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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 29/03/2017

29 de Março de 2017

O adolescente mártir de Cristo Rei

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O adolescente mártir de Cristo Rei

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21/10/2016 18:03 - Atualizado em 21/10/2016 18:03
Por: Canção Nova

O adolescente mártir de Cristo Rei 0

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Canonizado no dia 16 de outubro pelo Papa Francisco, São José Luis Sánchez del Río é o padroeiro dos adolescentes mexicanos. Tinha somente 14 anos quando deu a vida por sua fé, e suas últimas palavras foram: “Viva Cristo Rey e la Virgen de Guadalupe!”.

Em 1925, o então Papa Pio XI escreveu uma bela encíclica sobre o reinado de Jesus, a Quas Primas, e instituiu a festa de Cristo Rei do Universo. Ele fez isso porque havia pouco tempo ocorrera a Primeira Guerra Mundial e, em todo o mundo, o socialismo, o nazismo e outros ‘ismos’ se espalhavam. Com essas ideologias, também se difundiam o ódio aos judeus e a luta entre as classes sociais. O Papa queria abrir os olhos dos cristãos, para que escolhessem Jesus e não os ditadores que apareciam; que escolhessem o Evangelho e não essas ideologias.

Longe de Roma, em outro continente, as palavras do Papa caíram no coração fertilizado pelo martírio de um povo muito valente: os mexicanos. “Viva Cristo Rei!” passou a ser sua saudação e grito de guerra.

Tudo começou quando os comunistas assumiram o governo. Esse governo decidiu acabar com a fé católica no país, pois achavam que o cristianismo era uma invenção dos homens e, se o povo respeitasse e obedecesse aos padres, isso diminuiria o poder do governo. O pior presidente foi Plutarco Elías Calles. Ele criou leis para fechar as igrejas, prender e matar os padres, freiras e até quem trouxesse no peito uma cruz – era a Lei Calles.

Os católicos perderam os direitos de ir ao cinema e usar transporte público; os professores perderam os empregos. O Papa Pio XI tentou negociar com o governo, mas de pouco adiantou.

Um garoto chamado José Sánchez del Río, que era coroinha, viu os soldados comunistas entrarem a cavalo na sua igreja e enforcarem o velho sacerdote. José, valente que só ele, procurou o movimento dos rebeldes católicos. Pense: rebeldes por serem católicos! Eles estavam formando um exército para salvar os padres, defender seu direito de participar da santa missa e ter uma religião – eram os Cristeros.

Em Guadalajara, no dia 3 de agosto de 1926, cerca de 400 católicos armados fecharam-se na Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe. Eles gritavam: “Viva Cristo Rey e la Virgen de Guadalupe!”. Iniciou-se assim um movimento revolucionário, por iniciativa do povo, em defesa de sua fé, e ficou conhecido como Cristiada. José era um deles. Disse: “Quem é você se não se levanta e se põe de pé, para defender aquilo em que acredita?”.

Por ser o menor, José ia na frente dos revolucionários, levando um estandarte com a imagem da Virgem de Guadalupe. Muitos cristãos morreram em combate. José escreveu a sua mãe: “Nunca foi tão fácil ganhar o Céu”.

Numa dessas lutas, o general dos cristeros perdeu o cavalo e ia ser capturado. José lhe disse: “Meu general, aqui está meu cavalo, salve-se o senhor, mesmo que me matem! Eu não faço falta, o senhor, sim”. Foi dessa forma corajosa que José Sanchez foi capturado.

Da prisão escreveu à mãe: “Minha querida mãe, fui feito prisioneiro em combate neste dia. Creio que, neste momento, vou morrer, mas não importa; nada importa, mãe. Resigna-te à vontade de Deus; eu morro muito feliz porque, no fim de tudo isto, morro ao lado de Nosso Senhor. Não te aflijas pela minha morte, que é o que me mortifica. Antes, diz aos meus outros irmãos que sigam o exemplo do mais pequeno, e tu, faz a vontade do nosso Deus. Tem coragem e manda-me a tua bênção juntamente com a de meu pai. Saúda a todos pela última vez e recebe pela última vez o coração do teu filho que tanto te quer e tanto desejava ver-te antes de morrer”.

Chegaram a chicotear os pés de José e o obrigaram a caminhar por uma estrada de pedras para que renunciasse a sua fé, mas o menino permaneceu firme. Enfim, foi condenado à morte. Suas últimas palavras, antes de ser fuzilado, foram: “Nos vemos no Céu. Viva Cristo Rei! Viva sua mãe, a Virgem de Guadalupe!”. José tinha apenas 14 anos quando morreu, em 10 de fevereiro de 1928.

Quando o Papa Pio XI soube do que aconteceu com José e o que os cristãos sofriam no México, escreveu: “Queridos irmãos, entre aqueles adolescentes e jovens existem alguns – e eu não consigo segurar as lágrimas ao recordá-los – que, levando nas mãos o rosário e aclamando Cristo Rei, sofrem espontaneamente a morte”.

José Sanchez del Rio foi beatificado em 2005, e o Papa Bento XVI rezou diante de suas relíquias. Ele é literalmente um “santo de calça jeans”, pois seu corpo, no relicário, está vestido com uma blusa escolar branca e uma calça jeans.


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