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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/07/2019

18 de Julho de 2019

Pregação de advento do Padre Cantalamessa: "Cristo, Luz dos Povos"

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18 de Julho de 2019

Pregação de advento do Padre Cantalamessa: "Cristo, Luz dos Povos"

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07/12/2015 12:52 - Atualizado em 07/12/2015 12:53
Por: Rádio Vaticano

Pregação de advento do Padre Cantalamessa: "Cristo, Luz dos Povos" 0

Pregação de advento do Padre Cantalamessa:

O Santo Padre participou, na manhã da última sexta-feira, 4 de dezembro, na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano, da primeira pregação de Advento do Padre Raniero Cantalamessa, capuchinho.

Durante o Advento, o Pregador oficial da Casa Pontifícia propõe ao Papa e aos seus colaboradores da Cúria Romana algumas meditações durante as sextas-feiras, que precedem o Santo Natal. Este ano, o Capuchinho dedica sua série de reflexões sobre o tema: “Cristo, Luz dos Povos”: uma releitura cristológica da Lumen gentium”.

Lumen gentium

Por ocasião do 50° aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II, o Pregador Capuchinho dedica suas três meditações de Advento ao grande evento conciliar, partindo de um dos seus quatro principais Documentos: a Constituição sobre a Igreja (Lumen Gentium), sobre a Liturgia (Sacrosanctum Concilium), sobre a Palavra de Deus (Dei Verbum) e sobre a Igreja no mundo (Gaudium et Spes).

Tem-se falado e escrito muito sobre o Concílio, quase sempre pelas suas implicações doutrinais e pastorais e não tanto pelos seus conteúdos especificamente espirituais. Portanto, ele focalizou sua atenção sobre os textos de espiritualidade, úteis para a edificação da fé.

Por isso, o Padre Cantalamessa dedica, nas três sextas-feiras do Advento deste ano à meditação da Constituição conciliar Lumen Gentium, ou seja sobre a Igreja, corpo e esposa de Cristo: “A chamada universal à santidade e a doutrina sobre a Virgem Maria”.

Cristo, Luz dos povos...

O tema “Cristo, Luz dos povos” faz referência explícita à Igreja e é a chave para interpretar toda a eclesiologia do Concílio Vaticano II. Trata-se de uma eclesiologia cristológica, e, portanto, espiritual e mística, antes que social e institucional; é uma relação semelhante àquela entre o corpo e a alma. que lhe dá vida. Ambos são inseparáveis e necessários, em vista de uma evangelização mais eficaz. De fato, não se aceita Cristo por amor a Igreja, mas a Igreja por amor a Cristo. Mas, “quem é a Igreja”?

Igreja: corpo e esposa de Cristo

A alma e o conteúdo cristológico da Lumen Gentium são representados pela Igreja como a Esposa e o Corpo de Cristo. Por conseguinte, o Corpo de Cristo é a Eucaristia. Esta visão é a que mais aproxima a eclesiologia católica da eclesiologia eucarística da Igreja Ortodoxa: “Sem a Igreja e sem a Eucaristia, Cristo não teria corpo no mundo”. Isto se realiza por meio dos Sacramentos, especialmente do Batismo e da Eucaristia.

Segundo a eclesiologia conciliar, “o encontro pessoal com Jesus dá-se mediante os Sacramentos. Por isso, no final da sua meditação, o Padre Raniero Cantalamessa destaca, mais uma vez, o aspecto espiritual e existencial do encontro pessoalmente com Jesus, não tanto como personagem, mas como pessoa; não de alguém do qual se fala, mas de alguém “a quem e com quem” se pode falar, por ter ressuscitado e estar vivo. Não se trata apenas de uma memória, mas de uma presença.

Por fim, o Pregador oficial da Casa Pontifícia recordou: “Não se aceita Cristo por amor à Igreja, mas se aceita a Igreja por amor a Cristo”. E exortou: “Procuremos amar a Cristo e fazê-lo amar; assim prestamos o melhor serviço à Igreja. Se a Igreja é a esposa de Cristo, como toda esposa, ela gera novos filhos unindo-se por amor ao seu Esposo. A fecundidade da Igreja depende do seu amor por Cristo”.

Foto: AFP

 

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