Arquidiocese do Rio de Janeiro

33º 19º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 12/11/2018

12 de Novembro de 2018

Regional reflete sobre Ano da Misericórdia

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

12 de Novembro de 2018

Regional reflete sobre Ano da Misericórdia

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

23/11/2015 00:00 - Atualizado em 27/11/2015 14:03
Por: Carlos Moioli

Regional reflete sobre Ano da Misericórdia 0

Regional reflete sobre Ano da Misericórdia / Arqrio

Nos dias 20 e 21 de novembro, as arquidioceses e dioceses do Estado do Rio de Janeiro, que compõem o Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), representadas por seus bispos, padres e agentes de pastorais, realizaram a sua 14ª Assembleia Geral no Centro de Estudos do Sumaré, no Rio Comprido.

A abertura da assembleia foi feita pela presidência do regional, composta pelo Cardeal Orani João Tempesta (Rio de Janeiro), presidente; Dom José Francisco Rezende Dias (Niterói), vice-presidente; e Dom Tarcisio Nascentes dos Santos (Duque de Caxias), secretário-geral.

Nos passos de Francisco

Com o tema “A face de uma Igreja misericordiosa”, a assembleia discutiu e analisou as Novas Diretrizes Gerais da Evangelização da Igreja no Brasil sobre a misericórdia e como aplicá-las na pastoral, em especial à família e o que isso sugere para a Igreja no Estado do Rio de Janeiro e para a sociedade.

Na saudação inicial, Dom Orani convidou os presentes a seguirem os passos do Papa Francisco, abrindo os corações para se tornar uma Igreja misericordiosa e acolhedora, que anuncia a vida em meio à violência.

O coordenador de pastoral da Arquidiocese do Rio, monsenhor Joel Portella Amado fez memória da assembleia do ano passado, relembrando suas propostas.

“Decidimos que a Igreja no Estado do Rio de Janeiro deveria viver num duplo movimento, ou seja, ser uma Igreja acolhedora e que estivesse em saída para a missão”, disse o monsenhor.

Ano da Misericórdia

Durante a assembleia, convocada pelo Papa Francisco, houve duas reflexões sobre o Ano Santo da Misericórdia. O vigário paroquial da Catedral de São Sebastião, padre Luis Fernando Ribeiro Santana, apresentou a bula de instituição do jubileu, impactando os participantes com a reflexão a respeito do ícone da misericórdia, que é uma imagem ainda pouco conhecida, mas de uma riqueza e de uma capacidade de gerar uma reflexão muito grande.

O padre Antônio José Afonso da Costa, pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Todos os Santos, no bairro de Todos os Santos, falou sobre a incidência pastoral do Ano da Misericórdia na Igreja e no mundo.

Reflexões

De acordo com monsenhor Joel, a assembleia deste ano tratou sobre o rosto misericordioso da Igreja, como uma exigência decorrente do Ano da Misericórdia. Se por um lado cada diocese dentro do Estado do Rio tem sua vida própria, por outro toda a Igreja do mundo inteiro é chamada a concretizar o Ano Santo em projetos adequados às realidades locais.

Neste contexto, ele disse que, após as duas principais palestras, os participantes foram levados a refletir em grupo. Primeiro: “O que é necessário para que o mundo perceba o rosto misericordioso do Pai revelado em Jesus?”. Segundo: “O que é necessário para que o Ano da Misericórdia ao acabar não passe como um vento? Que deixe marcas realmente na Igreja”. Terceiro: “Qual o sentido do ícone?”. Quarto: “O que fazer para que a atitude da escuta seja uma atitude importante na vida Igreja?”

Prática da misericórdia

Dessas quatro questões, explicou monsenhor Joel, ficou muito claro que o rosto misericordioso do Pai revelado em Jesus passa pela Igreja. O que as pessoas veem é a Igreja e os discípulos. Neste sentido, a Igreja precisa ajudar as pessoas a viverem mais a misericórdia, sendo mais misericordiosas e mostrando ao mundo que a misericórdia não é algo infantil, desconectado da realidade, mas, pelo contrário, é o que o mundo de hoje precisa.

Ouvir o outro

O que significa uma Igreja com um rosto mais misericordioso? Monsenhor Joel lembrou que os grupos foram muito específicos: o rosto misericordioso da Igreja passa, entre outros aspectos, pela atitude de escuta. As pessoas não estão escutando mais. Em nossos dias, há muito barulho e muito ruído. Hoje se grita nas ruas, nas pregações religiosas, nas apresentações musicais, nas brigas em casa. E, paradoxalmente, ninguém mais está com a capacidade de escutar, ouvir e compreender o outro. A grande contribuição, portanto, que a Igreja pode dar é a da escuta: parar para ouvir, escutar a pessoa, principalmente nas situações de dor e sofrimento.

“O grupo pediu por um serviço ou ministério da escuta, feito por diáconos, religiosos e leigos. No passado, isso poderia assustar as pessoas, mas hoje é necessário. Para isso, duas coisas são fundamentais: o dom de ouvir as pessoas, pois é necessário tê-lo; e a formação, essa por conta da diocese. Pediu-se que no caso da confissão, especificamente, ajudasse as pessoas a perceber sua importância, e a alegria de receber o perdão de Deus. Também que se aumente a quantidade de tempo e a quantidade de locais disponíveis para a confissão”, explicou.

Locais de confissão

Por fim, monsenhor Joel disse que os participantes deram sugestão que se façam locais missionários de confissão, em shoppings, praças, e ruas, a exemplo do que a Arquidiocese do Rio já faz no evento “24 horas para o Senhor”.

Conclusão

Na conclusão da assembleia, as propostas foram apresentadas pelo bispo auxiliar do Rio Dom Paulo Cezar Costa. Cada diocese levou um conjunto de propostas, que irá ajudar na programação do Ano da Misericórdia. A próxima assembleia, em 2016, será realizada novamente no mesmo final de semana que antecede a festa de Cristo Rei.

Missa de encerramento

Na missa de encerramento, Dom Orani disse que “diante das situações de violências, somos chamados a apresentar um rosto misericordioso. Isso não significa um relaxamento, mas sim que temos esperança. Dessa forma, podemos cantar, como Maria, o ‘magnificat’. O nosso caminho é o mesmo de Maria: ouvir o Senhor e colocar em prática a Sua palavra.”

Colaboração: Symone Matias e Eduarda Rodhe

Foto: Site Regional Leste 1 

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.