Arquidiocese do Rio de Janeiro

29º 22º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/11/2017

22 de Novembro de 2017

Conselho Tutelar tem nova data de eleição

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

22 de Novembro de 2017

Conselho Tutelar tem nova data de eleição

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

13/10/2015 12:22 - Atualizado em 13/10/2015 12:22
Por: Luis Pedro Rodrigues (luispedro@testemunhodefe.com.br)

Conselho Tutelar tem nova data de eleição 1

Conselho Tutelar tem nova data de eleição / Arqrio

Muitos cariocas que saíram na manhã do dia 4 de outubro para participar das eleições para o Conselho Tutelar não conseguiram votar. Os eleitores reclamaram das longas filas e até que alguns pontos de votação estavam com as portas fechadas. Segundo uma nota, divulgada no dia pela Comissão Eleitoral do processo de escolha dos conselheiros tutelares da cidade do Rio de Janeiro, o problema ocorreu devido a dificuldades técnicas relacionadas à infraestrutura de transmissão de dados.

Ainda na manhã de domingo, a comissão optou por suspender as eleições. A coordenadora da Comissão Eleitoral, Maria de Nazareth de Abreu Barreto, que também é conselheira de direito do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA-Rio), órgão responsável por organizar a votação, justificou a anulação das eleições e explicou quais medidas o CMDCA tomará para garantir que as novas eleições – que segundo ela ocorrerão, a princípio, no dia 15 de novembro – ocorram de forma eficaz.

Testemunho de Fé – O que aconteceu no dia das eleições e o que motivou à anulação?

Maria de Nazareth de Abreu Barreto – O secretário municipal de Assistência Social e vice-prefeito, Adilson Pires, ligado ao CMDCA, na tarde do domingo, 4 de outubro,  instituiu uma comissão de sindicância para descobrir o que aconteceu. Portanto, ainda não podemos especificar o que motivou a falha técnica.

Nesse dia, estavam reunidos no Centro de Operações da Prefeitura do Rio representantes do Ministério Público, da Associação dos Conselheiros Tutelares, das subsecretarias da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social (SMDS), da Comissão Eleitoral e a presidência do CMDCA, para acompanharmos, juntos, a votação.

Às 9h, começou a contagem de votos. Depois de uma hora, constatamos problemas em algumas regiões, e as equipe de suporte técnico foram até esses pontos de votação. Mas os defeitos foram aparecendo em número maior do que esperávamos, e nos lugares onde tudo estava transcorrendo bem, o sistema de votação ficou lento. A partir daí, nós da Comissão Eleitoral e os promotores do Ministério Público decidimos anunciar oficialmente a suspensão da votação.

Temos que assegurar que o processo seja igual para todos; é uma questão de democracia. Todos têm o direito de votar e todos os candidatos têm o direito de serem votados nas mesmas condições, mas, em alguns pontos de votação, isso não foi possível.

TF – Por que o sistema de votação mudou, das últimas eleições?

Maria de Nazareth – Nós solicitamos, em dezembro de 2014, ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), o empréstimo de 480 urnas eletrônicas. Eles responderam que não poderiam ceder as urnas em meados de julho deste ano, quando já tínhamos iniciado o processo eleitoral, com a prova documental e de conhecimento específico dos candidatos. A justificativa do TRE foi que estavam fazendo o recadastramento biométrico.

Pedimos então as urnas manuais, mas só nos responderam no dia 3 de setembro, com a votação marcada para 4 de outubro. Além disso, eles também demoraram a nos entregar a lista com os nomes dos 4 milhões e 740 mil eleitores da cidade do Rio. Nós temos tudo documentado aqui. Foi então que decidimos abrir uma licitação para contratar empresas para nos darem suporte técnico; ganharam três empresas.

É importante explicar que não foi pago nenhum dinheiro a essas empresas. No serviço público, fazemos licitação, depois o contrato, e então a empresa presta o serviço, e ele é avaliado; só depois a empresa recebe o pagamento. Por enquanto está tudo suspenso.

TF – Como está a comunicação com os candidatos?

Maria de Nazareth – Faremos quatro reuniões com eles até o dia da nova eleição, para tranquilizá-los e explicar como será o novo processo de votação. O primeiro encontro acontecerá no dia 8 de outubro, no Clube do Servidor Municipal, na Cidade Nova, às 16h, com todos os candidatos reunidos.

TF – Quais serão as medidas tomadas para garantir que as eleições aconteçam?

Maria de Nazareth – No dia 6 de outubro, nós da Comissão Eleitoral nos reunimos com o secretário Adilson Pires e decidimos remarcar as eleições para o dia 15 de novembro. A votação será manual, ou seja, em cédulas de papel. Mas não faremos isso sem antes ir ao TRE e mostrar que não temos condição de fazer uma eleição para 4 milhões e 740 mil eleitores sem o devido suporte.

TF – Existe a preocupação de que este incidente desmotive os eleitores?

Maria de Nazareth – Vamos manter os mesmos postos de votação; cada um votará no mesmo lugar em que ia votar no domingo passado. Além disso, garantimos que não haverá problema, já que a votação se dará de forma manual. São medidas que tomamos para que os eleitores continuem com a mesma motivação para escolherem os novos conselheiros tutelares.

Foto: Reprodução

Deixe seu comentário

Comentários (1)

Ana Patrícia Lima de Almeida Oct 14th 2015, 07:42

Estamos no mundo contemporÂneo com tecnologias avançadas midia não entendo o metodo retrógado de eleição. Votar em papel é maior frustração e desmotivador e perda do voto de confiança e chances de maiores de fraudes eleitorais, por um eleitor já que a eleição e facultativa.

0 Resposta Responder
Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.