Arquidiocese do Rio de Janeiro

27º 22º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 27/04/2017

27 de Abril de 2017

“Rio volta a ser triste. Capa de terror sobre as favelas”, diz manchete de Avvenire

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

27 de Abril de 2017

“Rio volta a ser triste. Capa de terror sobre as favelas”, diz manchete de Avvenire

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

03/03/2017 17:44 - Atualizado em 03/03/2017 17:45
Por: Rádio Vaticano

“Rio volta a ser triste. Capa de terror sobre as favelas”, diz manchete de Avvenire 0

temp_titleFav_03032017174110

Em reportagem especial e de capa desta sexta-feira, 3 de março, no jornal católico italiano Avvenire, o Rio de Janeiro figurou com a foto principal ao abordar a grande crise na cidade. “Rio volta a ser triste. Capa de terror sobre as favelas”, anunciava a manchete da correspondente Lucia Capuzzi. 


A reportagem repropõe a triste realidade do recrutamento de crianças e adolescentes ao narcotráfico, que seguem uma “hierarquia criminal” na favela do Complexo da Maré, norte do Rio, que tem 150 mil habitantes e 17 comunidades: os pequenos vão mudando de função à medida que crescem. Segundo a matéria, à diferença das máfias do México e da Colômbia, os traficantes cariocas não exportam para os EUA e para a Europa: o comércio deles se limita ao mercado interno, aos turistas e moradores de Copacabana e Ipanema que frequentam as favelas para consumo particular.

Os favelados hoje compreendem 1,7 milhão de pessoas, um terço da população à mercê dos traficantes que impõem a sua lei criminal perante as comunidades: 1% daqueles que vivem nas favelas está envolvido no comércio e, o restante, vira refém da realidade. Confrontos entre grupos rivais pelo domínio do espaço, com registro de mortes, são frequentes e acontecem ao menos duas vezes por mês nas favelas.

O plano do governo de “reconquista” do território, com a chegada do exército para manter a segurança e preparar o terreno para a “polícia da paz”, tinha recuperado 264 comunidades. As autoridades instalaram unidades em 38 complexos, mas o que se registra atualmente nas “favelas pacificadas” são os dados da violência: os homicídios cresceram em 20% no Estado.

Segundo explica um especialista em segurança da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Ignácio Cano, “em primeiro lugar, a escalada é um ‘efeito colateral’ da crise. Os policiais, como os outros funcionários públicos, estão sendo pagos com atraso, não receberam o décimo terceiro salário, os extras foram interrompidos”. Robson Silva, chefe do projeto de pacificação entre 2010 e 2011 afirma que, “aos cortes, se somam problemas estruturais. As unidades deveriam ser o ponto de partida para reformar profissionalmente a polícia e lutar contra a corrupção. Mas isso não aconteceu”.

Sem um investimento social para dar oportunidade a quem deixasse o crime, agora, com a crise, cada vez mais pessoas caem na rede do narcotráfico carioca. “Muito porque eles estão intensificando o recrutamento, sobretudo dos meninos”, diz Monsenhor Luiz Antônio Lopes Pereira, coordenador da Pastoral das Favelas.

Uma das respostas corajosas à triste realidade dos favelados está na criação do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (Ceasm) que, desde 1997, oferece cursos gratuitos para ajudar os jovens nos estudos de ingresso às universidades. A entidade conta com 17 professores, todos voluntários, que auxiliam os estudantes: de um grande grupo de 1400 alunos, 80% já conseguiu entrar numa faculdade.

Foto: Rádio Vaticano

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.