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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 17/08/2018

17 de Agosto de 2018

Mensagem do Penitencieiro Mor aos Confessores

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Mensagem do Penitencieiro Mor aos Confessores

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22/12/2015 14:16 - Atualizado em 22/12/2015 14:16
Por: Rádio Vaticano

Mensagem do Penitencieiro Mor aos Confessores 0

Mensagem do Penitencieiro Mor aos Confessores / Arqrio

O Penitencieiro Mor e Presidente Internacional da Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), Cardeal Mauro Piacenza, escreveu uma carta aos confessores por ocasião do Natal 2015.

O purpurado inicia a mensagem recordando as palavras do Papa Francisco no primeiro Ângelus de seu pontificado, onde afirmou que a festa do Natal não é um conto de fadas, mas constitui “um mistério santo, em relação ao qual o mundo e a história são e serão julgados no final dos tempos, o mistério Santo da Misericórdia de Deus”.

Seremos julgados segundo a verdade de nosso amor

“Não será somente em base a um comportamento moral abstratamente entendido que a humanidade será julgada pelo Filho do Homem“ – observou o Cardeal – mas “seremos julgados antes, com base na verdade de nosso amor: um amor perfeitamente humano, portanto inteligente e livre; um amor que não “possui” o irmão, mas o compreende, deseja e persegue o verdadeiro bem; um amor que usa tudo e coloca a própria vida a serviço do destino eterno dos homens, e que não explora, pelo contrário, as pessoas a serviço dos próprios míseros interesses; um amor que inevitavelmente, de modo mais ou menos consciente, assume posição diante do mistério do Filho de Deus feito Homem”.

A seguir, Dom Piacenza recorda que somente a graça de Deus tem o poder de libertar o amor e torná-lo “verdadeiro”. É ele – afirmou recordando as palavras do Santo Padre – o mistério da Misericórdia e é ele que, reconhecido e acolhido, torna o homem livre para amar verdadeiramente. “Nenhuma estrutura social ou eclesial, nenhuma exortação moral ou estratégia” é capaz disto, observa.

Confissão sacramental, a solução de um paradoxo divino

No final dos tempos – continuou – seremos julgados com base na verdade de Cristo, na verdade de nosso amor por ele, ao mesmo tempo em que somente Cristo pode nos tornar capaz de amá-lo. E ao mesmo tempo que Cristo é Juiz, também é salvador; é Justiça mas é amor; é Verdade mas é misericórdia, e este “aparente paradoxo divino” resolve-se na confissão sacramental, no Sacramento grande da Misericórdia.

Em cada celebração deste Sacramento – explica Dom Piacenza – é como que “antecipado” para a alma fiel o Juízo último e este “presente” é aberto, por graça, ao futuro de Cristo. “O fiel, por meio do sacerdote confessor e por divina vontade, se encontra ao pé de Cristo Encarnado, Morto e Ressuscitado; diante de seu Senhor é chamado a confessar, arrependido, a verdade das próprias ações, pedindo-lhe perdão e, assim, por meio da “sentença” de absolvição, lhe é dado de abrir-se à grande verdade do mistério de Cristo, à verdade de sua Misericórdia. O penitente é abraçado por ela, reerguido e transformado, tornando-se finalmente capaz de “viver Cristo” e, portanto, também de “ver Cristo” e de anuncia-lo com alegria”.

Confessionário, local onde nasce a verdadeira paz

O Penitencieiro  Mor exorta os confessores a oferecerem com alegria as suas vidas “a serviço deste encontro de Verdade e de Misericórdia; um serviço que se realiza no silêncio, mas que encontra a sua força na gratidão pelo imenso privilégio que nos foi concedido, de poder conduzir, sacramentalmente e por isto realmente, os irmãos diante da “Gruta de Belém”, de poder colocá-los em contato” com o misericordioso Coração de Jesus.  Neste ponto, Dom Piacenza reitera que do confessionário, “pode nascer a única verdadeira paz da qual o mundo tem verdadeiramente necessidade, a única ajuda, realmente eficaz para toda a humanidade, que, confissão após confissão, será purificada do pecado e assim salva do mais letal dos “smog”. É na confissão que se realiza a obra ecológica mais radical que se possa cumprir!”

Ao concluir, o Cardeal Mauro Piacenza, agradece a todos os confessores pelo “sacrifício paciente e a caridade pastoral que exprimem no generoso ministério de confessores, que ilumina, renova e vivifica os próprios fundamentos da Igreja”, pedindo a oração de uns pelos outros, sobretudo nestes últimos dias de preparação ao Santo Natal e durante a Oitava.

Foto: ANSA

 

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