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26 de Maio de 2019

Papa define perseguição a cristãos como "uma chaga"

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Papa define perseguição a cristãos como "uma chaga"

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14/10/2015 18:30 - Atualizado em 14/10/2015 18:31
Por: Rádio Vaticano

Papa define perseguição a cristãos como "uma chaga" 0

Papa define perseguição a cristãos como

Uma “chaga”. Assim o Papa Francisco define “a perseguição e o sofrimento dos cristãos”, na mensagem enviada pelo Cardeal Secretário de Estado Vaticano Pietro Parolin à fundação de direito pontifício Ajuda à Igreja que Sofre, por ocasião da apresentação do Relatório AIS sobre a perseguição aos cristãos no mundo.  De fato, com o título  “Perseguidos e Esquecidos”, o relatório elaborado pela AIS revela que os cristãos são o grupo religioso mais perseguido no mundo.

Cooperação internacional

O Santo Padre – lê-se na mensagem – “reza para que, quem tem autoridade para fazê-lo, lute diligentemente não somente para erradicar a perseguição e a discriminação religiosa na própria nação, mas também para procurar métodos mais eficazes para promover a cooperação internacional, para derrotar estas ofensas contra a dignidade humana e a liberdade religiosa”.

Por fim, na mensagem enviada à AIS, o Cardeal Secretário de Estado refere o auspício do Pontífice para que “os homens e as mulheres de fé e de boa vontade possam mostrar o apoio aos seus irmãos e irmãs que sofrem em todo o mundo, oferecendo assistência espiritual e material”.

Restrição à liberdade religiosa em 22 países

O relatório apresentado na terça-feira, 13 de outubro, mostra que em 22 países do mundo, os cristãos sofrem graves limitações da própria liberdade religiosa. O estudo da Ajuda à Igreja que Sofre sublinha como o número das nações classificadas como de “extrema preocupação” aumentou de 2013 a 2015, incluindo Iraque, Síria, Nigéria e Sudão, todos países marcados pelo extremismo islâmico que – precisa o Relatório – se confirma como uma das principais ameaças da comunidade cristã.

Situação grave no Oriente Médio

Particularmente grave a situação no Oriente Médio: no Iraque, do ano 2000 até hoje, a população cristã diminuiu de 1 milhão para menos de 300 mil e a continuar esta tendência, a comunidade cristã poderia desaparecer nos próximos cinco anos. Obrigados pelos terroristas do famigerado Estado Islâmico a escolher entre a conversão e a morte, outros 120 mil cristão iraquiano fugiram para o Curdistão iraquiano. Sobre sua difícil condição pronunciou-se o Patriarca de Babilônia dos Caldeus Louis Raphael Sako:

“Vivem com tanta angústia, ansiedade e depois aguardam, não sabem para onde ir, aonde começar uma nova vida, uma nova história, se permanecem e até quando. Existe, portanto, um grande desgaste psicológico. Também as suas crianças, as escolas, as suas propriedades – têm casa, trabalho – tudo isto é precário. Não sabem...”.

- O que a comunidade internacional deveria fazer?

“Expulsar o EI e depois permitir que estas pessoas retornem para suas casas. Não tem outra coisa a ser feita. É uma injustiça, eles tem o direito!”.

Nigéria, Sri Lanka, Índia

Na Nigéria, por outro lado, mais de 100 mil cristãos foram obrigados a fugir da violência do Boko Haram somente na Diocese de Maiduguri, onde foram destruídas 350 igrejas. Contra a liberdade dos cristãos, também outros fundamentalismos: na Índia são numerosos os ataques contra os cristãos por parte dos movimentos nacionalistas hinduístas, enquanto no Sri Lanka, somente em 2013, 105 igrejas e capelas foram destruídas ou fechadas pela ação de extremistas budistas. Ataques estes que veem um aumento em Israel, único país do Oriente Médio em que a população está em crescimento.

Perseguição por regimes totalitários

Sobre a perseguição de regimes autoritários e totalitaristas, o Relatório da Ajuda à Igreja que Sofre estima que na Coreia do Norte, ao menos 10% dos cerca de 400 mil cristãos estejam detidos em campos de trabalho forçado, onde são torturados e mortos. Na Eritréia, por sua vez, dos três mil prisioneiros, a maior parte deles é cristão, preso por motivo religioso. Por fim, na China, somente em 2014, os líderes religiosos presos foram quase 500.

Foto: ANSA

 

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