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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 27/05/2017

27 de Maio de 2017

Canção Nova: 25 anos de missão no Rio

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27 de Maio de 2017

Canção Nova: 25 anos de missão no Rio

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10/03/2017 12:34 - Atualizado em 10/03/2017 12:34
Por: Raphael Freire / Leonan Nicolas

Canção Nova: 25 anos de missão no Rio 0

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Inspirados pelas palavras do Papa Francisco, que desde o início de seu pontificado vem exortando os movimentos eclesiais e as novas comunidades a preservarem o frescor do carisma, sabendo respeitar a liberdade dos outros e procurando a comunhão, a Comunidade Canção Nova celebrou, no dia 4 de março, na Basílica Santuário de São Sebastião, na Tijuca, os 25 anos de missão e evangelização no Rio de Janeiro.

Presidida pelo fundador da comunidade e presidente da Fundação João Paulo II, mantenedora do Sistema Canção Nova de Comunicação, monsenhor Jonas Abib, a missa foi concelebrada por sacerdotes da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, e marcou também a expectativa para a comemoração dos 40 anos de evangelização da Canção Nova, a ser celebrada em 2 de fevereiro de 2018.

Jubileu

Com 53 anos dedicados ao sacerdócio, monsenhor Jonas Abib refletiu sobre o evangelho do dia (Lc 5,27-32), destacando os sinais concretos de conversão dentro do tempo litúrgico da Quaresma. Ele recordou o jubileu dos 50 anos da Renovação Carismática Católica (RCC) e o desejo do Papa Francisco em participar desta celebração, ressaltando a figura do então arcebispo, Cardeal Eugenio Araujo Sales, que, em março de 1992, abriu as portas para os seis primeiros missionários da Canção Nova, que tinham como missão apresentar o carisma da comunidade para as paróquias e movimentos da Arquidiocese do Rio. 

Tempo novo

Nascido na Cidade Maravilhosa e fruto da missão, o sacerdote da Comunidade Canção Nova, padre Wagner Ferreira da Silva, também testemunhou o início do trabalho de evangelização no Rio, e profetizou um novo tempo para a comunidade em terras fluminenses. 

“É tempo novo, tempo de novo ardor, tempo de uma nova missão da Canção Nova no Rio de Janeiro, onde os membros da comunidade devem ter a coragem de ir às periferias, não apenas geográficas, mas nas periferias existenciais do povo carioca, como diz o Papa Francisco. Agora vocês vão partir do zero; agora é hora de um tempo novo da Canção Nova no Rio de Janeiro. Com toda essa Igreja maravilhosa do Rio, vamos juntos como Levi e tocados pela misericórdia de Deus. Que possamos expressar e levar a misericórdia do Senhor aos nossos irmãos e irmãs que vivem nas periferias existenciais. Coragem, esperança, alegria, determinação, porque fizemos muito pouco, e agora é a hora de transbordarmos a misericórdia de Deus na Igreja de São Sebastião do Rio de Janeiro”, motivou padre Wagner.

Missionários   

Reconhecida junto à Santa Sé, a Canção Nova conta com membros experientes na missão, como a goiana de Itumbiara Silvia Helena Gonzaga, que vive o carisma da comunidade há mais de 25 anos. Casada e mãe de duas filhas, a missionária está pela segunda vez atuando em prol da evangelização no Rio de Janeiro.

“Morava em Itumbiara e fui a um encontro em Goiânia que contou com a presença do padre Jonas. Quando ele explicou que os jovens poderiam evangelizar o mundo levando a alegria de ser filhos de Deus, eu amei aquela possibilidade. Ele dizia que havia um jeito novo de comunicar Jesus e que a alegria e jovialidade faria a diferença para mostrar Deus amoroso e paterno. Sinto que correspondo ao amor de Deus ao dar o meu ‘sim’, e realizo-me dando a minha vida na missão de evangelizar. Sinto que estou fazendo a minha parte na construção da Igreja”, disse Silvia.

A missionária, que participou do início da Canção Nova no Rio de Janeiro, também avaliou a atuação da comunidade nesses 25 anos. “A Canção Nova no Rio tem buscado somar os esforços de evangelização da Igreja local. Busca também, através do seu carisma, inflamar os corações dos fiéis para que vivam o seu chamado batismal. Além disso, trabalha com aconselhamento, oração, pregações, dando acolhida aos que sofrem, animando, e assim vai fortalecendo a fé católica. A comunidade me ensinou a acreditar no ser humano, lutar pelos que sofrem, animar os abatidos, a cuidar daqueles que precisam de mim, espalhando a esperança”, contou.

Busca do Reino

Já a celibatária Genilda Oliveira da Silva, de 59 anos, é fruto da missão no Rio de Janeiro, e já tem 20 anos de Canção Nova. A missionária conheceu a comunidade quando ela chegou na Paróquia Imaculada Conceição e São Sebastião, no Engenho de Dentro.

“Eu via os jovens ativos, e a princípio me assustei um pouco, mas depois fui me acostumando e me aproximando. Estava atuando em algumas pastorais e movimentos de minha paróquia quando comecei a sentir que eu poderia ter algo a mais na minha vida. Algo me incomodava; eu achava que estava fazendo pouco. Um dia, um dos consagrados me convidou a pensar sobre fazer discernimento; eu falei que não era o caso, mas, posteriormente, pensei e alguns meses depois falei pra ele que eu gostaria de fazer o caminho para a comunidade. Ingressei, e pra mim é uma grande graça de Deus, não me vejo fora da comunidade. Espiritualmente eu morreria se saísse da Canção Nova”, afirmou.

Genilda reforçou ainda a importância de ouvir o chamado de Deus e realizar aquilo que é vontade do Pai. “Aprendi com a Canção Nova e com o monsenhor Jonas a buscar cada vez mais o Reino de Deus não só para mim, mas para todos que estão a minha volta. Para você que pensa em fazer o discernimento, faça aquilo que é da vontade de Deus, não faça as suas próprias vontades, nem a vontade da Canção Nova. Por isso mesmo, nós não temos o hábito de ficar chamando, persistindo e insistindo para que os fiéis façam os encontros de discernimento. É importantíssimo pensar e ouvir Deus para compreender se realmente ali é o seu lugar. Se for de fato, você viverá bem”, ressaltou a missionária.

Grande família

Uma das mais jovens da turma, Gracielle Reis, ingressou na comunidade em 2009, mas já realizou missão na sede da Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP), Queluz (casa de formação inicial da etapa do discipulado), Brasília e, atualmente, serve no Rio de Janeiro. Com entusiasmo e alegria, ela destacou o que significa fazer parte dessa grande obra de Deus. “Fazer parte da família Canção Nova significa estar numa família que deseja viver e anunciar que é possível formar homens e mulheres novos para um mundo novo! Renovando o encontro pessoal com Jesus, batismo no Espírito Santo e a espera ativa pela segunda vinda de Cristo. Por meio dos princípios da nossa comunidade, queremos ser sinal de que é possível viver a castidade, a pobreza e obediência, cada um no seu estado de vida e forma de pertença. Somos uma família composta por leigos, solteiros, casados, sacerdotes e celibatários. Temos muitos limites, somos humanos e pecadores, como todos, mas queremos dar uma resposta diferente”, explicou.

Sobre a continuidade da missão, ‘Graci’, como é conhecida, pontuou. “São 25 anos de muitas graças e muitos desafios também! Desde o início, o povo carioca sempre foi muito generoso e acolhedor com a Canção Nova. Isso foi o que facilitou para que os missionários sempre se sentissem em casa. Principalmente, os de comunidade de vida que, antes de virem, sentem aquele medo de vir para uma cidade grande, mas depois se apaixonam pelo lugar e pelo povo! São 25 anos de muitas atividades já realizadas, por meio de encontros, eventos, TV, rádio, loja, grupos de oração. Mas a marca principal e o que permitiu a Canção Nova Rio prosseguir foi o amor do carioca pela comunidade. Ser Canção Nova é bom demais! É testemunhar com a própria vida a busca de santidade, e mostrar que é possível viver de forma diferente. É olhar para o outro, para os irmãos, para o povo e, em tudo, estar unido, na alegria e na tristeza e, assim, dizer como o nosso fundador: “Aguenta firme!”, concluiu.

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Fotos: Emilton Rocha

 

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