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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/07/2019

22 de Julho de 2019

Papa recorda sacerdote degolado: "Matar em nome de Deus é satânico"

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22 de Julho de 2019

Papa recorda sacerdote degolado: "Matar em nome de Deus é satânico"

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14/09/2016 09:56 - Atualizado em 15/09/2016 10:49
Por: Rádio Vaticano

Papa recorda sacerdote degolado: "Matar em nome de Deus é satânico" 0

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O Papa Francisco celebrou a Missa na manhã desta quarta-feira, dia 14 de setembro, na capela da Casa Santa Marta, em sufrágio de Pe. Jacques Hamel.

Ouça a reportagem na íntegra.


O sacerdote francês de 85 anos foi degolado por dois jihadistas num atentado em 26 de julho durante a celebração eucarística na igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray.

Em sua homilia, o Pontífice recordou que a Igreja celebra hoje a festa da Cruz de Jesus Cristo – e é na Cruz que compreendemos plenamente o mistério de Cristo.

Cristo é o primeiro mártir

“Este mistério de aniquilação, de proximidade a nós. Como diz Paulo, vivendo na condição de Deus, Cristo não considera um privilégio ser como Deus, mas esvazia a si mesmo, assumindo uma condição de servo, tornando-se semelhante aos homens. Humilhou a si mesmo fazendo-se obediente até a morte, a uma morte de Cruz. Este é o mistério de Cristo. Jesus Cristo é o primeiro mártir, o primeiro que dá a vida por nós, e deste mistério de Cristo começa toda a história do martírio cristão, desde os primeiros séculos até hoje".


Os fiéis de todo o mundo que atravessam as Portas da Misericórdia em suas catedrais e santuários, em tantas igrejas e hospitais, fazem o mesmo: vão encontrar Jesus, expressam a conversão do discípulo que se põe no seguimento de Jesus, a descoberta da misericórdia do Senhor, infinita e inesgotável.

Jugo é um vínculo com o povo

O segundo imperativo, “tomai o meu jugo”, Jesus quer que seus discípulos entrem em comunhão com Ele, se tornem partícipes do mistério de sua cruz e de seu destino de salvação. “É um vínculo que une o povo a Deus. O jugo que carregam os pobres e os oprimidos é o mesmo que carregou Cristo antes deles; e por isso, é um jugo leve”, completou Francisco.

Enfim, a exortação “aprendei de mim” feita aos humildes e pequenos, porque compreende os pobres e sofredores e Ele mesmo é pobre e provado pelas dores, tendo carregado sobre suas costas os pecados da humanidade inteira. “Nele – explicou o Pontífice – a misericórdia de Deus assumiu a pobreza dos homens, doando a todos a possibilidade da salvação”.

Pastores 'príncipes' são um mal para a Igreja

Improvisando, Francisco questionou: “Por que Jesus é capaz de dizer estas coisas? Porque Ele era um Pastor que estava em meio às pessoas, aos pobres. Trabalhava todos os dias junto com eles. Ele não era um ‘príncipe’. É feio para a Igreja quando os Pastores se tornam distantes dos pobres e viram ‘príncipes’. Estes pastores eram repreendidos por Jesus; este não é o espírito de Jesus. Ele dizia, sobre eles: “Façam o que dizem, mas não o que fazem!”.

Concluindo a catequese, o Papa consolou os fiéis: “Para todos há momentos de cansaço e de decepção”; e recordou as palavras do Senhor que nos dão tanta consolação e nos fazem entender se colocamos nossas forças a serviço do bem. Somos chamados a aprender Dele o que significa ‘viver de misericórdia’ e ser ‘instrumentos de misericórdia’.

Encontramos conforto na Cruz do Senhor

“Coragem!, exclamou Francisco. Não deixemos que nos tirem a alegria de ser discípulos do Senhor. Não deixemos que nos roubem a esperança de viver esta vida com Ele e com a força da sua consolação”. 

Foto: L'Osservatore Romano

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