Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/06/2017

24 de Junho de 2017

Servidor do Reino de Deus

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13/02/2017 11:51 - Atualizado em 13/02/2017 11:53
Por: Giselle Martello / Jéssica Pinheiro / Priscila Xavier / Symone Matias

Servidor do Reino de Deus 0

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O Sacramento da Ordem, ou seja, o sacerdócio, é totalmente dedicado ao serviço. Assim como Cristo que veio para servir, a missão do padre também é servir o rebanho, o povo de Deus, através de sua vida, testemunho e ministério. Assim é monsenhor Gilson José Macedo da Silveira, que transmite o amor de Deus com a própria vida, dedicando-se e ofertando-se, diariamente, aos que Cristo o confiou.

NOS TEMPOS DE CONCÍLIO

A vida de monsenhor Gilson foi marcada por períodos significativos, sendo um deles considerado de grande importância para a Igreja: o Concílio Vaticano II, responsável por uma reforma na qual não se sabia como seria o futuro dos jovens sacerdotes.

Em 1974, como reitor do Seminário São José, monsenhor Gilson, junto ao então arcebispo do Rio, Cardeal Eugenio de Araújo Sales, assumiu o compromisso de conduzir os jovens seminaristas na nova fase na vida da Igreja. 

Em entrevista ao jornal “Testemunho de Fé”, por ocasião dos 275 anos do Seminário Arquidiocesano de São José, monsenhor Gilson contou sobre o grande despertar do Concílio Vaticano II e do impacto provocado na sociedade. 

“Tínhamos uma surpresa a cada dia com o Concílio Vaticano II. Esse acontecimento despertou interesse até da imprensa comum, teve um grande impacto também na sociedade. Mudanças como a abolição da batina para os padres e as missas rezadas nas próprias línguas passaram a ser manchetes nos jornais”, afirmou.

Porém, apesar da repercussão, a Igreja também enfrentou um período difícil como consequência das mudanças. O Seminário São José foi o primeiro a ser fundado no país, e recebia jovens de todas as regiões. Mas, após o Concílio, foi preciso que cada seminarista tivesse uma experiência de sua própria região. 

“Isso foi um grande impacto, pois tivemos até 120 alunos e, de repente, ficamos com cerca de 20”, lembrou o monsenhor. Muitos seminários fecharam as portas. Com as mudanças bruscas, muitos abandonaram o sacerdócio. 

Após a morte de Dom Jaime, em 1971, Dom Eugenio Sales assumiu a Arquidiocese do Rio e colocou, como uma de suas primeiras metas, o incentivo ao Seminário de São José.

“Lembro-me de que ele disse que o seminário nunca iria fechar, nem que ele ficasse na portaria para chamar os alunos. Isso me estimulou muito como reitor, pois eu também estava desapontado com a redução do número de alunos e com as dúvidas que eles tinham e que, nem eu mesmo, por vezes, não sabia explicar”, recordou.

Apesar das dificuldades e incertezas, monsenhor Gilson contou que esse foi um período abençoado e que, junto aos seminaristas, aos poucos, foi-se descobrindo como seria o sacerdócio nos tempos futuros.

“Foi um tempo difícil, mas riquíssimo e muito abençoado. Foi uma graça de Deus, um privilégio para quem viveu aquele momento de transição e, principalmente, para mim, pois vivi no sacerdócio. Montamos o Concílio em nossa vida e tentamos, junto aos alunos, descobrir como seria o padre no futuro”, completou.

AMIGO DAS VOCAÇÕES

Além da simplicidade, duas coisas que mais chamam atenção na personalidade de monsenhor Gilson são a disponibilidade e a atenção que tem para com os sacerdotes, vocacionados e amigos. Seria impossível falar dele sem citar os exemplos de bom pastor que está próximo ao seu rebanho e não mede esforços para ajudá-lo diante das necessidades e obstáculos da vida.

Após conhecer o monsenhor no ano de 1984, durante as ações que envolviam a Aliança de Casais com Cristo, diácono César Bahia “enxergou nele um exemplo vocacional”. 

“Depois de meu envolvimento com o diaconato, sempre mantive contato com ele. Sempre o tive como referencial. Um homem santo e de conduta impecável. Estar junto dele é viver um pedaço do céu; respira-se santidade quando se está junto dele. Monsenhor Gilson é totalmente desapegado dos bens materiais. Nunca houve tempo ruim com ele; está sempre disposto a atender, dar uma palavra de conforto e ânimo, sempre cativando os demais. Por onde passou, deixou suas marcas. Ele deu a vida como vigário episcopal, e isso fez toda a diferença”, afirmou.

Monsenhor Gilson tornou-se amigo do padre João de Deus Góis após assumir o Vicariato Suburbano. De acordo com o sacerdote, monsenhor Gilson sempre se fazia presente na vida da Igreja, com muita alegria e dedicação.

“Sempre encontrei nesse homem um apoio, um trabalho alegre e dedicação. Monsenhor é uma pessoa incapaz de falar mal de um colega, mesmo que se trate de uma situação difícil. Isso é algo muito importante, e sempre dizia isso aos colegas. Outra coisa que ele tinha era uma forte presença nos movimentos da Igreja. Sempre se desdobrava com muita dedicação e alegria em servir. Como amigo ou conselheiro ou quando acontecia algum tropeço no caminho, ele sempre estava com sua mão para nos ajudar a levantar”, sublinhou. 

Já o padre Jorge Luiz Afonso, que ajudou na construção do prédio do Vicariato Suburbano e foi acolhido por monsenhor Gilson assim que chegou à Arquidiocese do Rio, destacou outras duas características presentes na figura do clérigo: a intelectualidade e a espiritualidade, além de reforçar o exemplo de simplicidade do monsenhor Gilson.

“Ele é um homem de grande capacidade intelectual e de uma espiritualidade sem fim. Monsenhor passou para nós, sacerdotes que atuamos junto a ele, um grande ensinamento de simplicidade, tanto pastoral quanto de vida. Sempre com um conselho amigo, nos levantou num momento de queda e de fraqueza, dando-nos a mão nos momentos de aflição e consolando o coração dos presbíteros. Ele foi e é um grande amigo dos sacerdotes”, destacou.

DAS MISSÕES PARA A VIDA

Angelina da Costa Pires trabalhou com o ele no Vicariato Suburbano. Ela contou sobre os aprendizados e sobre o desejo de servir a Deus, a seu exemplo.

“Monsenhor Gilson é uma pessoa como poucas, artigo raro. Nesses quase 20 anos que trabalhei com ele, só posso dizer que tudo o que aprendi sobre pastorais, serviços da Cúria foi através dele. Além disso, aprendi a sempre estar disposta e receber aquele que vem com presteza e respeito, a ouvir o outro e procurar, na medida do possível, servir. Esta é a palavra-chave: ser como ele é, um servidor do Reino de Deus”, contou. 

Para a irmã Tânia Maria Rocha Ramalho, pertencente à Congregação das Sacramentinas de Bérgamo, presente na Paróquia São João Evangelista, em Oswaldo Cruz, há 22 anos, o sacerdote carrega o cheiro das ovelhas – como bem fala o Papa Francisco – desde a ordenação presbiteral.

“Ele é uma pessoa simples, que ama a Deus e ao próximo. É um homem de Deus, que não complica a vida, sabe entrar e sair em todos os ambientes. Uma pessoa de oração, dedicação, um exemplo de vida para todos aqueles que chegam perto dele. Acredito que aquilo que o Papa Francisco fala sobre o pastor tem o cheiro das ovelhas; monsenhor Gilson tem desde sua ordenação. Somos felizes por ter um homem santo dirigindo essa comunidade há tantos anos”, completou a religiosa. 

REFERÊNCIA

Para Dom Joel Portella Amado, agora bispo auxiliar do Rio, monsenhor Gilson é uma referência para todos. Segundo ele, o sacerdote consegue equilibrar questões fundamentais para os cristãos, como a santidade, viver aquilo que se diz e a dimensão intelectual, sobretudo, através da graça de Deus.

“Monsenhor Gilson é o que chamamos em qualquer lugar de referência. Por vezes dizemos durante uma brincadeira que ele é pequeno em estatura, porém, grande na atitude espiritual. Ele equilibra algumas coisas que todos nós procuramos, mas que, pela graça de Deus, ele consegue: a santidade pessoal, a coerência entre aquilo que fala e vive, além de uma dimensão intelectual muito forte. Monsenhor Gilson é uma pessoa que sempre estudou e que continua estudando. Costumamos dizer que ele é ‘antenado’, porque está sempre atualizado às grandes questões da Igreja e do mundo. E isso não o tira da função de amigo dos padres”, completou. 

O cônego José Mazine ressaltou o zelo de monsenhor Gilson e sua vida apostólica. Para ele, o sacerdote vive apenas com o pão nosso de cada dia e que, com sabedoria, sabe administrar os dons recebidos por Deus.

“Para mim, que sou sacerdote também, ele é uma referência e um grande amigo. Sempre trabalhamos juntos. Acima de tudo, admiro o seu zelo e sua vida apostólica, sempre dedicada aos outros, movida por amor a Cristo. Um homem que atende aos doentes, de uma simplicidade grandiosa. Nunca procurou coisas grandes, é apenas um sacerdote vivendo com o pão nosso de casa dia. Um homem que tem sabedoria grande para administrar os dons que Deus lhe deu. Desejo que Deus o conceda muitos anos de vida e uma força grande para continuar sua missão como sacerdote, sobretudo pelo carinho que ele tem com os doentes”, ressaltou. 

Padre Francisco Soares atuou junto ao monsenhor no trabalho com a juventude durante dez anos. Segundo ele, monsenhor Gilson sempre se preocupou em dar um bom testemunho de vida do que belas palavras.

“Durante dez anos estive à frente do trabalho com os jovens ao lado dele. Sempre um amigo, não sentia no monsenhor autoridade de alguém que manda de qualquer maneira, mas ele exigia muito mais pelo exemplo do que pelas palavras. Ele era e é um convite contínuo à santidade, muito mais pelo exemplo do que pelas coisas que ele fazia e faz. Sempre preocupado em falar pouco e agir com firmeza, dedicação, amor e ternura”, sublinhou. 

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Fotos: Divulgação


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