Arquidiocese do Rio de Janeiro

26º 17º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/06/2017

24 de Junho de 2017

Em conversa com universitários, Papa destaca valor do diálogo

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

24 de Junho de 2017

Em conversa com universitários, Papa destaca valor do diálogo

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

17/02/2017 10:04 - Atualizado em 17/02/2017 10:07
Por: Site Oficial da Canção Nova

Em conversa com universitários, Papa destaca valor do diálogo 0

temp_titlePapa_na_universidade_17022017100252

Universidade é lugar de diálogo em meio às diferenças, destacou o Papa Francisco ao visitar nesta sexta-feira, dia 17 de fevereiro, a universidade Roma Tre, em Roma. Abandonando o discurso preparado, Francisco refletiu com os universitários sobre temas atuais, como globalização, mudança de época, desemprego e migrações.

Essa foi a primeira visita de Francisco a uma universidade estatal da capital romana, onde estudam cerca de 40 mil alunos. Antes de Francisco, o pólo de estudo já havia recebido a visita de outro Papa, João Paulo II, em 2002.

“A instrução e a formação acadêmica das novas gerações é uma exigência primária para a vida e o desenvolvimento da sociedade”, disse o Papa. No discurso que ele havia preparado, estão as reflexões sobre as perguntas de quatro jovens, mas o Papa preferiu responder espontaneamente em vez de lê-lo. “Gosto mais assim”, falou.

Respondendo sobre o “remédio” para combater atos violentos, Francisco indicou o diálogo e um bom coração. “É preciso abaixar um pouco o tom, falar menos e ouvir mais. Há tantos remédios contra a violência, mas o primeiro, antes de tudo, é o coração: um coração que sabe receber, receber o que pensa você. E antes de discutir, dialogar”.

temp_titlepapa_na_universidade_2_17022017100136


O diálogo foi um ponto que perpassou todo o discurso do Papa, inclusive como uma saída para acabar com o medo gerado no fenômeno migratório. Uma das perguntas dirigidas ao Papa foi de uma imigrante síria, que saiu do país, foi para a ilha de Lesbos após ganhar uma bolsa de estudos e de lá chegou à Itália graças ao Papa Francisco, que quando visitou a ilha grega em abril de 2016 levou em seu avião três famílias sírias, que foram acolhidas em Roma pela Comunidade de Santo Egídio.

Desemprego

O Santo Padre pontuou ainda a triste realidade do desemprego de jovens, uma das preocupações que ele já mencionou várias vezes em seu pontificado. Só na Europa, por exemplo, ele observou que há países onde o índice de jovens desocupados no mercado de trabalho chega a 60%. “Se não podem trabalhar, os jovens não sabem o que fazer”, disse, observando que a falta de trabalho acaba levando ao suicídio ou até mesmo ao alistamento em exércitos terroristas.

O desemprego é um dos resultados de uma “economia líquida”, disse o Papa fazendo alusão ao conceito de liquidez de Zigmund Bauman. Essa liquidez da economia tira a concretude e a cultura do trabalho, considerou o Papa, destacando que a concretude é justamente o meio necessário para resolver não só problemas econômicos, mas também sociais e culturais.

Imigrações

Outra realidade atual e preocupante que apareceu no discurso de Francisco foi o fenômeno migratório, principalmente na Europa que tem sido o destino de tantos imigrantes. O Papa destacou que a Europa foi feita de imigrações, de forma que isso, na verdade, não é um perigo, e sim um desafio para crescer.

Os imigrantes que para lá se dirigem saem principalmente da África e do Oriente Médio, fugindo de fome e guerra. A solução, portanto, é acabar com a guerra e a fome nesses países, disse o Papa, para que as pessoas não precisem abandonar seus países de origem.

Uma vez mais, o Pontífice destacou a necessidade de acolhimento a essas pessoas que procuram um futuro melhor longe de seus países de origem, onde a vida se tornou arriscada. É preciso acolhê-los como irmãos; cada país deve analisar o número que consegue acolher, mas sempre é possível acolher pelo menos um pouco, disse o Papa.

Por fim, reiterou que os imigrantes precisam ser não só acolhidos, mas também integrados na sociedade, a fim de que aprendam uma nova cultura e possam também partilhar a sua, o que enriquece e acaba com o medo que perpassa o fenômeno migratório.

Foto: Reprodução CTV

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.