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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/05/2019

23 de Maio de 2019

Dia Mundial da Paz: "Indiferença, ameaça à humanidade"

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Dia Mundial da Paz: "Indiferença, ameaça à humanidade"

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15/12/2015 11:16 - Atualizado em 15/12/2015 12:02
Por: Rádio Vaticano

Dia Mundial da Paz: "Indiferença, ameaça à humanidade" 0

Dia Mundial da Paz:

“A paz é dom de Deus e trabalho dos homens; a paz é um dom de Deus, mas confiado a todos os homens e a todas as mulheres, que são chamados a realizá-lo. E é a indiferença dos homens o primeiro inimigo da paz”. É o fulcro da mensagem para o Dia Mundial da Paz 2016, escrita pelo Papa e apresentada à imprensa nesta terça-feira, 15 de dezembro, no Vaticano. Este ano, o tema é "Vence a indiferença e conquista a paz".

Lembrando o ano que passou, “doloroso para a paz”, o Papa repropõe o conceito da esperança: “Enquanto terrorismo e conflitos parecem confirmar a teoria da “terceira guerra mundial por pedaços”, existem razões para esperar, escreve Francisco, mencionando eventos como o Acordo de Paris sobre o clima e a Agenda ONU 2030 para o desenvolvimento sustentável. 

Situações como esta fazem crer na capacidade da humanidade de agir unida, em espírito de solidariedade. Uma atitude que se bem se conjuga com a atuação da Igreja nos últimos 50 anos, orientada ao diálogo, à solidariedade e à misericórdia. 

As ameaças à paz, todavia, são concretas e derivam, sobretudo, da indiferença pelo próximo e pela criação. Este comportamento é tão comum que o Papa o define como “globalização da indiferença”: um mal gerado, antes de tudo, pela indiferença que o homem nutre por Deus. 

A ruptura desta relação preferencial é a causa de alguns males que o Papa frequentemente denuncia: a corrupção, a destruição do meio ambiente, a ausência de compaixão pelos próximos. O caminho indicado pelo Papa para combater a globalização da indiferença passa por uma profunda conversão do coração do homem, que nos permita, através da graça de Deus, voltar a ser capazes de nos abrirmos aos outros com autêntica solidariedade. 

Por fim, Francisco lembra que a indiferença pelo ambiente natural, favorece o desflorestamento, a poluição e as catástrofes naturais que desenraízam comunidades inteiras do seu ambiente de vida, obrigando-as à precariedade e à insegurança; cria novas pobrezas e novas situações de injustiça com consequências muitas vezes desastrosas em termos de segurança e paz social. "Quantas guerras foram movidas e quantas ainda serão travadas por causa da falta de recursos ou para responder à demanda insaciável de recursos naturais?".

Para criar a cultura da misericórdia, o Papa chama famílias, educadores e comunicadores a promover os valores da liberdade, do respeito recíproco e da solidariedade. Neste contexto, Francisco cita como exemplo negativo um certo tipo de imprensa, não muito rigorosa na apuração e na difusão das notícias. E constata que, infelizmente, o aumento das informações, próprio do nosso tempo, não significa, de por si, aumento de atenção aos problemas, mas, ao contrário, pode gerar uma certa saturação que anestesia e, em certa medida, relativiza a gravidade dos problemas.

No entanto, existem na sociedade vários exemplos de engajamento solidário e misericordioso: organizações comprometidas com direitos humanos, associações de caridade e realidades que ajudam migrantes. Segundo o Papa, estas ações são obras de misericórdia “corporal e espiritual”.

Na sequência da mensagem, o Pontífice agradece a todos aqueles que atenderam o seu apelo e acolheram uma família de refugiados. 

O Jubileu da Misericórdia, enfim, representa uma ocasião para refletir sobre o grau de indiferença que reside em nossos corações, para que a derrotemos e nos comprometamos em melhorar a realidade que nos circunda. 

Concluindo a mensagem para o Dia Mundial da Paz, Francisco recorda todas as pessoas fragilizadas, que vivem em condições de desfavor; e invoca o fim da pena de morte e a anistia. O apelo final é dirigido às lideranças políticas: rejeitar as guerras, cancelar a dívida dos países mais pobres e adotar políticas de cooperação que não lesem o direito dos nascituros à vida. 

Foto: Reuters

 

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