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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/09/2017

20 de Setembro de 2017

Missa do Crisma: a renovação das promessas e a unidade da Igreja

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20 de Setembro de 2017

Missa do Crisma: a renovação das promessas e a unidade da Igreja

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13/04/2017 16:20 - Atualizado em 13/04/2017 16:28
Por: Priscila Xavier

Missa do Crisma: a renovação das promessas e a unidade da Igreja 0

Missa do Crisma: a renovação das promessas e a unidade da Igreja / Arqrio

A Quinta-feira Santa traz consigo duas grandes celebrações que marcam o início do Tríduo Pascal, o qual a Igreja vive a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. A primeira delas, a Missa do Crisma,em que a Igreja recorda as instituições da Eucaristia e do sacerdócio, aconteceu ainda pela manhã, na Catedral de São Sebastião, no Centro, no dia 13 de abril.

A celebração foi presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta e concelebrada pelos bispos auxiliares Dom Antônio Augusto Dias Duarte, Dom Luiz Henrique da Silva Brito, Dom Roque Costa Souza, Dom Joel Portella Amado, Dom Paulo Alves Romão; o bispo auxiliar emérito, Dom Assis Lopes e pelo Vigário Episcopal para a Vida Consagrada, Dom Roberto Lopes.

A missa contou com a presença de mais de 400 padres, dentre eles, também estiveram presentes os Vigários Episcopais dos sete Vicariatos da Arquidiocese, além diáconos, seminaristas menores, propedêuticos, maiores e missionários.

Na homilia, Dom Orani destacou as profanações da eucaristia que têm acontecido nos tempos atuais. Segundo ele, a resposta da Igreja para tal situação é uma celebração bem presidida pelos sacerdotes.

“Neste dia em que a Igreja institui a Eucaristia quero lembrar que ultimamente temos visto algumas profanações do sacramento nas paróquias e capelas. A cada semana, temos acompanhado notícias de grupos religiosos que utilizam nosso símbolo, o modo como celebramos, para falar sobre situações de maldição. Por isso, a nossa resposta a esses grupos ou, até mesmo, pessoas que perderam o zelo pela eucaristia, é celebrarmos cada vez melhor e valorizarmos o sacramento, de tal maneira que o nosso respeito contagie as pessoas e que elas percebam o quanto importante é Cristo, presente na comunhão”, destacou.

O cardeal ainda agradeceu pela vocação de cada sacerdote e ressaltou a importância dos padres para a sociedade.

“Levaremos, para sempre, essa marca da imposição das mãos ungidas. Agradeço a Deus pela vida de cada padre que gasta seu tempo, sua saúde, para o bem do povo de Deus, levando adiante essa bela missão, muito importante para a sociedade que vive num mundo tão confuso, de tantas ideologias, corrupção e escândalos. Sem dúvidas, a missão do sacerdote para os dias de hoje é um grande sinal de unidade entre a religião e a pregação do Evangelho de Cristo, colocando-o sempre no centro da vida”, acrescentou.

BÊNÇÃO DOS ÓLEOS E RENOVAÇÃO DAS PROMESSAS

Na celebração, também chamada de Missa dos Santos Óleos, o arcebispo abençoou os óleos que serão usados durante todo o ano litúrgico nos sacramentos do Crisma, da Unção dos Enfermos e do Batismo. Ao fim da missa, cada vigário episcopal, junto a um representante, foi ao presbitério para receber o óleo catecúmeno que será distribuído entre as paróquias de sua respectiva região.  

Segundo o doutor em Teologia Bíblica, padre Pedro Paulo Alves dos Santos, os santos óleos acompanham os fiéis em toda a trajetória de vida, desde o nascimento até a morte. Ainda de acordo com ele, a distribuição pelas mãos do bispo é um sinal da caridade episcopal.

“A Igreja não só narra permanentemente a ação de Cristo e a sua doutrina, mas também aplica sua ação Pascal aos fiéis em todo o percurso da vida humana: desde o nascimento, com o óleo do Batismo, à maturidade cristã, a partir do óleo do Crisma, até o momento delicado da fragilidade humana, quando recebe a Unção dos Enfermos. Dessa forma, o bispo garante que, pelo sopro e a distribuição, cada fiel cristão, nas mais distantes realidades, receberá os sacramentos. É um gesto da caridade episcopal para toda a arquidiocese”, explicou.

Na ocasião, os sacerdotes também renovaram seus votos sacerdotais. De acordo com o pároco da Catedral de São Sebastião, cônego Claudio Santos, afirmou que a celebração é uma oportunidade para que os sacerdotes renovem o desejo de servir a Deus e aos irmãos.

“A preparação para essa semana me deu a oportunidade de perceber, ainda mais, o valor do chamado que Deus me fez, de sempre me colocar à disposição do Senhor. Então, quando isso acontece, esse desejo precisa ser a cada dia renovado. Creio que o desejo de cada sacerdote é servir a cada pessoa, vendo nela o próprio Cristo”, destacou.

Cerimoniário de Dom Orani, padre Márcio Luiz da Costa destacou a união promovida pela celebração, uma vez que todo o clero se reúne, junto aos fiéis, para renovar os votos.

“Essa é a grande celebração da unidade presbiteral em que todos os padres estão unidos ao bispo, formando esse grande corpo que é a Igreja. Nesta belíssima cerimônia em que nos vemos manifestada essa unidade tão querida por Jesus, para que todos sejam um. Somos convidados a abrir a Semana Santa celebrando tanto a instituição do sacerdócio quanto a instituição da Eucaristia, olhando para a nossa vocação, para o nosso sim e para o nosso chamado sacerdotal. Grande é a importância para todos nós em participar desses momentos”, ressaltou.

A unidade da Igreja também foi reforçada pelo pároco da Igreja de Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma, padre Thiago Azevedo.

“A celebração nos traz uma característica que penso ser fundamental: a expressão visível da unidade do presbitério, na qual todos nós, sacerdotes, nos reunimos em torno de nosso pastor para ali renovarmos as nossas promessas. Acredito que esses aspectos são fundamentais dentro do contexto da celebração da Missa do Crisma”, sublinhou.

MONSENHOR VITORINO

Antes da bênção final, Dom Orani apresentou padre Vitorino Vegini como mais novo monsenhor da Arquidiocese do Rio, título que recebeu no dia 7 de abril, por ocasião do Jubileu de 50 anos de sacerdócio, celebrado no dia 17 de dezembro de 2016.

Monsenhor Vegini descobriu a vocação ainda criança e, aos 12 anos, ingressou no Seminário Rio do Oeste, em Santa Catarina. Em 1962, foi à Turim, na Itália, através do Instituto Missões Consolata, e foi ordenado sacerdote em 17 de dezembro de 1966, na Catedral de Turim.  

De volta ao Brasil, foi incardinado na Arquidiocese do Rio no dia 5 de outubro de 1976 e assumiu a Paróquia São José Operário, em 18 de janeiro de 1980, onde permanece até hoje.

Fotos: Gustavo de Oliveira

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