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14 de Dezembro de 2018

Ajuda à Igreja que Sofre premia aeromoça despedida por usar um crucifixo no pescoço

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09/05/2013 16:08 - Atualizado em 09/05/2013 17:00
Por: ACI Digital

Ajuda à Igreja que Sofre premia aeromoça despedida por usar um crucifixo no pescoço 0

Ajuda à Igreja que Sofre premia aeromoça despedida por usar um crucifixo no pescoço / Arqrio

A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) reconhecerá nesta sexta-feira, 10 de maio, com o Prêmio à Defesa da Liberdade Religiosa no Mundo à empregada da British Airways Nadia Eweida, que foi despedida por usar um crucifixo no pescoço e a quem o Tribunal Europeu de Estrasburgo deu a razão.

O prêmio, que reconhece a sua "luta contra a discriminação religiosa no mundo ocidental", será entregue no marco da III Jornada sobre Liberdade Religiosa, que a AIS organiza, e acontecerá nesta sexta-feira às 16h, na Universidade CEU San Pablo de Madri.

O caso de Nadia Eweida, cristã copta do Reino Unido, repercutiu nos meios quando em 14 de janeiro de 2013 o Tribunal Europeu de Estrasburgo deu a sentença a seu favor no processo feito contra a British Airways por tê-la demitido por usar uma cruz no pescoço. A empresa alegava que usar um crucifixo prejudicava o conceito de marca da empresa.

A Corte sustentou que "os tribunais não respeitaram o equilíbrio entre o desejo da demandante de manifestar sua crença religiosa e o desejo de seu empregador de projetar uma imagem corporativa determinada". Do mesmo modo, a sentença sublinha que "outros empregados da linha aérea britânica tinham sido autorizados a usar objetos religiosos como turbantes ou hiyab, sem nenhum impacto negativo sobre a imagem da British Airways".

A linha aérea ofereceu a Eweida um trabalho como administradora onde "não teria que usar uniforme nem teria contato com clientes", ao que ela se negou. Finalmente, a demandante voltou para a sua função em fevereiro de 2007, quando a companhia mudou sua política para permitir a exibição de símbolos religiosos.

Arcebispo de Bukavu defende os direitos humanos e a paz

Na Jornada também participará o Arcebispo de Bukavu (R.D. do Congo), Dom François-Xavier Maroy, que foi um dos principais defensores da paz e dos Direitos humanos na região dos Grandes Lagos da África Oriental. Maroy teve que fazer frente a várias guerras civis que assolaram a zona leste do Congo, com "graves represálias" para a Igreja, conforme informa AIS.

Atualmente, o Prelado continua denunciando a violência e lutando contra a pobreza, a AIDS e outras doenças, assegurando que "a Igreja é a única organização politicamente neutra que pode ajudar todos a ter um futuro melhor".

A apresentação do ato está a cargo da presidente da AIS Espanha, Pilar Gutiérrez Corada, e a seguir, acontecerá a conferência 'Testemunhos de perdão e reconciliação dos mártires da perseguição religiosa espanhola (1931-1939)', dada pelo sacerdote Jorge López Teulón, postulador da Causa dos Servos de Deus da Província Eclesial de Toledo e da Diocese de Ávila.

Depois de um breve colóquio, o bispo de Getafe, Joaquín María López de Andújar, fará a sua exposição sobre 'A liberdade religiosa à luz da revelação e da Doutrina Social da Igreja'.

Depois da entrega do II Prêmio pela Liberdade Religiosa no Mundo, Dom Maroy Rusengo falará sobre 'Os católicos do Congo: necessidades, sofrimentos e esperanças'. Depois desta palestra haverá um testemunho sobre a dificuldade de viver a fé cristã na China.

Para fechar a sessão, intervirá a doutora Soha Abboud Haggar, professora titular Universidade Complutense de Madri, que falará sobre a 'Situação atual dos cristãos no Egito, Síria e Líbano'. A Jornada encerrará com uma Via Lucis pelos cristãos perseguidos.

* Foto: ACI Digital 

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