paixão do Senhor, constando de três partes: liturgia da Palavra e a Oração Universal, adoração da Cruz e comunhão eucarística.

No Rio de Janeiro, a celebração arquidiocesana foi realizada na Catedral de São Sebastião, presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta e concelebrada pelos bispos auxiliares Dom Antonio Augusto Dias Duarte, Dom Luiz Henrique da Silva Brito, Dom Roque Costa Souza, Dom Joel Portella Amado, Dom Paulo Alves Romão e o emérito Dom Assis Lopes. Entre os concelebrantes, o pároco da Catedral, cônego Cláudio Santos, e o vigário episcopal para a Vida Consagrada, Dom Roberto Lopes.

Logo no início, em silêncio, Dom Orani se prostrou no chão, diante do altar, como símbolo de humanidade rebaixada, oprimida e, ao mesmo tempo, penitente, que implora o perdão por seus pecados. Enquanto isso, a comunidade permaneceu de joelhos em oração.

Durante a ação litúrgica, Dom Orani lembrou que Cristo Se fez homem, e passou pelas dores humanas justamente para que Seus filhos não desanimassem diante das dificuldades.

“Celebramos a morte de Cristo na cruz, seu sofrimento e sua condenação como inocente. Ele veio para ficar próximo, e ao experimentar o sofrimento humano, ensinou a todos para não desanimar diante das tribulações. A procura por vencer as dificuldades e lutar por um mundo melhor. A certeza da ressurreição é a esperança do cristão, que deve sempre ser renovada”, destacou.

O cardeal ainda lembrou que, quando uma pessoa perdoa o seu próximo, ela é feliz e contribui para a construção de um mundo novo. “Que possamos acolher a redenção, perdoar, a anunciar com alegria e coragem a Boa Nova”, exortou.

Veneração à Santa Cruz

Após as palavras do arcebispo, a comunidade rezou a Oração Universal, na qual a Igreja pede, desde o clero até por aqueles que não acreditam em Deus, mostrando, dessa forma, que a redenção de Cristo na cruz deve atingir toda e qualquer pessoa, sem exceção. Em seguida, deu-se início à veneração da Santa Cruz, na qual a Igreja contempla, de maneira especial, Cristo crucificado.

Dom Orani foi o primeiro a beijar a cruz, seguido dos sacerdotes concelebrantes, diáconos, seminaristas e os fiéis. Nesta ação litúrgica não há oferendas a apresentar ao Pai, não é renovado no altar o sacrifício da cruz, mas se faz a comunhão com o Pão Eucarístico, consagrado na missa de Quinta-Feira Santa. Após a celebração, teve início Via-Sacra pelas ruas do Centro.

Na caminhada com Jesus

A procissão do Senhor morto é um convite para que os cristãos meditem e recordem o sacrifício de Jesus, Sua paixão e morte. Durante as 14 estações, o povo de Deus é chamado a vivenciar, junto ao Filho de Deus, suas dores, sofrimentos e angústias, enquanto espera, ansiosamente, pela ressurreição de Cristo. Esse, certamente, é um momento de muita emoção.

O vigário episcopal do Vicariato Urbano e pároco da Igreja Santa Rita, padre Wagner Toledo, disse que a Via-Sacra é uma oportunidade para interceder por tantas chagas abertas espalhadas pela cidade.

“A Sexta-Feira da Paixão para todos nós é bastante emblemática quando nos deixamos ecoar que ‘por suas chagas somos curados’. Transladar a imagem do Senhor morto, acompanhada pela Virgem das Dores, é uma oportunidade, enquanto povo de Deus, para interceder e suplicar por tantas chagas abertas na vida de nossa gente e em nossa cidade. Cremos que o caminho da fé é o caminho seguro, é o caminho certo, para que o homem, contemplando o Deus que tanto nos amou, reencontre a sua verdadeira identidade”, completou.

Para o pároco da Paróquia Nossa Senhora da Vitória, na Barra da Tijuca, padre Marcelo Araújo, a caminhada recorda o amor de Deus e que a humanidade segue rumo ao céu. 

“Com a procissão do Senhor morto, a Igreja nos recorda o imenso amor misericordioso de Deus, que se fez homem, para trazer a salvação a todo o gênero humano. A procissão lembra que o povo está sempre em caminhada rumo ao céu e que, muitas vezes, encontra nesse caminho percalços, sofrimentos e dificuldades, mas, ainda assim, mantém a esperança e a fé em Jesus Cristo”, contou.

De acordo com o reitor do Seminário de São José, cônego Leandro Câmara, durante a Via-Sacra, pelas ruas da cidade, muitas pessoas se juntam à procissão. Segundo ele, essa também é uma oportunidade para evangelizar. “Mais uma vez realizamos, publicamente, o anúncio da Paixão e da Morte do Senhor através da procissão pelas ruas do Centro e da Lapa, daqu’Ele que deu a vida por nós e nos trouxe a salvação. O mundo precisa deste anúncio. É sobre ele que se fundamenta a esperança de toda a humanidade. Percebemos que, ao longo do trajeto, as pessoas abandonam o que estão fazendo e se agregam à procissão, rezando conosco. Essa também é uma bela ocasião para evangelizar também”, afirmou.

O padre Ramon Nascimento, da Paróquia Pai Eterno e São José, na Cidade de Deus, explicou a importância da participação do povo de Deus durante a Via-Sacra. “A procissão é uma demonstração de fé num mundo cada vez mais disperso. O nosso testemunho diante da sociedade é importante, pois mostra a nossa adesão a Cristo; ela não é um ato litúrgico, mas tem um valor muito grande. Por isso, cada um, em suas devidas paróquias, deve participar com coragem de testemunhar o amor de Deus”, relatou.

O reitor da Basílica Santuário Nossa Senhora da Penha, padre Thiago Sardinha, contou que a Semana Santa sempre é um momento para fortificar e renovar a fé.

“Para mim, ainda leigo em minha paróquia de origem, Nossa Senhora da Cabeça, na Penha, a Semana Santa sempre me motivou a reavivar a chama da fé e a riqueza que temos em nossa Igreja, que é todo o Mistério Pascal de Cristo. Era isso o que me fortalecia. Todos nós precisamos centralizar o motivo pelo qual somos cristãos: Jesus. Dessa forma, tudo se renova, seja nosso trabalho pastoral ou cotidiano”, destacou.

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