Arquidiocese do Rio de Janeiro

28º 22º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 16/11/2019

16 de Novembro de 2019

Lançado oficialmente o tema da Campanha da Fraternidade 2017 na Arquidiocese do Rio de Janeiro

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16 de Novembro de 2019

Lançado oficialmente o tema da Campanha da Fraternidade 2017 na Arquidiocese do Rio de Janeiro

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21/02/2017 17:35 - Atualizado em 22/02/2017 13:49
Por: Flávia Muniz

Lançado oficialmente o tema da Campanha da Fraternidade 2017 na Arquidiocese do Rio de Janeiro 0

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No último sábado, dia 18 de fevereiro, o arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, realizou o anúncio oficial da Campanha da Fraternidade 2017, na Arquidiocese, com a celebração da Santa Missa, no auditório do Edifício João Paulo II, na Glória. Concelebraram: o bispo auxiliar, Dom Joel Portella Amado; o vigário episcopal para a Caridade Social, Cônego Manuel Manangão; o vigário episcopal adjunto para a Caridade Social, Padre Marcos Vinício Miranda Vieira, entre outros padres concelebrantes.

Na saudação inicial, Dom Orani esclareceu que a celebração era um ato solene de lançamento oficial, na Arquidiocese do Rio, do tema da Campanha da Fraternidade 2017, "Biomas brasileiros e defesa da vida", e cujo lema é: "Cultivar e guardar a criação". Segundo o arcebispo, a cada ano a Igreja do Brasil propõe um tema para reflexão e conversão quaresmal, que deve se traduzir também em atitudes concretas de reconciliação, de perdão e de mudança de vida, o que, para os cristãos, têm sempre consequências sociais.

"Quando nós lançamos a Campanha da Fraternidade para nossa Arquidiocese, isso é o resultado de várias atividades que tivemos antes da celebração desta Eucaristia; tivemos a oportunidade, pelos vicariatos e pelo Fórum de todas as pastorais sociais, de expor os assuntos sobre o tema da Campanha da Fraternidade, de forma que algumas conclusões sobre o "agir" da Campanha da Fraternidade já foram discutidas. Hoje é um dia solene, em que nós recolhemos tudo aquilo que foi conversado, discutido e, ao mesmo tempo, colocamos como que o nosso direcionamento para esse próximo tempo, que não se encerra apenas com os quarenta dias de quaresma", afirmou.

Dom Orani ressaltou que o tema da CF é sempre muito abrangente, que supõe uma conversão, uma mudança de mentalidade e uma continuidade, nesse caso, na questão que o Papa Francisco levanta na Encíclica "Laudato si', sobre o cuidado com a "casa comum".

Na homilia, Cardeal Tempesta traçou um contraponto entre o evangelho da transfiguração e a perspectiva da quaresma:

"Diante desse mundo em mudança, em transformação, em que nós vamos vivendo e somos chamados a dar respostas concretas, a Palavra de Deus, que nós ouvimos hoje, nos fala que, do lado dos cristãos, do lado da Igreja, todo o trabalho social é consequência da sua fé: em quem nós acreditamos, como nós acreditamos. Pelo fato de crer e, ao mesmo tempo, na época da Quaresma estarmos mudando de vida, nós temos algumas atitudes que vão se convertendo", disse.

Para o arcebispo, "nós somos chamados a ver, pela fé, que Jesus Cristo é o Verbo Filho de Deus, a quem devemos ouvir". Nesse sentido, somos chamados, pela fé, a enxergar os acontecimentos e a viver nossa vida com coerência; na vida de comunidade, na nossa unidade enquanto a Igreja: "nós não podemos agir e tomar decisões, fazer coisas, sendo desunidos entre nós". Dom Orani alertou também que "somos chamados a anunciar que tenhamos atitudes diferentes em relação à sociedade, à própria humanidade em que vivemos, de forma a suscitar questionamentos na sociedade". Todavia, ressaltou que seria uma incoerência dos cristãos suscitar questionamentos, se não estivessem sendo os primeiros a fazer.

"A quaresma traduz isso com muita clareza: a vida de conversão é voltar ao seu batismo,  e é por causa disto que nós vamos ter atitudes de reconciliação com o outro, de perdão para com o outro; de ir ao encontro do próximo, de amar o inimigo, de conviver com aquele que é diferente; de nos respeitarmos mutuamente. Todos esses aspectos fazem parte da vida de conversão que os cristãos são chamados: ter atitudes diferentes e suscitar atitudes diferentes", ressaltou o Cardeal.

Para Dom Orani, "toda a questão social, econômica e ética ao nosso redor nos fala realmente da necessidade de uma vida de conversão. Começando por nós mesmos, pelos fatos que aparecem cada vez mais faustosamente, mas demonstram uma sociedade doentia, uma sociedade que necessita de uma conversão muito grande."

Cardeal Tempesta continuou explicando que a Igreja, nesse ano, chama a atenção para as regiões onde moramos, separados por todo Brasil, pelas várias situações específicas, o tipo de vegetação, de habitantes, de história e - segundo ele - a isso se chamam 'biomas'.  A convivência nos diversos biomas implica no cuidado que devemos ter com o meio ambiente, tal como devemos ter pela nossa própria casa.

"Aqui, onde nós estamos, é uma região chamada Mata Atlântica, embora alguns estejam na região amazônica, outros na Caatinga, outros nos Pampas, outros no Pantanal... a Igreja do Rio de Janeiro separou algumas formas do "agir", que poderão nos ajudar nas reflexões durante todo este ano, tais como: reduzir o consumo; trabalhar para que as paróquias tenham a Pastoral do Meio Ambiente e da Ecologia;  valorizar a questão da reciclagem dos resíduos; o saneamento básico e tantas questões de Proteção Ambiental no município, como o reflorestamento, o desafio não somente das matas ciliares (aquilo que nós temos que plantar ao longo dos rios e córregos), mas também reflorestar tantos lugares; também a preocupação com a agroecologia e poder suscitar cada vez mais a possibilidade de hortas comunitárias, onde houver espaço para tanto", exortou.

Concluindo sua reflexão, Dom Orani reafirmou que o cristão que faz a experiência de "ver Jesus" adquire atitudes (agir) como consequência de uma vida de fé: "para quem tem fé, porque o tema da campanha é um tema social; para quem não tem fé, porque, ao ouvir os cristãos que assim vivem e assim falam, pode suscitar também a reflexão sobre a situação humana em que vive; toda uma situação muitas vezes de injustiça. A Igreja, na Quaresma, vai realmente suscitando as consequências da vida de conversão, através de atitudes concretas de uma vida de fé capaz de nos fazer transfigurar esse mundo", finalizou.

Foto: Gustavo de Oliveira

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