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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/02/2017

22 de Fevereiro de 2017

Encerramento do Ano Jubilar das Filhas de Sant’Ana

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22 de Fevereiro de 2017

Encerramento do Ano Jubilar das Filhas de Sant’Ana

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26/12/2016 15:03 - Atualizado em 26/12/2016 15:04
Por: Irmã Ana Maria Aparecida da Silva

Encerramento do Ano Jubilar das Filhas de Sant’Ana 0

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No ano passado, por ocasião da Solenidade da Imaculada Conceição, foi dado início ao grande evento dos 150 anos de fundação do Instituto das Filhas de Sant’Ana, um tempo que o Senhor nos ofereceu sobre a base do seguinte slogan: “Memória e profecia sobre as pegadas de Rosa Gattorno”, com a viva esperança que o Ano Jubilar fosse algo de profundamente vital, existencial e inovador.

No dia 8 de dezembro de 2016, conclui-se o Ano Jubilar! O ano da graça do Senhor no instituto! Esta é a hora da gratidão. Gratidão ao Deus de misericórdia pelo ano de bênçãos que nos foi concedido. O ano da memória grata, memória celebrada e vivida pela inteira Família de Sant’Ana espalhada nos cinco continentes.  
Agradecemos a Deus por esta história de amor, de fidelidade misericordiosa a qual Ele teceu e escreveu conosco, e que madre Rosa Gattorno e nossas primeiras irmãs receberam como precioso legado e, com “audácia e profecia”, deixaram-nos como herança de família.

Nascemos na Igreja e para a Igreja, aos pés do Papa Pio IX, sob o olhar materno de Maria Imaculada, para como Filhas de Sant’Ana, “consolar o mundo” com o coração materno e pobre. Coincidentemente o nosso Ano Jubilar se deu no mesmo ano em que a Igreja celebrou o “Ano do Jubileu Extraordinário da Misericórdia.” Isto motivou-nos ainda mais a agradecer a Deus o carisma inspirado a madre Rosa e deixado para nós como opção de vida consagrada.

Agradecemos à madre Rosa a entrega total da sua vida no acolhimento à “Obra de Deus” e pelo testemunho de santidade com o qual percorreu o caminho.

Agradecemos a todas as Filhas de Sant´Ana, que, em diversos momentos do percurso, colocaram-se no seguimento de Cristo Jesus, nas pegadas de madre Rosa, deixando as marcas indeléveis do nosso carisma, no serviço à Igreja e aos irmãos e irmãs.

Reconhecimento, a tantos modos, formas, cores, criatividades empenhadas no desenvolvimento da programação deste Ano Jubilar. Graças à disponibilidade, ao empenho e à tenacidade de todas as irmãs da província, às quais se empenharam para desenvolver as atividades e iniciativas inerentes a este Ano Jubilar, gratidão a todos que participaram conosco destas experiências vividas durante este ano, sacerdotes, destinatários da missão, congregações religiosas, benfeitores, funcionários, amigos e todo povo de Deus, que deste modo fizeram brilhar na Igreja e entre os irmãos o rosto luminoso do nosso instituto, carisma e a espiritualidade da família carismática de Sant´Ana, e que estiveram junto a nós nas alegrias deste jubileu. O nosso muito obrigado de coração!

Houve, certamente, um renovar espiritual em cada membro da Família de Sant’Ana, um revigorar vocacional com um renovado sentido de pertença.

Termina o jubileu, mas continua o júbilo! A alegria jubilosa de pertencer à Obra de Deus fundada por madre Rosa, para tornar Jesus conhecido e amado em todas as partes do mundo, onde se encontra a família carismática. Por isso, nesta celebração de encerramento, o nosso coração transborda de alegria e gratidão ao Deus das Misericórdias.

O encerramento deste Ano Jubilar foi aos pés da Mãe Aparecida, no Santuário Nacional em Aparecida (SP), no dia 8 de dezembro. Uma graça muito grande colocar-se aos pés da Mãe para elevar nossa ação de graças por tantas dádivas recebidas durante estes 150 anos do instituto, de presença em meio aos pobres e sofredores, de lutas e conquistas, de fidelidade ao carisma e à vocação-missão.

Desejo encerrar com a recomendação da nossa querida madre geral, irmã A. Rita Caiffa, dirigida a nós Filhas de Sant’Ana: “O caminho do Ano Jubilar, todavia, não se encerra, aliás, providencialmente e sem interrupção de tempo nos transporta a um outro percurso importante, vital e nos permite continuar a cadenciar o nosso passo sob o mesmo ritmo da expectativa e da esperança.” É o caminho do Advento, o tempo litúrgico que melhor exprime a nossa espiritualidade de Filhas de  Sant’Ana e nos indica o caminho a seguir.

O nosso olhar e o nosso coração dirige-se neste momento para:

- Maria Imaculada no dia da sua festa e para Sant’Ana sua e nossa Mãe que a formou e deu a nós e à inteira Humanidade como Mãe da Graça e da Misericórdia

- Madre Rosa que na sua total disponibilidade, radicalidade e abandono à Trindade santa acolheu e deu vida à Obra de Deus justamente no dia 8 de dezembro de 1866.

- A cabana de Belém onde o Verbo se fez Carne e Deus colocou a sua Tenda no meio de nós.

Que Deus derrame sobre todos nós suas bênçãos e nos dê a sua paz.

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Beata Ana Rosa Gattorno

A fundadora do Instituto das Filhas de Sant’Ana nasceu em Gênova, na Itália, no dia 14 de outubro de 1831. Em 1852, com 21 anos, contraiu matrimônio com Jerônimo Custo e transferiu-se para Marselha, na França. Uma imprevista crise financeira perturbou a felicidade da nova família, obrigada a retornar a Gênova. A sua primeira filha, Carlota, afetada de repentina enfermidade, ficou surda-muda para sempre; e apesar da alegria de outros dois filhos, ela foi novamente abalada com o falecimento do esposo, após seis anos de matrimônio, e com a morte do seu último filho.

Estes acontecimentos marcaram a sua vida e levaram-na a uma mudança radical, a que ela chamara “a sua conversão”, isto é, à entrega total ao Senhor. Orientada pelo seu confessor, emitiu de forma privada os votos perpétuos de castidade e obediência, precisamente na festa da Imaculada, em 8 de dezembro de 1858, e depois, como terciária franciscana, professou também o voto de pobreza. Viveu intimamente unida a Cristo, recebendo a Comunhão todos os dias, privilégio que naquele tempo era pouco comum. Em 1862 recebeu o dom dos estigmas ocultos, percebidos mais intensamente nas sextas-feiras.

Num clima de intensa oração, diante do Crucifixo, recebeu a inspiração de fundar uma congregação religiosa: “Filhas de Sant’Ana, Mãe de Maria Imaculada”. Depois de a ter escutado durante longo tempo, o Papa Pio IX confirmou-a na sua missão de fundadora. Vestiu o hábito religioso no dia 26 de julho de 1867 e a 8 de abril de 1870 emitiu a profissão com outras 12 religiosas.

Com esta fundação, realizou muitas obras de atendimento aos pobres e doentes, às pessoas sozinhas, anciãs e abandonadas; cuidou da assistência às crianças e às jovens, proporcionando-lhes uma instrução religiosa e adequada, a fim de as inserir no mundo do trabalho. Assim, foram abertas muitas escolas para a juventude pobre e a promoção humano-evangélica, segundo as necessidades mais urgentes da época.

Sofreu provas, humilhações, dificuldades e tribulações de todo o gênero, mas sempre confiou em Deus e, cada vez mais, atraía outras jovens para o seu apostolado. Assim, a congregação difundiu-se rapidamente na Itália, Bolívia, Brasil, Chile, Peru, Eritreia. Hoje, está presente nos cinco continentes e em 22 países. Ana Rosa faleceu no dia 6 de maio de 1900 e foi beatificada no dia 9 de abril de 2000, por São João Paulo II.

Foto: Divulgação

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