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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/11/2017

24 de Novembro de 2017

Monsenhor Gilson: “simplicidade sem medidas”

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24 de Novembro de 2017

Monsenhor Gilson: “simplicidade sem medidas”

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13/02/2017 11:12 - Atualizado em 13/02/2017 11:30
Por: Priscila Xavier e Symone Matias

Monsenhor Gilson: “simplicidade sem medidas” 0

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Simplicidade. Essa é a característica que pode resumir a vida de Gilson José Macedo da Silveira. O carioca, nascido no bairro de Botafogo, no dia 11 de abril de 1933, filho de Nemésio Silveira e Angélica Macedo Silveira, não faz muita questão de falar sobre si. Em contrapartida, não perde a oportunidade para falar de quem mais ama: Jesus Cristo. Tal sentimento pode ser expresso nos depoimentos das diversas pessoas que convivem e conviveram com monsenhor Gilson nesses 60 anos de sacerdócio, que será celebrado no dia 17 de fevereiro. 

Após sentir o chamado para servir a Deus através do sacerdócio, o pequeno Gilson ingressou, aos 12 anos, no Seminário Arquidiocesano de São José, em 1945, concluindo os ensinos fundamental e médio em 1950. Já no Seminário Maior, cursou filosofia entre 1951 e 1953, sendo este último o ano em que seguiu para Roma a fim de cursar teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Três anos depois, recebeu o ministério diaconal no dia 28 de outubro e tornou-se presbítero, pelas mãos do Cardeal Luigi Traglia, na Basílica dos Santos 12 Apóstolos, em Roma, no dia 17 de fevereiro de 1957.

Atualmente bispo de Iguatu, Dom Edson de Castro Homem, que fora bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, destacou que a arquidiocese carioca tem muito a agradecer ao monsenhor Gilson. 

“Ele é um ícone, a verdadeira imagem de sacerdote exemplar e autêntico. Tenho uma grande estima por ele. Creio que a homenagem por seus 60 anos é muito justa; a arquidiocese tem muito a agradecer a esse ícone, e o interpreto como sendo uma imagem sacerdotal de extrema dignidade, um homem humilde. O que disse talvez possa chocá-lo por conta da humildade que carrega, mas é assim que o clero, nossos padres e colegas da época de seminário o enxergam: um homem com grande humildade. Que Deus o conserve assim dentre nós”, sublinhou.

Sempre apegado aos estudos e no aprofundamento do amor de Deus, o então padre Gilson ainda cursou relações humanas no Instituto Superior de Relações Humanas e jornalismo na Universitá Internazionale Degli Studi Sociali, em Roma. Tornou-se doutor em teologia sistemática com a tese: “Experiência e conhecimento de Deus em M.T.L. Penido”. Publicou as obras “Seminário hoje”, “Diáconos casados”, “O conhecimento de Deus e sua experiência”, “Teodiceia” e “Analogia”. Além do conhecimento de línguas estrangeiras, como italiano, francês, inglês, espanhol, francês, latim e grego bíblico.

O SEMINÁRIO

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Após retornar de Roma em 1959, o então padre Gilson tornou-se professor e, por conseguinte, vice-reitor do Seminário de São José. Já em 1974, ele assumiu o seminário como reitor. Para o cônego Leandro Câmara, atual reitor do seminário, a humildade e a intelectualidade do monsenhor Gilson o tornaram um administrador completo.

“Ele contribuiu muito para a história e a trajetória do seminário, sobretudo na formação sacerdotal. Como exemplo de padre, vimos a fecundidade de seu pastoreio, além da humildade que lhe é própria do comportamento e personalidade, um homem de visão pastoral e grande estudioso das ciências filosóficas e teológicas. Isso fez dele um reitor completo”, destacou. 

Seminarista nos períodos em que monsenhor Gilson atuou no seminário, o hoje bispo auxiliar emérito do Rio Dom Assis Lopes ressaltou a alegria do monsenhor Gilson em ainda servir no seminário, e lembrou que muitos o procuravam para pedir conselhos.

“Monsenhor Gilson é uma pessoa singular na vida de todos nós que fomos seminaristas. Um homem de uma cultura fora no comum, de uma capacidade oceânica (sem tamanho) e de uma simplicidade sem medidas. Dedicou toda a sua vida ao seminário como reitor, prefeito, professor e, ainda hoje, acolhe com muita alegria quando tem de pregar nos retiros para o clero. Todos o procuravam porque sabiam que ali havia um amigo e irmão. Mesmo quando, às vezes, ele precisava chamar a atenção de alguém, era sempre com simplicidade”, sublinhou.

VICARIATO SUBURBANO

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Apesar de toda a intelectualidade, ele jamais deixou de pregar o Evangelho com a própria vida, dando o mesmo testemunho que Cristo deixou: o serviço por amor a Deus e ao próximo. Em 1979, monsenhor Gilson tornou-se vigário episcopal do Vicariato Suburbano, onde esteve à frente por quase 20 anos.

Nessa realidade, ele serviu e ensinou ao povo como servir a todos. Tais ensinamentos podem ser percebidos ainda nos dias de hoje em forma de gratidão do povo que aprendeu com o bom pastor. É o que afirmou o atual vigário do Vicariato Suburbano e pároco da Igreja de São Brás, em Madureira, padre Nivaldo Alves.

“Desde o início percebi a admiração que as pessoas têm para com ele, não só aqueles que o conheceram, mas também os que ouviram falar das maravilhas que ele fez. Todo trabalho realizado pelo monsenhor tem sido uma referência para nós. Um homem muito sensível às mudanças dos tempos, e não é, de forma alguma, ultrapassado, porque ele continua com o mesmo vigor pastoral e a mesma piedade. Nós, do Vicariato Suburbano, vamos comemorar com muita alegria o jubileu sacerdotal do monsenhor Gilson”, enfatizou.

A paroquiana de São Brás Vilma Freitas Nepomuceno lembrou o momento em que conheceu monsenhor Gilson. Ela ainda relatou que, durante os momentos de incerteza, ele sempre renovava as esperanças dos fiéis.

“Monsenhor Gilson entrou na minha vida quando o vicariato foi transferido para a nossa paróquia. No período em que fui coordenadora de crisma, ele sempre estava presente com uma palavra de entusiasmo. Mesmo quando achávamos que alguma coisa não daria certo, ele aparecia com a calma de sempre e nos incentivava. Olhávamos para ele e nos enchíamos de força e coragem. Para nós, ele é a figura viva de Cristo. Um homem de fé, bondoso, transparente e sempre pronto para ajudar com uma palavra e com sua presença”, recordou.

Cássia Quelho Tavares e Maristela Vômero Dias atuaram com o monsenhor Gilson durante as missões populares e também no Vicariato Suburbano. Segundo elas, a presença humilde do pastor é um sinal do Cristo Senhor que serve aos Seus.

“Sentimo-nos honradas e agradecidas por tê-lo como pastor, amigo e irmão, desde muito tempo, antes mesmo de servirmos com ele no Vicariato Suburbano, especialmente durante a Missão Popular que fecundou nossa arquidiocese com discípulos missionários e inquestionável fortalecimento das pastorais, movimentos e outros belos espaços de evangelização. Somos testemunhas de sua partilha de vida, sensível pastoreio, presença humilde e sinal evangélico do “Lava-pés” entre nós, especialmente na Arquidiocese do Rio de Janeiro”, relataram.

Além do Vicariato Suburbano, monsenhor Gilson também assumiu como vigário episcopal do Vicariato Oeste. Pároco nas igrejas São João Evangelista, em Oswaldo Cruz, Nossa Senhora da Saúde, em Curicica, e São Mateus, em Oswaldo Cruz. Foi pró-pároco da Paróquia Nossa Senhora do Amparo e Santa Maria Goretti, em Cascadura, vigário ecônomo nas paróquias Santa Teresa de Jesus e São Jerônimo, ambas em Coelho Neto, sendo, na última, nomeado como pároco interino. 

Atualmente, é pároco da Igreja São João Evangelista, em Oswaldo Cruz, e coordenador da Assistência aos Presbíteros da Arquidiocese do Rio.

PASTORAIS

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Monsenhor Gilson atuou como assistente eclesiástico nas pastorais de Favela e do Trabalhador e foi responsável pela comunidade do Morro da Formiga, na Zona Norte do Rio.

Maria Dalgisa, mais conhecida como Gisa, uma das coordenadoras da Pastoral da Saúde e amiga de monsenhor Gilson, lembrou a maneira como ele conduzia as reuniões, uma vez que, a partir delas, ele extraia as opiniões de todos os membros e ainda explicava sobre a vida da Igreja. 

“Ele é um pai espiritual, uma pessoa a qual tenho um carinho muito grande. Achava bonita a maneira com que ele conduzia as reuniões de conselho, as quais eu frequentei durante muitos anos. Ele aproveitava esses encontros para saber a opinião de cada um e ensinar sobre a Igreja. Aprendi muito sobre a nossa fé. Pra mim, ele foi como um pai e um professor. Ele é um filho de Deus muito especial”, disse.

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Fotos: Divulgação


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