Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 21/09/2017

21 de Setembro de 2017

Odetinha: santidade notada pelo povo

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Odetinha: santidade notada pelo povo

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16/01/2013 00:00 - Atualizado em 23/01/2013 18:38

Odetinha: santidade notada pelo povo 1

Odetinha: santidade notada pelo povo / Arqrio

Por Raphael Freire

Sob a intercessão de São Sebastião, Padroeiro da Cidade Maravilhosa, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta concedeu uma entrevista coletiva à imprensa, nesta quarta-feira, 16 de janeiro, onde falou sobre o início do processo arquidiocesano de beatificação da Serva de Deus Odette Vidal de Oliveira, “Odetinha”. A coletiva foi realizada na sede da Arquidiocese do Rio – Edifício João Paulo II, na Glória –, e transmitida ao vivo pela Web TV Redentor e Rádio Catedral FM 106,7.

Juntamente com Dom Orani, participaram da entrevista o Vigário Episcopal para os Institutos de Vida Religiosa, Sociedades de Vida Apostólica e Novas Comunidades, Dom Roberto Lopes, o Postulador das Causas dos Santos, no Vaticano, Paolo Vilotta, e o Juiz de Direito, Ronaldo Frigine, que compõem a Comissão Arquidiocesana que dará início ao trabalho de pesquisa para encontrar virtudes heróicas na vida de Odette Vidal de Oliveira. O responsável pela Associação Cultural Odetinha, Cônego Marcos William Bernardo, também esteve presente durante a coletiva.

Dom Orani agradeceu pela presença de todos os comunicadores e destacou que o dia de hoje antecede um momento inédito e histórico para todos os fiéis da Arquidiocese do Rio de Janeiro: a abertura de um processo de beatificação, que será realizada na próxima sexta-feira, dia 18 de janeiro.

— Nunca é demais recordar que, quando há um certo clamor popular, a Igreja sempre procura investigar para poder colocar aquele ou aquela que morreu com fama de santidade como um exemplo de vida que pode ser sinal também para que saibamos que, em todas as épocas da humanidade e em todos os momentos das nossas vidas, temos a oportunidade de nos santificar, afirmou.

O Arcebispo contou ainda que, desde que chegou ao Rio de Janeiro, sempre ouviu algumas pessoas falarem sobre cariocas, personagens da vida real, que poderiam ter suas vidas investigadas para uma possível beatificação.

— Depois de consultarmos o Governo Diocesano e começarmos a deixar chegar a nós esses pedidos e discerni-los, encontramos alguns testemunhos que falavam sobre a Odetinha, que, aqui no Rio, tem uma fama de santidade de uma pessoa que viveu uma vida cristã exemplar. Por isso, decidimos nomear Dom Roberto Lopes para ser também o responsável por esse trabalho de coordenar, escutar e acolher os pedidos e nos ajudar no discernimento. Ele tem trabalhado e se especializado nisso porque é algo muito necessário, disse Dom Orani.

Durante a coletiva, o Vigário Episcopal para os Institutos de Vida Religiosa, Sociedades de Vida Apostólica e Novas Comunidades, Dom Roberto Lopes, fez uma breve apresentação sobre a história de vida de Odetinha e sua família.

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Odetinha


— A família da Odetinha tinha um grande carinho pelo povo de Deus, e ela viveu num ambiente de rica formação cristã; inclusive, após fazer a primeira comunhão, com sete anos de idade, ela se tornou catequista. (...) De acordo com a comissão histórica, no dia do sepultamento da Odetinha – 25 de novembro de 1939 –, já havia manifestações do povo de Deus, e existem relatos de que, enquanto seu corpo ainda estava na Praia de Botafogo, uma multidão já chegava ao cemitério São João Batista. Além disso, escritos da mãe de Odetinha relatam que as pessoas, naquele momento, já queriam ter contato com seu corpo, terço e objetos, diante da veneração que já criavam, e até hoje o seu túmulo é o mais visitado, depois de Carmem Miranda, relatou Dom Roberto.

O Postulador das Causas dos Santos, no Vaticano, Paolo Vilotta, afirmou que se surpreendeu durante a exumação do corpo de Odetinha, realizada no último dia 10 de janeiro, pois encontrou uma grande quantidade de ossos, o que não é normal tendo em vista o tempo em que a Serva de Deus já havia sido sepultada.


— A única coisa que podemos falar que foi surpreendente é a quantidade de ossos que encontramos, pois, normalmente, depois de três anos, mais ou menos, é menor a quantidade. Outra coisa que encontramos foi uma grande quantidade de moedas e isso já constata a fama de santidade desde o ano de seu falecimento, destacou.

Paolo explicou ainda, cronologicamente, um pouco da metodologia utilizada no caso de Odetinha.

— O primeiro passo foi um encontro, aqui no Rio de Janeiro, com o Arcebispo e a Comissão Arquidiocesana. Logo depois, Dom Orani fez um pedido à Congregação das Causas dos Santos, que não responde sozinha, mas solicita que outras congregações do Vaticano respondam também. Após a resposta, com o “nihil obstat” vindo de Roma, começa a parte mais importante do trabalho, que são as pesquisas não para reconhecer milagres, mas para reconhecer a venerabilidade, se ela viveu as virtudes em grau heróico, que são: a fé, a esperança, a justiça, a caridade, a humildade, a castidade, e tudo o que conserve a virtude em grau heróico, em um grau mais elevado, e não são todas as pessoas que conseguem viver essas virtudes assim, ressaltou.

O responsável pela Associação Cultural Odetinha e Pároco da Basílica Imaculada Conceição – onde o corpo da Serva de Deus permanecerá até a sua beatificação –, Cônego Marcos William Bernardo, também esteve presente durante a coletiva. Ele falou sobre a expectativa da comunidade paroquial para receber o corpo de Odetinha.

— Os paroquianos da Basílica vêem esse translado como uma grande graça e, mais do que uma beleza artística, a Igreja recebe essa beleza espiritual, recebe esse convite para que haja maior relação de intimidade com a Eucaristia, seguindo o exemplo deixado por Odetinha. A comunidade se prepara em festa e já estamos preparando um lugar adequado para ela. Em seguida, pensamos em um memorial, onde teríamos a reprodução do próprio túmulo com um pouco da história e dos objetos dessa Serva de Deus, e isso fica sob a responsabilidade da Associação Cultural Odetinha, contou o Cônego.

Dom Roberto Lopes, que está à frente dos trabalhos, informou que o início oficial do processo arquidiocesano será nesta sexta-feira, 18 de janeiro, às 11h, na Igreja Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado. Neste dia, Dom Orani vai fazer a instalação do Tribunal, no qual, em nível diocesano, serão nomeados todos aqueles que participarão dos trabalhos. Uma equipe de peritos e padres também será convidada para esse serviço. Essa é a primeira etapa do processo, em nível diocesano. A instalação do Tribunal não será em uma Celebração Eucarística, mas em um ato jurídico.

— Creio que é um momento de olharmos um pouco para essa nova realidade do Rio de Janeiro e dizer que isso é um bem para a cidade. Dizer também que aqui nessas terras com nossas culturas tem gente que se santifica. Eu creio que, para nós, essa aproximação de conhecermos o lugar onde a Odetinha viveu, pessoas que tenham conhecido ela e a sua família, vem mostrar pra gente que nós também podemos buscar a santidade e nos tornarmos santos hoje, concluiu Dom Orani.

Oração

Ó querido Jesus, que escolhestes as criancinhas, curando-as e as abençoando, demonstrando particular predileção por elas, que Vos louvam com um louvor perfeito e revelando, assim, o Reino de Deus aos menos favorecidos da sociedade, aos simples e aos humildes.

Olhai com carinho nosso pedido, pelos méritos infinitos de Vosso Santíssimo Coração e do Coração Imaculado da Santíssima Virgem, que, se for para a Vossa maior Glória e bem de nossas almas, Vos digneis glorificar, diante de toda a Igreja, a menina Odete Vidal de Oliveira (Odetinha), lírio de pureza e caridade da Igreja Particular de São Sebastião do Rio de Janeiro e exemplo de vida para o povo de Deus.

Unidos em Comunhão eucarística e guiados pela doçura do Espírito Santo, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que Vos pedimos. Amém.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai.

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Comentários (1)

maria lucia de a lanzellotti babo Jun 14th 2013, 09:33

Meu marido, Rubem Babo, precisou ser internado na Clinica São Vicente, na Gavea, Rj,. Na primeira noite , de domingo pra segunda não conseguimos dormir . Uma senhora idosa no quarto ao lado gritava por Socorro, Chamava por Jesus Cristo e por São Jorge, dando sinais de muito sofrimento e desorientação própria das doenças de sua idade. Tiveram que amarra-la na cama. Fiquei muito aflita e preocupada que a estivessem maltratando mas não era o caso, Graças a Deus. No domingo antes de Rubinho ser internado e sem saber que ele seria internado, peguei na igreja um santinho de Odetinha. Pela manhã , na segunda feira, tonta por uma noite insone, fui no quarto ao lado visitar a senhora que sofria , disse que rezaria com ela e para ela. E descobri que o nome dela era Odete. Pois bem, pensei, agora sei porque peguei um santinho de Odetinha e pedi a Odetinha calma e paz e saúde para a Sra Odete que estava gritando há 4 dias sem os remédios fazerem efeito. Pois, a partir da oração, não se ouviu mais um som,, achei que ela teria ido embora ou até falecido ,mas não, ela se acalmou e eles acham que foram os remédios que começaram a fazer efeito . Acreditamos que sim , não é mesmo ? Só que com a ajuda de Odetinha. Maria Lucia Babo, membro da Comunidade Emanuel em 14/06/2013

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