Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/11/2017

19 de Novembro de 2017

Presidência do Regional Leste 1 reúne-se com os representantes de Pastorais e movimentos

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19 de Novembro de 2017

Presidência do Regional Leste 1 reúne-se com os representantes de Pastorais e movimentos

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13/03/2017 11:09 - Atualizado em 13/03/2017 11:25
Por: Flávia Muniz

Presidência do Regional Leste 1 reúne-se com os representantes de Pastorais e movimentos 0

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Realizou-se, na manhã do dia 6 de março, a primeira reunião da Presidência do Regional Leste 1 com os representantes regionais de movimentos e pastorais. Como em todos os anos, a reunião aconteceu no 6º andar do Edifício João Paulo II, na Glória. Estavam presentes o arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro e presidente do Regional Leste 1, Cardeal Orani João Tempesta; o arcebispo de Niterói e vice-presidente, dom José Francisco Rezende Dias; o bispo de Duque de Caxias e secretário executivo, dom Tarcísio Nascentes dos Santos, e o secretário adjunto, padre Márcio Luiz da Costa. Entre os representantes leigos do Regional estiveram os coordenadores da Pastoral Familiar, Pastoral da Educação, Ensino Religioso, Sobriedade, Pastoral da Comunicação, Pastoral Universitária, Pastoral da Juventude e Pastoral da AIDS.

A reunião abrange toda uma manhã, durante a qual é proposto sempre um ou alguns temas, após o que são ouvidos os representantes das pastorais, seus avisos, seus recados e suas questões, como explicou Dom Orani: “No dia de hoje os assuntos que nós colocamos para discussão foram: o documento “Misericordia et misera” , isto é, a continuidade do legado do Ano da Misericórdia; e o Documento Preparatório para o sínodo da Juventude “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. É um momento de muita comunhão, de unidade, em que toda pastoral, todo movimento, ao nível do Regional Leste 1, pode compartilhar suas preocupações, e esse é o momento mais rico de toda reunião”, disse.

Na qualidade de Presidente do Regional Leste 1, Cardeal Tempesta abriu a reunião, saudando a todos por mais um encontro de partilha, escuta e propostas para os trabalhos do Regional neste ano de 2017. Recordou que esse primeiro encontro acontecia no âmbito da Quaresma e das motivações da CF/2017, da conjuntura política, social e econômica que atravessa o país e do advento do Sínodo dos Bispos sobre a juventude, que acontecerá em outubro de 2018 e cujo Documento Preparatório seria apresentado ali, minutos após, aos presentes. Em seguida, dom Orani pediu que dom José Francisco iniciasse a oração da Hora média, que foi rezada em dois coros.

Misericordiados para caminhar juntos e servir sob o poder da cruz

O vice-presidente do Regional, dom José Francisco, apresentou um consistente resumo da Carta Apostólica “Misericordia et Misera”, do Papa Francisco, publicada por ocasião do encerramento do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, em 20 de novembro de 2016. À luz do documento, partindo da proposição de Santo Agostinho sobre o encontro entre Jesus (a Misericórdia) e a adúltera (a Mísera), narrado no Evangelho de São João (Jo 8, 1-11), dom José Francisco destacou em sua exposição que o Ano Santo foi uma visita do Senhor no nosso meio, através da qual a Igreja experimentou o dom e o mandato do Senhor a respeito do perdão. E isso ilumina a conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, indicando o caminho que a Igreja é chamada a percorrer daí em diante: a misericórdia deve continuar a ser celebrada e vivida numa dupla dimensão: da piedade e da justiça divina. Percorrendo os trechos do documento, dom José Francisco animou os coordenadores presentes, elucidando os pontos fortes, como a instituição do Dia Mundial dos Pobres – a ser celebrado no XXXIII Domingo do Tempo Comum – e aportando à exortação final do Papa: “Não poderá haver justiça nem paz social enquanto Lázaro jazer à porta de nossa casa” (Lc 16, 19-21).

Ao final de sua exposição, Dom José Francisco fez um apelo aos presentes, dizendo que “este texto deve ser rezado e conhecido, aprofundado nas comunidades, como um distintivo da Misericórdia em nossas ações pastorais”, concluiu o vice-presidente.

Em seguida, abriu-se um momento para perguntas e esclarecimentos e, logo após, dom Orani passou a palavra ao secretário executivo, Dom Tarcísio Nascentes, que apresentou um resumo do Documento Preparatório (Doc. 33) à XV Assembleia Geral Ordinária, com o tema “Os jovens,a fé e o discernimento vocacional”. Antes, porém, dom Tarcísio contextualizou os presentes na história dos Sínodos, recordando a expressão de São João Crisóstomo usada pelo Papa Francisco: ” ‘Igreja’ e ‘Sínodo’ são sinônimos” (‘Ek-klesia’, significando ‘convocação’, ‘reunião’; ‘syn-odós’, significando ‘caminho em comum’). Para dom Tarcísio, o Papa “relançou a sinodalidade como’dimensão constitutiva da Igreja’ e convidou a ler e compreender nesta luz ‘o próprio mistério hierárquico'”. Com efeito, para dom Tarcísio, o Papa contempla o Sínodo dos Bispos como “ponto de convergência daquele ‘dinamismo de escuta’ que, partindo do povo de Deus, passa através dos pastores e culmina no bispo de Roma”.

Nesse sentido, postula o Papa que a Igreja “mais não é do que um caminhar junto”, sob a dinâmica do serviço e com o poder da cruz: “Na Igreja é necessário que ‘alguém se abaixe’, para se colocar ao serviço dos irmãos ao longo do caminho”. Dom Tarcísio demonstrou que Francisco “evoca a imagem da ‘pirâmide invertida’, onde o ‘vértice’ se encontra debaixo da base”, de forma que, no serviço ao povo de Deus “cada bispo se torna, para a porção do rebanho que lhe é confiado, vicarius Christi, vigário daquele Jesus que, na última ceia, se inclinou para lavar os pés dos apóstolos” e, dentre estes, “o próprio sucessor de Pedro é unicamente o servus servorum Dei”. Disso deriva que “para os discípulos de Jesus a única autoridade é a do serviço, o único poder é o poder da cruz”, destacou dom Tarcísio.

Na sequência, entregou aos presentes uma cópia do resumo e das orientações do Documento Preparatório para a XV Assembleia Geral do Sínodo, apresentado em 13 de janeiro deste ano. Este documento, segundo dom Tarcísio, consiste na “consulta de todo o Povo de Deus, com a finalidade de reunir informações acerca da condição odierna dos jovens nos vários contextos em que vivem, com vistas à elaboração do “Instrumentum laboris'”.

Terminadas essas explanações, Cardeal Tempesta deu a palavra aos coordenadores regionais que expuseram cada qual suas observações sobre os temas abordados anteriormente e apresentaram as ações propostas para o ano de 2017 dos segmentos que representavam.

Muitas foram também as preocupações e apelos apresentados pelos representantes ao Presidente. A Pastoral da Sobriedade e da AIDS apontaram o preconceito que sofrem por parte do clero e a relevância do papel da juventude para atuar nessas pastorais de forma educativa e preventiva. Para isso, pediram apoio da Presidência junto ao clero e propuseram mais interação dessas pastorais com a Pastoral da Juventude e Pastoral Universitária.

Desafios e anseios das pastorais e movimentos

É próprio da natureza dessa reunião ser momento de partilha fraterna das experiências, ideias e iniciativas. Em torno da Presidência do Regional Leste 1 os representantes fortalecem a comunhão, a unidade e a eclesialidade, por meio da exposição franca dos problemas e desafios encarados no exercício do apostolado.

Segundo a coordenadora regional da Pastoral da Sobriedade – Sônia Teresa – “a grande dificuldade está em certos padres que não aceitam a nossa pastoral, não raro, por preconceito, achando que nós vamos levar traficantes para dentro da igreja; eles acham que levaríamos as pessoas da igreja a risco. Na verdade, se a gente parar e pensar, 99% das pessoas que se assentam nos bancos das igrejas têm algum tipo de dependência: são vícios e pecados que nós, na Pastoral, estamos aptos a tratar”. Para ela, a juventude tem muito a contribuir com a Pastoral da Sobriedade, de forma preventiva (atuando na Iniciação Cristã), como também nos ambientes onde a juventude está mais vulnerável às compulsões (no meio universitário e na ” balada”, por exemplo). A coordenadora defendeu a proposta de ações integradas entre a Pastoral da Sobriedade e outras, como: a Pastoral Familiar, da Educação, do Ensino Religioso e, sobretudo, Pastoral Universitária, a Pastoral da Juventude, Pastoral do Menor e da AIDS, a qual também sofre, ainda hoje, com o preconceito por parte de setores do clero e do laicato.

As Pastorais da Educação e Ensino Religioso concordam que a atenção dada pela Igreja com o Sínodo para a juventude é um excelente e oportuno momento para a atuação nestes segmentos: “Nós tivemos a JMJ, nós sabemos a importância dos jovens, e devem ser respeitados pela Igreja enquanto agentes de pastoral. E esse documento é mais uma luz no fim do túnel para mostrar que a JMJ deixou um legado”, declarou Maria Beatriz Leal, coordenadora regional do Ensino Religioso. Segundo ela, Pastorais afins e todas em comum devem ser ‘sinodais’, no acepção do termo, isto é, devem “caminhar juntas”.

Semelhante pensamento expressou Sérgio Maia, Coordenador da Pastoral da Educação, que definiu esta como um grande “guarda-chuva”, dentro do qual se “abrigam” várias outras, tais como: a Pastoral Familiar, Pastoral do Menor, a Pastoral da Juventude, a Pastoral Universitária e Escolar: “Tudo acaba convergindo para a Educação. Então, é preciso reunir tudo numa ideia só, que é resgatar e fortalecer a Educação. Nós estamos muito preocupados, também, com a escola católica, que está vivendo um momento dramático.” Em relação ao estudo do Documento Preparatório, declarou que “o Sínodo sobre a juventude é impar, é único, muito bem-vindo e era inimaginável, porque a juventude está carente de atenção da Igreja, todos os setores estão, mas a juventude está precisando ver uma Igreja mais misericordiosa com ela”, observou Sérgio Maia.

Leda Alves, representante arquidiocesana da Pastoral da Juventude, manifestou sua alegria por esse momento em que a Igreja e o Papa se inclinam, para contemplar mais de perto a atual realidade e os anseios da juventude, como também os da Igreja em relação a esta: “Com o sínodo, surge a esperança de que se possa rever a atuação do jovem dentro da Igreja, não só numa perspectiva de futuro, mas como uma realidade no presente, como um agente transformador, não só dentro da Igreja, mas fora dela também, na sociedade. Saber que o Papa quer “parar” e pensar na dimensão vocacional da Juventude é fundamental, até para o futuro da Igreja. Mas ele está olhando não só o futuro, quer que os jovens se preparem enquanto cristãos e cidadãos, no presente, tendo em vista o futuro. Pensar a juventude somente como ‘futuro’ é ficar indiferente ao presente dela, ao seu ‘agora’. A juventude é estratégica na renovação da Igreja. Então, o sínodo será fundamental para que, de uma maneira mais madura, a Igreja possa “parar” e “olhar” o jovem como uma realidade presente e muito concreta, de fato um agente transformador na Igreja e no mundo”, concluiu.

Em resposta a todas as colocações, Cardeal Tempesta esclareceu que o Regional não se sobrepõe às dioceses, mas promove uma articulação, de forma que não se pode obrigar as dioceses a aceitarem as pastorais. Dom Orani reconheceu haver preconceitos e ressaltou “a importância do diálogo, para a conscientização e aceitação, e da partilha, para um somatório de forças”, disse.

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Foto: Carlos Moioli

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