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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 29/03/2017

29 de Março de 2017

Beleza é tema do segundo evento do Pátio dos Encontros

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Beleza é tema do segundo evento do Pátio dos Encontros

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06/04/2016 22:33 - Atualizado em 07/04/2016 17:24
Por: Nathalia Cardoso (nathaliacardoso@testemunhodefe.com.br)

Beleza é tema do segundo evento do Pátio dos Encontros 0

Beleza é tema do segundo evento do Pátio dos Encontros / Arqrio

O segundo evento do Pátio dos Encontros, a versão carioca do Pátio dos Gentios, foi o encontro com o mundo do samba e artistas, na tarde do dia 6 de abril, no Palácio São Joaquim, na Glória. O presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, no Vaticano, Cardeal Gianfranco Ravasi, com o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, e o secretário especial de Turismo, Antônio Pedro Viegas, representante da Prefeitura no evento, entre outras autoridades, se reuniram com sambistas, carnavalescos e dois casais de mestres-salas e porta-bandeiras da vencedora do Carnaval deste ano, Mangueira. O evento contou também com a participação do presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), Jorge Castanheira.

O Pátio dos Gentios é uma iniciativa do Vaticano ligada ao Pontifício Conselho da Cultura, que tem o objetivo de promover o diálogo entre cristãos e não cristãos. Segundo o organizador do Pátio dos Encontros, Dom Paulo Cezar Costa, o tema do evento “Ética e transcendência” assume um caráter “provocativo” aos leigos e tem como objetivo responder à questão: “de onde vem a sua ética?”.

Nesse contexto, o evento cultural ocorrido no Palácio São Joaquim foi uma forma de trabalhar o tema da beleza que, nos limites da filosofia, conduz ao discurso ético.

“Da estética, do belo, podemos derivar a ética. E sabemos que as várias agremiações presentes aqui hoje têm trabalhos sociais e comunitários com desdobramentos éticos de grande profundidade, modificando vidas a partir de várias atividades: a dança, o ritmo”, explicou o mestre de cerimônias, cônego Marcos William Bernardo, filósofo e vigário episcopal do Vicariato para a Comunicação Social e Cultura da arquidiocese.

O anfitrião, Dom Orani, ao dar as boas-vindas aos presentes, destacou a importância do tema do encontro: “O belo influencia muitas pessoas para o bem. E estamos vendo como isso é necessário hoje, em um país como o nosso. Precisamos construir o que é bom, belo, para construir uma pátria cada vez melhor”, disse. 

Encontro para o diálogo

O carismático Cardeal Ravasi relembrou em sua fala o Concílio Vaticano II. Segundo ele, durante o evento foi lida uma mensagem para os artistas. Ele releu a carta aos presentes no Palácio São Joaquim, por ela ressaltar o valor da arte como forma de agregar e unir gerações, estabelecendo diálogo entre mundos que podem parecer distantes entre si.

“A virtude da alma é uma dança. O samba, como todas as formas de arte, não exprime apenas uma beleza exterior de movimento. Exprime também a fantasia, criatividade da alma. É por isso que no final não percebemos que os dançarinos estão cansados: porque é a alma que sustenta esses movimentos. Espírito e arte são irmãos. A virtude de uma pessoa é fruto de exercício. E depois de um tempo se torna natural. É assim com a arte e com a fé”, afirmou.

O presidente da Liesa, Castanheira, deu as boas-vindas ao cardeal de Roma em nome das escolas de samba do Rio. Ele falou sobre como o envolvimento com a arte ajuda pessoas a darem sentido às suas vidas, e ressaltou a importância dos laços criados entre as paróquias e as escolas de samba.

“Vejo nesse olhar de humanismo, aproximação e acolhimento várias paróquias fazendo um movimento de aproximação com a cultura, que retoma seu espaço nas próprias paróquias. E as escolas de samba fazem também um trabalho de buscar acolher as crianças e jovens através não só da arte como também do esporte, que também é parte de nossa cultura”, pontuou.

Ponte

Os sambistas presentes avaliaram como positivo o encontro e destacaram a importância dos elos que se formam a partir de eventos como esse. “É um encontro bacana que celebra a união de dois movimentos que às vezes as pessoas veem como contrários. A fé faz parte da cultura brasileira. E o Carnaval, festa que se propõe a falar de cultura brasileira, em algum momento vai falar da fé”, afirmou o carnavalesco Leonardo Vieira, da Mangueira.

Marcelo Guimarães, um dos intérpretes da Beija-Flor, disse estar alegre porque se sentiu acolhido. “Aqui temos homens inteligentíssimos, que são aqueles que criam o Carnaval, que pesquisam sobre os temas a serem abordados. É bom perceber que enquanto há tempos atrás estávamos distantes da Igreja, hoje estamos tão próximos que acabamos nos sentindo parte. E somos”, frisou.

Beleza

Segundo Dom Paulo, a beleza, tema do encontro, clama por ser vista, e dessa forma estabelece diálogo. “O diálogo respeita as diferenças, a partir do momento que se percebe que juntos podemos construir. E é dialogando que uma sociedade encontra futuro”.

 Foto: Carlos Moioli

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