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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/05/2019

24 de Maio de 2019

Papa: abandonar a alienação para pensar seriamente na nossa morte

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Papa: abandonar a alienação para pensar seriamente na nossa morte

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22/11/2016 10:18 - Atualizado em 22/11/2016 10:19
Por: Rádio Vaticano

Papa: abandonar a alienação para pensar seriamente na nossa morte 0

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Evitar a alienação do viver, isto é, como se jamais fôssemos morrer: foi a advertência feita pelo Papa Francisco na missa celebrada na manhã de terça-feira, dia 22 de novembro, na capela da Casa Santa Marta.

Ouça a reportagem na íntegra.


O Papa interpretou a reflexão com a qual a Igreja conduz a última semana do Ano  Litúrgico como “um chamado do Senhor para pensar seriamente no fim, no fim de cada um de nós, porque cada um de nós terá o seu fim”

Cada um de nós terá seu fim: pensemos no rastro que deixaremos

“Não gosta de pensar nessas coisas”, observou, “mas ali está a verdade”. “E quando um de nós terá ido embora, passarão anos e quase ninguém se lembrará”. Eu tenho “uma ‘agenda”, revela Francisco, “onde escrevo quando uma pessoa morre” e todos os dias vejo aquela “recorrência” e “como o tempo passou”. “E isso nos obriga”, “a pensar no que deixaremos, qual é o “rastro” da nossa vida.  E depois no final, como se lê no trecho de hoje do Apocalipse de João, haverá o juízo para cada um de nós:

“E nos fará bem pensar: “Mas como será o dia em que eu estarei diante de Jesus? Quando Ele me perguntará sobre os talentos que me deu, que uso fiz deles; quando ele me perguntará como estava o meu coração quando a semente caiu, como foi o caminho, os espinhos: essas Parábolas do Reino de Deus. Como recebi a Palavra? Com coração aberto? Eu a fiz germinar para o bem de todos ou a escondi?”

Todos seremos julgados: não se deixar enganar pelas coisas superficiais

Cada um de nós, portanto, estará diante de Jesus no dia do juízo, então – advertiu o Papa retomando as palavras do Evangelho de Lucas, “não os deixe enganar”. E a enganação de que fala é “alienação”, “o estranhamento”, a enganação das “coisas que são superficiais, que não têm transcendência”, de “viver como se jamais fôssemos morrer”. “Quando virá o Senhor”, como me encontrará? Esperando ou em meio a tantas alienações da vida? 

“Eu me lembro quando era criança e fazia catecismo, nos ensinavam quatro coisas: morte, juízo, inferno ou glória. Depois do juízo havia esta possibilidade. ‘Mas padre, isto é para nos assustar...’ – ‘Não, é a verdade! Porque se não cuidares do coração para que o Senhor esteja contigo e vives afastado sempre do Senhor, talvez haja o perigo, o risco de continuar afastado da eternidade do Senhor’. É horrível isso!”.

“Não teremos medo da morte se formos fiéis ao Senhor no momento de prestar contas. E concluindo, Francisco se inspira na leitura do Apocalipse de João; no conselho do Apóstolo: ‘Seja fiel até a morte – diz o Senhor – e te darei a coroa da vida’”.

“A fidelidade ao Senhor não desilude. Se cada um de nós for fiel ao Senhor, quando a morte chegar, diremos como Francisco: ‘vinde, irmã morte’... Ela não nos assustará. E quando será o dia do juízo, diremos ao Senhor: ‘Senhor, tenho tantos pecados, mas tentei ser fiel’. E o Senhor é bom. Este é o conselho que lhes dou: ‘Sejam fieis até a morte e lhes darei a coroa da vida’. Com esta fidelidade não teremos medo no fim, não teremos medo no dia do juízo”.

Foto: L'Osservatore Romano

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