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22 de Maio de 2019

Quem sou eu para julgar? Novo livro reúne palavras de Francisco

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Quem sou eu para julgar? Novo livro reúne palavras de Francisco

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19/09/2016 13:37 - Atualizado em 19/09/2016 13:41
Por: Rádio Vaticano

Quem sou eu para julgar? Novo livro reúne palavras de Francisco 0

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“Quem sou eu para julgar?”. Esse é o título do livro lançado neste mês na Itália que reúne as palavras do Papa sobre perdão, julgamento, homossexualidade e divorciados recasados pronunciadas em homilias, entrevistas e discursos num compilado de Anna Maria Foli.

Ouça a reportagem na íntegra.

O volume foi editado em italiano pela Piemme e não há previsão para ser lançado em português.

“A humildade evangélica leva a não apontar o dedo contra os outros para julgá-los, mas a estender-lhes a mão para reerguê-los, sem nunca se sentir superior”.

Com estas palavras o Papa abria o Sínodo sobre a família, abrindo perspectivas até aquele momento impensadas para as hierarquias eclesiais e convidando a praticar o mandamento explícito de Jesus:

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós”.

Visão de Francisco

Sexualidade, uniões homoafetivas, contracepção, uniões de fato, novas famílias, mas também liberdade religiosa, ecologia, finança, novas pobrezas e novas escravidões. São argumentos espinhosos que colocam em confronto a liberdade de consciência e a doutrina cristã.

O Papa Francisco oferece a sua leitura inédita, marcada por uma visão teológica profundamente reformadora. É uma abertura humana e religiosa, que interessa sempre mais também a quem não professa a mesma fé e que provoca debates inflamados dentro e fora da Igreja.

O endurecimento do coração julgador – que o Papa chama de “esclerocardia” – é consequência do fechamento do eu em si mesmo: um eu isolado, egoísta, escondido em tradições obsoletas que pisoteiam a dignidade das pessoas.

É preciso que o “coração de pedra” se transforme em “coração de carne”. E, para Francisco, somente as palavras do Evangelho que deixaremos entrar, gota a gota, em nosso espírito rígido poderão fazê-lo palpitar de compaixão.

Foto: RV

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