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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/03/2017

25 de Março de 2017

Padre Lombardi: uma viagem na recordação de São João Paulo II

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25 de Março de 2017

Padre Lombardi: uma viagem na recordação de São João Paulo II

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27/07/2016 00:00 - Atualizado em 28/07/2016 09:39
Por: Rádio Vaticano

Padre Lombardi: uma viagem na recordação de São João Paulo II 0

Padre Lombardi: uma viagem na recordação de São João Paulo II / Arqrio

Na conclusão do primeiro dia do Papa em Cracóvia, a Rádio Vaticano conversou com o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi:

Rádio Vaticano: Padre Lombardi, o primeiro dia do Papa Francisco na Polônia: no discurso às autoridades pudemos notar como o Papa recordou a memória, tão querida à identidade do povo polonês. Quais são as suas impressões sobre essas primeiras horas?

Padre Lombardi: Entramos direto no coração desta viagem; entramos em especial no coração da dimensão do relacionamento com a Polônia, com o país, e com a Igreja na Polônia, enquanto a Jornada Mundial da Juventude, nós a encontramos um pouco pelas ruas da cidade, com muitos jovens, mas ainda não tivemos um evento específico. Em vez disso, nós tivemos os eventos do encontro com as autoridades, portanto, de alguma forma com os representantes do povo polonês, uma grande vocação seja da parte do Presidente seja da parte, em particular, do Papa, da memória, da história deste povo. E aqui, naturalmente, a figura de João Paulo II emerge com prepotência, porque é ele que foi um pouco o nosso mestre, que nos deu a conhecer, que fez conhecer ao mundo o valor e a profundidade da história do povo polonês, as suas raízes cristãs e assim por diante. Então, sentimos, respiramos o ar de Cracóvia de João Paulo II, e nos preparamos para a grande celebração desta quinta-feira dos 1050 anos do batismo da Polônia, que é, portanto, uma das dimensões importantes desta viagem, embora não seja a primeira motivação.

Rádio Vaticano: Como o senhor vê o clima e o encontro com os bispos?

Padre Lombardi: O clima é muito bom, é muito positivo, é muito familiar: também o encontro com os bispos poloneses que puderam fazer perguntas diferentes - do ponto de vista pastoral, sobre os problemas que a Igreja atravessa neste momento do ponto de vista cultural e espiritual do país – e o Papa por sua vez respondeu com temas que lhe são familiares, tocando muitos temas que são caros ao seu coração. A proximidade ao povo para anunciar concretamente a figura de Jesus, os temas da solidariedade; uma ligação muito evangélica que leva a sério o Espírito das bem-aventuranças é a de Mateus 25 sobre os critérios de julgamento com os quais seremos julgados no final da vida, que são depois, as concretas obras de misericórdia. Então, entramos também no tema da misericórdia que caracteriza esta viagem. Vê-se, na verdade, que o tema da misericórdia - característico deste pontificado – retorna um pouco em todas as expressões concretas e nos conselhos pastorais que o Papa dá aos bispos.

Rádio Vaticano: Padre Lombardi, o senhor falava dos temas caros ao Papa Francisco, como a proximidade... Certamente também a acolhida dos migrantes, um tema que - se sabe - neste momento é particularmente seguido por todos, também pela sociedade na Polônia. Sobre isso, o Papa foi muito, muito claro.

Padre Lombardi: Sim, certamente. Devemos também dizer que nos damos conta de que a Polônia é um país diferente da Itália e, portanto, as questões da migração na Polônia são diferentes daquelas que podemos ter em Lampedusa. Aqui chegam os ucranianos e os russos, que são outro tipo de pessoas em relação aos africanos ou do Oriente Médio, e neste sentido também devemos perceber que há especificidades de caráter cultural, de caráter religioso diferente. Aqui não é tanto o problema - digamos - do Islã; há 300 refugiados provenientes da Síria, e há milhares e milhares e milhares de pessoas que vêm de Rússia, Ucrânia, que são ortodoxos ou são cristãos orientais. Portanto, devemos estar atentos para entender a variedade de faces da questão do tema da imigração, do tema da acolhida. E isso me parece ser importante. Mas é certamente verdade - e, neste sentido, o Papa tem uma mensagem forte - que a acolhida é uma dimensão fundamental do ser cristão, da vida e hoje também da relação entre os povos, num mundo em que tudo entrou em movimento, onde os povos se deslocam, por muitas razões, entre as quais - infelizmente - os conflitos ou pela degradação ambiental, e assim por diante... Então, é uma dimensão que não pode ser ignorada e é justo que os jovens, que são provenientes de todos os povos, e, portanto, são um pouco naturalmente pessoas que se encontram para além das diferenças ou barreiras de cultura ou até mesmo de religião - embora aqui estamos em uma Jornada Mundial dos cristãos, dos católicos, no entanto, somos, de fato, pessoas que viemos de todas as diversas culturas, por isso estamos predispostos ao encontro e à compreensão mútua... Podemos viver aqui uma atmosfera e uma experiência que são fundamentais para construir um mundo do amanhã que seja pronto e capaz de acolher, de dialogar, para reunir pessoas de diferentes povos e culturas.

Rádio Vaticano: Papa Francisco definiu, já na sua videomensagem endereçada à Polônia dias atrás, a JMJ “um mosaico de harmonia, um mosaico de misericórdia”. Portanto um sinal de convivência real. No avião, o Papa Francisco sublinhou também que quando fala de “guerra mundial em pedaços” não entende absolutamente uma guerra de religião: esses dois elementos – o Papa indica a JMJ como uma mensagem, um sinal a um mundo desfigurado, também a Europa, nos últimos dias…

Padre Lombardi: Mas é claro: não podemos ignorar o fato de que esta JMJ, este grande encontro de jovens se realize em um determinado momento histórico, em um determinado contexto. E então devemos vive-la, necessariamente, como uma mensagem de fé, de coragem, de paz, porque esta é a mensagem que o mundo –  a Europa em particular, mas não só, porque se olharmos para a África, olharmos para tantas outras partes do mundo, os conflitos existem e estão em todos os lugares - tem necessidade. A JMJ é em si mesma uma mensagem de paz, baseada em uma mensagem de amor; a misericórdia está no centro desta JMJ, o amor de Deus por todos, o seu amor por todas as criaturas nos torna mensageiros do amor, e não do ódio, pontes em vez de muros e assim por diante. No entanto, o significado histórico desta JMJ é muito claro, neste momento; não podemos ignorá-lo e deve ser um forte anúncio de paz para o mundo contra todo o medo, e contra todas as dificuldades.

Foto: ANSA

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