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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/08/2017

19 de Agosto de 2017

Card. Hummes: "É triste a realidade dos indígenas, de Norte a Sul do país"

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19 de Agosto de 2017

Card. Hummes: "É triste a realidade dos indígenas, de Norte a Sul do país"

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12/04/2017 14:07 - Atualizado em 12/04/2017 14:08
Por: Rádio Vaticano

Card. Hummes: "É triste a realidade dos indígenas, de Norte a Sul do país" 0

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O número de indígenas que moram em áreas urbanas brasileiras está diminuindo, mas crescendo em aldeias e no campo. O percentual de índios que falam uma língua nativa é seis vezes maior entre os que moram em terras indígenas do que entre os que vivem em cidades.

As conclusões integram o mais detalhado estudo já feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre os povos indígenas brasileiros, baseado no Censo de 2010 e lançado nesta semana.

Segundo o instituto, há cerca de 900 mil índios no Brasil, que se dividem entre 305 etnias e falam ao menos 274 línguas. Os dados fazem do Brasil um dos países com maior diversidade sociocultural do planeta.  

Como anda a evangelização dos indígenas no nosso país? E principalmente, como estão vivendo estes povos, do Norte ao Sul? As comissões episcopais para a Ação Missionária e para a Amazônia, em parceria com a Comissão Bíblico-Catequética e a Pastoral para a Liturgia, decidiram avaliar o tema. Indígenas, missionários/as indigenistas, padres e padres indígenas, bispos e arcebispos do Brasil que contam com a presença de povos indígenas nas prelazias, dioceses e arquidioceses se reuniram em Brasília (DF), nos últimos dias de março, para refletir sobre a evangelização dos e entre os povos indígenas do Brasil.

Em entrevista a RV, falou o Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da Comissão para a Amazônia e da REPAM, Rede Eclesial Pan-amazônica.
Ouça-o:

“É muito diferenciada a situação dos indígenas, como também a problemática em termos de evangelização: o que se está fazendo, de que modo se está fazendo ou não se está fazendo, etc. É uma problemática sob certos aspectos preocupante. Os próprios indígenas dizem que ‘a Igreja tem que estar mais presente’”.

“A Igreja acabou aos poucos perdendo o contato com as comunidades indígenas, e não há mais praticamente padres que moram dentro das comunidades, em suas áreas. Apenas vão e voltam. Isso torna muito difícil a sua caminhada católica, por causa da invasão das igrejas evangélicas e neopentecostais que estão muito agressivamente entrando nestas comunidades, por todo lado. Temos perdido muitas comunidades indígenas que passaram para as igrejas evangélicas”.

“Precisamos retomar muito mais intensamente e em novas formas a evangelização dos indígenas. Pelo Brasil afora, às vezes estão em situação muito pior do que os indígenas na Amazônia, sobretudo em termos sociais e econômicos. Enfim, há áreas grandes, onde existem algumas comunidades, inclusive no Sudeste, no Paraná, por exemplo, que vivem em acampamentos. Ao lado da estrada, vivem uma pobreza muito grande: subnutrição, doenças, falta de assistência… a assistência religiosa acaba sendo muito precária. Notamos que há situações extremamente necessitadas de uma atuação urgente em favor dos indígenas, seja em terras demarcadas, seja em outras situaçõesA situação daqueles que vivem às beiras das estradas é muito triste”. 

Foto: ANSA

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