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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/05/2019

22 de Maio de 2019

"Verdadeira missão não é proselitismo, mas atração a Cristo"

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22 de Maio de 2019

"Verdadeira missão não é proselitismo, mas atração a Cristo"

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05/10/2016 09:59 - Atualizado em 05/10/2016 10:28
Por: Rádio Vaticano

"Verdadeira missão não é proselitismo, mas atração a Cristo" 0

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No último fim de semana, o Papa realizou uma viagem apostólica à Geórgia e Azerbaijão, dois países do extremo leste europeu. E nesta quarta-feira, dia 5 de outubro, dedicou o seu encontro público com os fiéis, na Praça São Pedro, a uma recordação desta experiência. Dezenas de milhares de pessoas acompanharam o relato do Pontífice.

Ouça a reportagem na íntegra.


Visita completa missão ao Cáucaso, depois da Armênia

A missão na Geórgia teve caráter ecumênico, pois sua população é majoritariamente ortodoxa, e foi intitulada “Pax vobis”. No Azerbaijão, república de religião islâmica, o lema foi  “Somos todos irmãos”.

Na audiência, Francisco começou explicando que os dois países têm raízes históricas, culturais e religiosas muito antigas, mas ambos, celebrando 25 anos de independência do regime soviético, estão vivendo uma fase nova, desafiadora e repleta de dificuldades.

Igreja chamada a estar presente

“A Igreja Católica atua nos campos da caridade e da promoção humana, sempre em comunhão com as comunidades cristãs e em diálogo com outras comunidades religiosas, na certeza que Deus é Pai de todos e nós somos irmãos e irmãs”.

Dissertando sobre a etapa na Geórgia, o Papa recordou o encontro com o ‘venerado’ Patriarca Elias II, definindo-o ‘comovente’, e a oração na Catedral com os assírios-caldeus pela Síria, no Iraque e no Oriente Médio.  Outro momento de destaque foi a missa com os católicos do país, celebrada na memória de Santa Teresa do Menino Jesus, padroeira das missões:

Verdadeira missão não é proselitista

“Ela nos recorda que a verdadeira missão não é proselitismo, mas atração a Cristo a partir da forte união com Ele na oração, na adoração e na caridade concreta, como o fazem os religiosos e religiosas encontrados em Tblisi, na Geórgia, e em Baku, no Azerbaijão. Também as famílias cristãs são preciosas no acolhimento, discernimento e integração da comunidade!”, disse Francisco.

700 católicos no Azerbaijão

No país de maioria muçulmana, os católicos são poucas centenas, mas têm boas relações com todos, afirmou, lembrando dois eventos: a Eucaristia e o encontro inter-religioso.

“Dirigindo-me às autoridades azeris, fiz votos que as questões abertas possam encontrar boas soluções e todas as populações caucásicas vivam na paz e no respeito recíproco. Que Deus abençoe a Armênia, Geórgia e Azerbaijão, e acompanhe o caminho de seu povo santo peregrino naqueles países”. 

Antes de conceder a bênção final aos participantes da audiência e a todos em sintonia por rádio e TV, o Papa saudou os diversos grupos presentes, entre os quais os poloneses ex-prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz.

Papa à iniciativa privada: não ser espectador das bombas que caem

Construir e não destruir: foi o que pediu o Papa aos funcionários de uma empresa de telefonia italiana, recebidos no Vaticano antes da Audiência Geral, para falar de projetos da iniciativa privada em benefício da população.

De modo especial, o Pontífice comentou o projeto “Instant Schools for Africa”, para favorecer o acesso on line de jovens africanos a recursos educativos, inclusive para residentes em campos de refugiados.

Esta iniciativa, disse Francisco, se insere no amplo e variegado horizonte de intervenções públicas e privadas orientadas na promoção de um mundo mais inclusivo, mais solidário, mais capaz de oferecer oportunidades de desenvolvimento a pessoas e grupos sociais em risco de exclusão.

Depois de ouvir a explicação do projeto, o Papa fez um pedido: que entre os recursos oferecidos aos jovens, possa haver o acesso aos textos sacros das várias religiões, em diversas línguas. “Isso seria um belo sinal de atenção à dimensão religiosa, tão radicada nos povos africanos, e de encorajamento ao diálogo inter-religioso.”

“Pelo que ouvi, concluiu Francisco, este projeto é construtivo, e hoje é preciso ser construtivos, fazer coisas que levem a humanidade avante e não somente ver como caem as bombas sobre pessoas inocentes, crianças, doentes, cidades inteiras. Construir, não destruir!”

Foto: AFP

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