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22 de Julho de 2019

Coletiva: Cardeal Tagle, do Sínodo não esperar mudança da doutrina

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Coletiva: Cardeal Tagle, do Sínodo não esperar mudança da doutrina

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09/10/2015 14:13 - Atualizado em 10/10/2015 19:22
Por: Rádio Vaticano

Coletiva: Cardeal Tagle, do Sínodo não esperar mudança da doutrina 0

Coletiva: Cardeal Tagle, do Sínodo não esperar mudança da doutrina / Arqrio

O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, abriu a coletiva, desta sexta-feira, 9 de outubro, que contou com a participação do Arcebispo de Manila, Filipinas, Cardeal Luis Antonio Tagle, do Presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, Dom Joseph Edward Kurtz, e do Arcebispo de Madri, Espanha, Dom Carlos Osoro Sierra.

Antes de passar a palavra aos três participantes do Sínodo sobre a Família, o jesuíta recordou que cada padre sinodal é livre de tornar público o conteúdo de seu pronunciamento, mas não pode revelar os pronunciamentos ou sínteses de discursos de outros participantes do Sínodo.

A propósito da comissão para a elaboração do Relatório final, nomeada pelo Papa e não pela assembleia, Padre Lombardi disse que no ano passado o Santo Padre nomeou uma comissão análoga da qual muitos membros são os mesmos este ano, com a finalidade de ajudar o relator, o secretário especial e o secretário-geral na integração de várias contribuições.

“Vocês devem pensar que as contribuições são centenas. O trabalho de integrá-las coerentemente num Relatório final é muito complexo”, disse o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.
 
Por isso, o Papa nomeou no ano passado seis pessoas, além das três já automaticamente presentes: o relator, o secretário especial e o secretário-geral. No ano passado, eram nove pessoas. Este ano, são dez, mas a ideia é mais ou menos a mesma. Isso em relação à comissão”, disse Padre Lombardi.
 
Sobre quando os padres sinodais podem fazer suas observações para o Relatório final, o jesuíta disse que ainda tem tempo e os padres sinodais podem e são convidados, se desejam, a fazer suas observações no esboço final. Isso será feito na última semana do Sínodo.
 
Depois, tomou a palavra o Arcebispo de Manila, Cardeal Luis Antonio Tagle. Ele disse que do Sínodo não se deve esperar uma mudança da doutrina. “A perspectiva da assembleia sinodal é a de ver, partindo da doutrina, como se pode curar e apoiar a família, sobretudo se dilacerada por sofrimentos e guerras. Não é dado por certo que ao término do sínodo será publicado um documento final. No centro dos trabalhos sinodais não estão somente os desafios e as dificuldades encontradas pelas famílias”, disse o cardeal filipino que acrescentou:

“Todos os grupos disseram: celebramos também a beleza da família, o compromisso de muita gente para preservar as famílias.” 
Dentre as famílias existem diferenças, mas também traços distintos.

O presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, Dom Joseph Edward Kurtz, sublinhou que, não obstante os  contextos e experiências diferentes, as famílias estão unidas por traços distintos, sobretudo se o seu percurso é iluminado pela fé e pelo Evangelho:

“Tive o privilégio, hoje, de ser o primeiro relator e portanto, depois de ter falado, pude também ouvir para verificar se existem elementos em comum: alguns elementos em comum existem. Concordo com o Cardeal Tagle quando disse que os desafios que dizem respeito às famílias, dos quais falamos no ano passado, não diminuem”.

Por sua vez, o Arcebispo de Madri, Dom Carlos Osoro Sierra, frisou que “a ideologia do gênero está chegando a todo lugar: se organizam certas leis, se organiza a economia...”. “Uma das intenções do Sínodo”, disse ele, “é mostrar, da melhor maneira, a beleza da família”: 

“Acredito que o que está sendo feito, e a maneira de fazê-lo tão boa, seja uma escola de belas artes. Está sendo buscada a pintura melhor, os melhores pincéis para mostrar o rosto daquela que é a estrutura original da vida, que é a família”.

Foto: Observatório Romano

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